A magia do pão — Diane Zahler … por Andreia Silva

31538846SINOPSE: Quando Bee, uma órfã no pobre reino de Aradyn, é apanhada a roubar um bolo numa padaria, o padeiro solitário oferece-se, para alegria da jovem, para a tomar como aprendiza. A felicidade recém-descoberta de Bee passa através de magia para os seus bolos, começando a atrair as atenções do palácio, onde reside a princesa Anika. Mestre Joris, um poderoso mago e apreciador de bolos, torna-se no “guardião” de Bee, mantendo-a prisioneira e convertendo todos os terrenos aráveis em campos de tulipas. Graças ao ajudante de ferreiro da aldeia, Bee ajuda a princesa Anika a fugir de um casamento que lhe é imposto. O grupo dá início a uma incrível aventura no alto mar, acabando por naufragar e ser salvo por uma tripulação de piratas, liderada pela temerária capitã Zafira Zay. É uma aventura que conduz a descobertas surpreendentes, de parentes supostamente falecidos e árvores há muito perdidas. O tema da órfã corajosa que descobre a magia e a amizade, pode não ser original, mas ação a rodos e personagens cativantes como Bee, a Princesa Anika e a capitã Zafira Zay, fazem com que este livro se leia dum só fôlego.

OPINIÃO por Andreia Silva:  No reino de Aradyn não existem árvores, apenas túlipas por todo o lado. Bee foge da casa onde vive e vagueia até chegar lá, onde é resgatada por um padeiro que a ensina a arte da panificação. A partir daqui a magia toma conta da história com direito a princesas, piratas e magos malvados.

É um livro infanto-juvenil e apercebi-me disso já depois de começar a leitura, porque tem uma linguagem e uma escrita muito própria dessas histórias: simples, feliz e cheia de peripécias.

A protagonista, Bee, bem como todos os outros do “lado bem” são personagens fáceis de gostar, porque são todas descritas de forma ternurenta. Por outro lado, as personagens do “lado mal” são muito fáceis de se detestar.

É um história bonita, muito delicada e ao mesmo tempo muito forte. Transmite uma mensagem de alegria, de que quando nos empenhamos em alguma coisa temos de a fazer com alegria e com vontade. Fala-nos também da natureza e mostra-nos a importância de todas as coisas que fazem parte dela, de como as devemos respeitar e não as destruir. Todas fazem falta!

É um livro com um ínicio bonito e um final ainda mais sorridente. Porque afinal, sejam as histórias para adultos ou crianças todos gostamos de um final feliz!

O porto das almas – Lars Kepler

35388495SINOPSE: Jasmin é uma mulher soldado do exército sueco colocada no Kosovo que vive para o filho, Dante, cujo pai é um camarada de armas, um homem instável que tenta afogar os horrores da guerra em álcool e drogas. No Kosovo, Jasmin fica gravemente ferida e, durante a hospitalização, enquanto se encontra entre a vida e a morte, a sua alma parte para uma misteriosa e sobrelotada cidade portuária, um porto de almas, de onde os que morrem jamais regressarão. Mas Jasmin é forte e consegue escapar.

Dois anos após a sua primeira experiência na cidade dos mortos, um acidente rodoviário obriga Jasmin, desta feita acompanhada pelo filho, a regressar: todavia, só ela é que consegue escapar ao porto das almas.
O caso de Dante, que está à espera de uma operação, é muito mais grave, e Jasmin não pode abandoná-lo à mercê da cidade misteriosa: a sua única opção é voltar, uma vez mais, e lutar por quem ama, num jogo terrível de vida e morte no qual é provável que saia derrotada.

 

OPINIÃO: Fui conquistada.

Esta foi a minha estreia com os autores, por detrás do pseudónimo Lars Kepler, e estou rendida.

Tenho conhecimento de que a série que os levou à ribalta é bem diferente deste livro, mas estou convencida de que não tardarei a juntar os livros todos deles na minha estante. Até já fui procurar nas feiras do continente “O hipnotista”, o que significa que é um livro prioritário da minha wishlist apesar de só lá ter entrado agora.

