Culpa – Jeff Abbott… por Andreia Silva

250x.jpgSINOPSE: Há dois anos, Jane Norton esteve envolvida num acidente de automóvel que vitimou o seu amigo David e a deixou com amnésia. Ao início, todos são compreensivos em relação ao sucedido, mas o aparecimento de um bilhete de suicídio assinado por Jane no local do acidente gera a desconfiança, o ressentimento e o afastamento de todos aqueles que os conheciam.

Para além de continuar a enfrentar a suspeita e a hostilidade da cidade onde vive, o aniversário do acidente traz novos problemas: a campa de David é vandalizada e Jane começa a receber mensagens anónimas através das redes sociais. Alguém com um nome falso diz saber o que verdadeiramente aconteceu na noite fatídica de que ela não se lembra. Jane, desesperada por obter respostas a todas as questões que a atormentam, lança-se numa investigação frenética que pode, mais uma vez, colocá-la perante um destino mortífero.

Com uma escrita ágil, viciante e atual, Jeff Abbott reafirma o seu talento como um dos mestres mundiais do suspense, construindo um thriller cujo enredo original, as surpresas constantes e, acima de tudo, a profundidade psicológica das personagens são marcas de um romance negro de primeira ordem.

OPINIÃO: Jeff Abbott traz-nos a história de Jane. Há dois anos, Jane esteve envolvida num acidente que lhe tirou a memória dos três anos anteriores e que vitimou o seu amigo David. Todos a culpam pela morte dele. As pessoas alegam que ela queria matar-se, levando David consigo. Mas se ela não se lembra. Como podem ter todos tanta certeza?

Esta sinopse chamou-me desde logo a atenção. O mistério à volta da falta da memória, associada a um acidente que a própria não consegue explicar, tornou tudo desde logo interessante. E, de facto, começou bem. A escrita do autor é intrigante, criando personagens ambíguas que torna o suspense ainda mais perturbador.

Quando se começa a levantar um bocadinho mais o véu, fica a ideia de que o autor trava o leitor no intuito de que este descubra tudo de uma vez no final. O meio do livro, ainda que este não esteja dividido em partes, é um pouco mais lento do que as partes inicial e final, e isto pode desencorajar alguns leitores. É pena se isso acontecer, porque a parte final é alucinante! Nesta fase, os capítulos tornam-se mais curtos, o que incentiva ainda mais o vício. Além disso, é um final inesperado. Confesso que pensei em algumas possibilidades de desfecho, mas aquela que foi escrita não me tinha passado pela cabeça. A que se deve isso? À tal ambiguidade dos personagens.

Gostei do triângulo amoroso que vai sendo descrito à medida que história avança e gostei principalmente da forma subtil como ele é apresentado e do papel que tem na resolução do mistério. Parece que um triângulo amoroso não se encaixaria num livro de suspense, mas este está muito bem interligado.

É um livro bom, especialmente o início e o final, que deixa o leitor agarrado à história de Jane. Conseguimos sentir o sufoco que ela sente por não saber em quem confiar, especialmente por não saber sequer o que ela pensava no momento da tragédia. E por sentirmos tudo tão próximo, lê-se página a página de um só fôlego.

Anúncios

Perto de casa – Cara Hunter… por Andreia Silva

imageSINOPSE: Como pode uma criança desaparecer sem deixar rasto?

A noite passada, Daisy Mason de oito anos, desapareceu enquanto decorria uma festa de família. Ninguém viu, ouviu ou percebeu o que quer que fosse, ou pelo menos, é o que todos dizem.
O Inspetor Adam Fowley está a tentar manter o espírito aberto, mas ele sabe que nove em dez vezes, o responsável é alguém que a vítima conhece muito bem.

Alguém está a mentir. E o tempo está a esgotar-se.

OPINIÃO: Daisy Mason desapareceu de casa durante uma festa na casa dos pais. Ninguém sabe de nada, ninguém viu nada, mas todos têm algo a esconder debaixo do casaco. O inspetor acredita que possa ser alguém da família, mas a investigação pode trazer muitas surpresas.

Os desaparecimentos de crianças que são descritos neste tipo de livros são sempre impactantes. Quer se tenha filhos ou não, há sempre uma certa agonia que passa para o leitor à medida que se vai lendo a história. Este não foi uma exceção.