Estou familiarizada com alguns casos em que “O porto das almas”, apesar de ser inegável a sua qualidade, não agradou aos fãs. Diz-se que o elemento sobrenatural não os deixou adorar o livro, mas ainda assim gostaram.

Pois… expetativas! Eu não as tinha em demasia e fui surpreendida pela positiva. Fui arrebatada por esta história, de tal forma que cheguei a ouvir “mas tu não largas esse livro?” Não… lia-o em todo o lado. Estava tão embrenhada na história que dava por mim a apanhar uma pista e a folhear para trás na tentativa de tentar resolver antes que o mistério me fosse revelado.

Não era fã e fiquei.

Quanto ao elemento sobrenatural… é a minha praia.

A história centra-se em Jasmin, uma mulher soldado que passa por uma experiência pos-morte. À semelhança do que ouvimos muitas vezes na vida real, Jasmin afirma ter visto o Além. Porém, este mundo que nos espera após a morte é escuro, violento e injusto. Na cidade portuária reina a anarquia.

É deveras interessante o paralelismo que é feito deste porto com a civilização da Antiga China. No decurso das pesquisas levadas a cabo por Jasmin, ficamos a conhecer as diferentes noções que os povos têm do Além e de como os diferentes testemunhos parecem levar a este Porto.

O porto é um local confuso. Toda a gente se encontra perdida e quase ninguém parece saber ou querer ajudar os recém-chegados. O facto de se falarem todas as línguas do mundo, e de ser complicado muitos se fazerem entender, levou-me a relembrar a passagem bíblica “a torre de babel”, quando Deus criou o caos no mundo ao atribuir aos povos línguas diferentes de forma a que estes aprendessem a se entender por outro meio que não a fala.

Os episódios na cidade portuária são carregados de ação. A adrenalina é enorme porque o tempo é escasso. Afinal, Jasmin só lá está de visita.

No regresso ao mundo dos vivos, a tensão não amaina. O mundo tem dificuldade em aceitar aquilo que não vê. Ao mesmo tempo, é enorme a facilidade com que conseguimos rotular alguém de louco.

É angustiante a demanda de Jasmin em ter de lutar contra aquilo que sabe ter presenciado, de forma a poder ter lugar na sociedade e, sobretudo, se mostrar apta a criar o filho.

Quando Dante vai para a cidade portuária, já nós conhecemos como é que aquele mundo funciona. Não há como não sofrer com o desespero de Jasmin ao imaginar o seu pequeno filho, de apenas 5 anos, a ter de se desenrascar naquele caos, cheio de gente violenta.

Como é que alguém que viu como o Além funciona pode sossegar e acreditar nos médicos?

Afinal, parece que os milagres da medicina não são mais do que o fruto da luta que as almas travam na cidade portuária.

Gostei mesmo muito deste livro. Aprendi imenso sobre variados temas. Está elegantemente e culturalmente bem construído.

Estou muito curiosa de saber o que nos trará o resto da série.

Maresia e Fortuna — DIVULGAÇÃO

Maresia e FortunaChega finalmente o meu mais recente livro. Depois de cerca de 2 anos a trabalhar no enredo (muitos cortes, apontamentos, pesquisas e algumas dores de cabeça para colmatar falhas), está pronto para ser recebido por vocês.

“Maresia e Fortuna” foi uma obra que me deu imenso prazer escrever, e espero que traga momentos muito agradáveis aos leitores que decidirem apostar nele.

As personagens são seres humanos falíveis; a história densa e (para quem já me conhece) um pouco negra.

Este livro não tem elementos sobrenaturais, é uma estreia fora da minha “área de conforto”. No entanto, digo-o, sem reservas, que fiquei satisfeita com o resultado.

Como já o disse anteriormente, relativamente aos Soberbas, as opiniões dos leitores são importantes para que os autores possam evoluir e também para lhes dar confiança para continuarem a produzir. Não se inibam, depois de ler um livro, comentem!

Chega de blábláblá, e vamos lá apresentar o Maresia e Fortuna:

Maresia e Fortuna

O amor é protagonista de uma história recheada de segredos e relações perigosas

Maresia e Fortuna, de Andreia Ferreira, é o mais recente romance publicado pela Coolbooks e está disponível a partir de hoje (em formato físico e digital), na livraria virtual Wook(AQUI), na Bertrand.pt(AQUI) e no Espaço Professor(AQUI) da Porto Editora.

Foi por amor que Eduardo nasceu e cresceu junto de Adelaide, Francisco e Simão. Por amor viu descoberta a sua verdadeira história e identidade. Foi também por amor que se moldou e revoltou a vida da pacata vila piscatória de Apúlia e dos seus habitantes.

Numa trama que vive entre o presente e o passado, as relações humanas, carregadas de mentiras, segredos e crimes, expõem os pecados da condição humana num desenlace surpreendente.

A dicotomia entre a natureza e o homem, o puro e o impuro, o mar e a floresta são elementos que fazem a história de Maresia e Fortuna.

Andreia Ferreira apresenta um romance moderno, revestido de elementos clássicos, onde o amor se confunde com a paixão e a violência das relações humanas.

SINOPSE

O que é o verdadeiro amor?

Para Eduardo, de 17 anos, é a mãe e o irmão mais velho, Simão. Este, porém, tem um segredo que o empurra para a bebida e Eduardo receia que o seu irmão se suicide, tal como o pai de ambos o fizera, dez anos antes.

Júlia acredita que passou ao lado de um grande amor. Em busca da verdade que mudará a sua vida, regressa à vila de Apúlia para reconstruir um passado de que não se consegue recordar.

O caminho desta mulher perturbada está prestes a cruzar-se com o de Eduardo, trazendo à tona segredos, paixões agressivas e remorsos intemporais, com consequências devastadoras sobre a vida da outrora pacata vila piscatória. Uma alegoria moderna de um clássico, onde os humanos se destroem sem precisarem de intervenção divina.

A AUTORA

Nascida e criada em Braga, Andreia Ferreira orgulha-se muito do seu sotaque.

Escreve nos cafés, roubando histórias ao mundo de cada um para se inspirar.

Licenciou-se em Línguas e Literaturas Europeias, tem duas pós-graduações e agora está a frequentar a licenciatura em Direito.

É casada e tem um filho.

É autora da trilogia Soberba e administra o blogue “d311nh4” desde 2010.

Desde os 11 anos, abre o correio na expectativa de ter à sua espera uma carta para Hogwarts.

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Ao fechar a porta – B.A. Paris

35497182SINOPSE: Quem não conhece um casal como Jack e Grace? Ele é atraente e rico. Ela é encantadora e elegante. Ele é um hábil advogado que nunca perdeu um caso. Ela orienta de forma esmerada a casa onde vivem, e é muito dedicada à irmã com deficiência. Jack e Grace têm tudo para serem um casal feliz. Por mais que alguém resista, é impossível não se sentir atraído por eles. a paz e o conforto que a sua casa proporciona e os jantares requintados que oferecem encantam os amigos. Mas não é fácil estabelecer uma relação próxima com Grace… Ela e Jack são inseparáveis.

Para uns, o amor entre eles é verdadeiro. Outros estranham Grace. Por que razão não atende o telefone e não sai à rua sozinha? Como pode ser tão magra, sendo tão talentosa na cozinha? Por que motivo as janelas dos quartos têm grades? Será aquele um casamento perfeito, ou tudo não passará de uma perfeita mentira?

Um thriller brilhante e perturbador, profundamente arrebatador, que se tornou num autêntico fenómeno literário internacional com publicação em mais de 35 países. A não perder.

 

OPINIÃO: Ainda estou a digerir… Que corrida!

Um dia e meio… Este livro foi lido num dia e meio!!

Há já algum tempo que este livro captou a minha atenção. Na altura, ainda não havia previsão para o lançamento em português. Cheguei a ponderar adquirir a versão original, apesar de não gostar de ler romances em inglês. Livros técnicos tudo bem, mas como escrevo em português ajuda-me ler narrativas na nossa língua.