Tirando o facto desta mãe não ter reações notórias de desespero perante o sumiço da filha, todo o livro gira em volta de um sofrimento crescente quer por parte da família, quer por parte dos investigadores. Gostei especialmente deste aspeto. Os investigadores não foram criados como meros e frios analistas de provas e evidências, mas demonstram sentimentos e emoções, oferecendo toda uma veracidade à história.

Não tenho por hábito ler sinopses de policiais porque acho que, muitas vezes, têm informações a mais que estragam o efeito surpresa. O problema deste livro é a frase da capa que diz que, o culpado, é alguém que todos conhecem. Ora, isso diz já imensa coisa e pode tanto incentivar à leitura, como desmotivar a continuar.

Durante o livro, que é a mesma coisa que dizer durante a investigação, há inúmeros tipos de texto, desde publicações de redes sociais, entrevistas, notícias de jornais, etc. Além de tornarem a leitura mais fluída, conferem um dinamismo ao enredo que me fez querer saber mais e entrar eu mesma na investigação. Durante estes textos, aparecem sempre pontas soltas que nunca me deixaram adivinhar quem estaria por detrás deste desaparecimento.

Fiquei por momentos a pensar que aquele desfecho seria demasiado evidente e até mesmo fácil para poder ser o final deste livro. Mas depois existe um epílogo. Aí, tive de bater palmas ao escritor. É um final totalmente inesperado!

Pelo final, pela construção das personagens e pela intriga perturbadora merece bem este aplauso. Foi um livro que me manteve sempre presa com a sua escrita viciante. Recomendado a todos os amantes do género.

O mundo perdido – Arthur Conan Doyle

O-Mundo-Perdido.jpgSINOPSE: Escrito por Sir Arthur Conan Doyle, em 1912, O Mundo Perdido depressa se tornou um clássico mundial de ficção científica. A ação decorre numa zona inexplorada da Amazónia, e onde uma equipa de exploradores, liderada pelo Professor Challenger se vai deparar com criaturas pré-históricas, tribos de homens-macaco e homens primitivos.

6332171.jpg

OPINIÃO: O filme “Parque Jurássico” saiu em 1993, tinha eu seis anos. Naturalmente, ninguém me queria deixar ver. E, mais naturalmente ainda, eu acabei por vê-lo mais tarde na televisão. Não me recordo qual a minha idade, mas era muito miúda, pelo que foi inevitável que aquela cena do tiranossauro Rex (“A” tiranossauro Rex, porque hoje sei que era uma ELA) come o pobre homem que está na casa de banho.

Ora bem, assim como uma boa percentagem das crianças da minha idade na altura, fiquei fã destes seres. Nunca soube o nome deles todos, nem ousei aprender muitos aqueles palavrões que os denominavam (também porque o meu interesse murchou com a idade), mas os nomes de que ainda me recordo remontam inevitavelmente a esses tempos, em que os miúdos queriam ser paleontólogos (que raio de nome para as crianças saberem!).

“O Mundo Perdido” de SIR Arthur Conan Doyle foi uma proposta do meu beloved Clube de Leitura (realiza-se no primeiro sábado de cada mês na Bertrand do Street Fashion em Braga — Página de Facebook AQUI!)

Quando iniciei a leitura, pensei: “Isto vai ser uma seca!” Eu não sou muito fã de clássicos. Teimo em ir lendo alguns ao longo dos anos (não tantos como gostaria), porque admito que há qualquer coisa que fica presa a nós depois da leitura. Mesmo aqueles de que não gostei, acabam por se tornar memoráveis de alguma forma que não sei explicar. Talvez porque nos apercebemos de que existem na atualidade muitas coisas que verteram dali, daquela literatura que sobreviveu ao tempo. Isso aconteceu com este livro.

“O Mundo Perdido” é uma história tremendamente atual. As problemáticas que se discutem podiam ser vertidas para os nossos dias com poucas adaptações. Claro que estamos a falar de uma história de 1912, uma era em que viajar pelo mundo era moroso, difícil, extremamente dispendioso e perigoso. A comunicação à distância era feita através de missivas gigantes, do tamanho de livros. A viagem que está aqui em causa é à bela Amazónia, no coração do Brasil, que fica hoje a uma distância que varia entre 7 a 14 horas, dependendo da velocidade do voo.