Para minha felicidade, a Presença anunciou que o livro “Behind closed doors” ia ser publicado por cá e, mal ele me chegou às mãos, li-o de uma assentada.

Não sei do que estava à espera, mas não era disto. Não desiludiu, surpreendeu!

Esperava uma história de violência doméstica, algum terror psicológico… As minhas suposições variavam nesse sentido: marido controlador, família disfuncional… qualquer coisa desse género.

Porém, não há família! Jack não é um simples abusador e Grace não é uma simples mulher abusada. Não me interpretem mal. Não acho que haja qualquer “simplicidade” na violência, seja ela qual for. Apenas quero passar a ideia de que são mais comuns esses casos do que o que nos é apresentado aqui.

Este enredo está muito bem construído e o que oferece não são só momentos tensos. O leitor é obrigado a desafiar-se numa constante tortura mental. Também a minha mente entrou num turbilhão, também eu procurava uma brecha por onde Grace pudesse escapar. Não havia tempo para relaxar — só se pousasse o livro um bocadinho… Eu pousei. Não há um único capítulo calmo.

Os enredos, normalmente, contam com altos e baixos. Aqui estamos sempre no pico. Não podemos sossegar porque Grace também não pode. Somos Grace e questionamos as suas atitudes, sem ter como lhe apontar um dedo e dizer que teríamos feito de outra forma. Aliás, eu cheguei a concluir que, com o  meu temperamento, não teria resistido ou durado um dia. Eu teria sucumbido à emoção e não teria como levar a melhor sobre Jack. Porque Jack é meticuloso, porque Jack está sempre um passo à frente, porque Jack é louco mas ninguém sabe e ninguém acreditaria.

Temos de encontrar uma saída, mas as portas estão fechadas e as janelas têm grades — metaforicamente, é tão verdade que sufoca acompanhar esta mulher nas suas privações. É claustrofóbico!

Não é muito visual, não descreve cenários horrorosos. É muito, mas mesmo muito, psicológico. Faz-nos questionar como é fácil rotular alguém de louco, tirando à pessoa qualquer credibilidade.

A história é contada na voz de de Grace. Nós somos a Grace e, como tal, não sabemos algumas coisas sobre Jack. No entanto, acredito que podia ter sido acrescentado um episódio no final para suprir essas questões que ficaram em aberto. Ou até pelo meio do livro! Confesso que fiquei mesmo triste de não ter algumas respostas…

A última cena, que é absolutamente espetacular, podia ter sido adiada mais um pouco, ou estendida. Pessoalmente, acho que o livro só falha aqui, tem um final um pouco apressado. Termina com uma frase que tem um significado imenso e entendo a opção de fechar assim o livro, mas fica aquela sensação de que não foi tudo dito.

Por fim, não me parece que seja preciso dizer com todas as letras, mas faço-o para os mais distraídos: Recomendo! É uma leitura obrigatória para todos os leitores que procuram histórias com emoções fortes.

Aviso: esta provoca arritmia!

 

A rapariga no gelo – Robert Bryndza

35274024SINOPSE: Quando um rapaz descobre o corpo de uma mulher debaixo de uma espessa camada de gelo num parque do sul de Londres, a inspetora-chefe Erika Foster é imediatamente chamada para liderar a investigação. A vítima, uma jovem bela e rica da alta sociedade londrina, parecia ter a vida perfeita. No entanto, quando Erika começa a investigar o seu passado, vislumbra uma relação entre aquele homicídio e a morte de três prostitutas, encontradas estranguladas, com as mãos amarradas, abandonadas nas águas geladas de outros lagos de Londres.

A sua última investigação deu para o torto, e agora Erika tem a carreira presa por um fio. Ao mesmo tempo que luta contra os seus demónios pessoais, enfrenta um assassino altamente mortífero e que se aproxima tanto mais dela quanto mais próxima ela está de expor ao mundo toda a verdade. Conseguirá Erika apanhar o assassino antes de ele escolher a próxima vítima?

 

OPINIÃO: O que capta logo a atenção num livro?

Por mais que digam que não, é a capa. O estímulo visual é o que funciona de forma mais instantânea, é o que produz o efeito desejado mais rapidamente: despoletar a curiosidade. Esta capa está muito apelativa.

O que vem depois?

Todos sabemos! Vamos ler a sinopse. (Pode haver quem não o faça, mas têm de admitir que é o mais gesto mais comum…)

Aqui é selecionado o público-alvo, neste caso, qualquer leitor que goste de policiais. Não é à toa de que a nossa televisão está a abarrotar de histórias criminais e de que as séries televisivas policiais sejam as que têm mais temporadas. Em termos gerais, o mundo gosta.

Os policiais têm duas componentes, a meu ver, muito interessantes. Em primeiro lugar, têm sempre personagens inteligentes a dirigir as operações, e nós gostamos de acompanhar os génios; em segundo lugar, o desafio.

O que é isto do desafio?

Neste género de entretenimento são-nos entregues pistas. Vamos sendo conduzidos por um caminho, que é o do protagonista, mas podemos apanhar as “migalhas” que ele deixa escapar. É claro que somos obrigados a seguir os passos dele, mas nada nos impede de formarmos a nossa própria teoria e de termos o nosso suspeito em mira. É isto que me parece divertido, podermos “viver” uma profissão extremamente perigosa sentadinhos no sofá.

Um bom policial tem de ser ousado. O autor não pode ter receio de chocar. As descrições têm de ser difíceis. “A rapariga no gelo” cumpre nesse sentido. Não são traumáticas, mas suficientemente explícitas para que as consigamos visualizar.

Quando leio um livro deste género tenho de simpatizar com o protagonista. São enredos muito centrados nos movimentos e nas teorias de uma só pessoa, o que tornaria intragável a leitura caso não se sinta qualquer empatia com aquele que direciona a ação.

Neste livro temos Erika Foster, e se o mundo tivesse mais Erikas talvez não fosse tão corrupto.

Erika está um pouco desequilibrada. O marido morreu há pouco tempo e ela ainda está a lidar com a ideia de que a sua ausência será “para sempre”. Erika sente que perdeu tudo o que era de mais importante da sua vida, que era o seu futuro. Neste momento, só tem a sua vida profissional e, como tal, afoga-se nela.

O que me fez gostar de Erika não foi a suposta genialidade ou coragem, ou qualquer outra característica típica de um bom agente. Até nem a achei muito perspicaz, mas mais para o teimosa (o que se revelou essencial neste caso). Simpatizei com as fraquezas de Erika e com a sua incapacidade para engolir certas e determinadas “facilidades” e “lacunas na transparência da justiça” quando se lida com gente influente.

O enredo é interessante e solta muitas rasteiras. Mexe com os nervos, porque joga com o preconceito na justiça, que não é assim tão “igual para todos”.

A vítima não é um ser perfeito e isso é um ponto a favor.

Ao longo da história, é apontado o dedo com subtileza para algumas personagens, para que o leitor possa escolher o seu suspeito. No meu caso, selecionei o meu praticamente no momento em que ele apareceu. Se duvidei? Sim, um pouco… mas pouco. Acertei.

Tem algum convenience plot, por exemplo, quando a campainha toca naquele momento tãooooo oportuno (entre outras). Tem uma personagem por demais “conveniente”, que me parece que devia ter sido mais explorada para perder o laivo ridículo que não consegue deixar de transmitir, e para tornar o desfecho mais convincente.

É um livro que entretém e é de fácil leitura. A escrita não cansa e não chateia com pormenores muito técnicos. Não é genial, mas não é mau. Está bem estruturado e foi pensado com cautela, para não deixar pontas soltas. No entanto, o final foi apressado e ficaram algumas perguntas ou, pelo menos, algumas respostas não foram suficientemente esclarecedoras.

Somos transportados para o meio do gelo e das chuvas, mas parece-me que será refrescante para os dias de maior calor.