Uma das características que mais me cativou nesta obra foi a força que a natureza tinha para estes seres humanos ainda pouco munidos de tecnologia de ponta. Sente-se um certo respeito pela natureza. Hoje, esse respeito verte-se mais na pena do que lhe andamos a fazer. Aqui, nesta história, há uma consciência de que Ela é superior, é como que divina. E isso é belo. Contudo, uma vez que ainda não havia a consciência de que o planeta pode ser posto em perigo face a descobertas desta magnitude, a vontade dos nossos personagens é a de dar a conhecer aquele local maravilhoso ao mundo. Acredito, apenas, que se este livro fosse escrito hoje, os protagonistas não iriam querer que se soubesse. Não iriam por em risco que a comunidade ambiciosa e sedenta de dinheiro e poder se apoderasse destes seres, deste pedaço do mundo tão convenientemente perdido. Aliás, não é em parte o que assistimos nos filmes do Parque Jurássico?

Quanto aos animais, estes são parte integrante na história. Mas consta-se de que a informação relativamente a estes estará desatualizada e alguma até considerada atualmente errada.

Em suma, foi um livro de leitura fluída (tendo em conta que é um clássico), carregado daquela linguagem formal com que os cavalheiros se tratavam na época. Tem ação, tem momentos tensos e explora questões pertinentes acerca da natureza, da própria ciência e das guerras que eram travadas pela notoriedade dentro do meio. É um livro que resiste ao tempo.

 

Netflix | Sandra Bullock e John Malkovich na adaptação do thriller «Às Cegas» – DIVULGAÇÃO

unnamed

Grande aposta da Netflix, «Às Cegas», estreia dia 21 de dezembro, com Sandra Bullock e John Malkovich nos principais papéis.

Esta nova grande produção da Netflix baseia-se no thriller de Josh Malerman (ed. Topseller | 304 pp. | 17,69€), vencedor do reconhecido prémio This Is Horror na categoria de Melhor Livro de Terror.

Realizado por Susanne Bier, vencedora de um Óscar e com o argumento de Eric Heisserer, responsável pela adaptação do filme Arrival, #ÀsCegas é um emocionante thriller que nos leva à essência do medo.

Num cenário pós-apocalíptico, uma força ameaçadora dizima grande parte da população, levando-a ao suicídio. Malore (Sandra Bullock) procura refúgio para si e para os seus filhos numa jornada de vários dias que tem que ser feita de olhos vendados.

«Às Cegas» já está disponível nas livrarias. Veja aqui os primeiros capítulos.

As Cegas_sobrecapa filme

Podem ler a minha opinião ao livro AQUI!

PASSATEMPO “Soberba Ilusão”

Tenho para oferecer 5 exemplares do 3º volume da minha trilogia.

É um passatempo exclusivo Facebook.

Para te habilitares a ganhar, só tens de:
🚨
.identificar 3 amigos nos comentários
.gostar da página do blogue
.partilhar o post
.deixar um gosto na publicação

Podes participar mais do que uma vez, desde que identifiques amigos diferentes.

Agora, vamos lá apresentar a trilogia para quem não conhece:

12246627_1112097872144667_4016237384394956048_n

SINOPSE: Quando o relógio pisca as doze horas intermitentes, Carla recebe no seu quarto uma visita indesejada.A partir daí, todo o seu mundo desmorona e a solidão e o medo encarregam-se de a arrastar para um estado deprimente que só um desconhecido parece compreender.Cega de paixão, nega as evidências de que o seu novo amor é mais do que um rosto angelical. Ele esconde segredos que a levarão para perigos que parecem emergir das profundezas do inferno.

12239483_1112097862144668_1242370287725407298_n

SINOPSE: Depois de descobrir que o sobrenatural não representa um medo irracional e que as criaturas caminham lado a lado com os humanos, Carla tem de enfrentar as consequências do seu envolvimento com o Caael.
Os demónios já deixaram marcas na vida da Ana e da Raquel e a Carla começa a sentir algumas dificuldades em encontrar-se.
Entre lacunas na memória, sentimentos e novas preocupações, surge uma existência virada do avesso com a linha da vida mais ténue do que nunca.
Com a ausência do Caael, assomam revelações que levantam um plano ancestral de uma disputa entre iguais. A Carla vê-se num tabuleiro de xadrez, como um rei isolado, com a rainha a jogar contra ela.

12308230_1112097878811333_8392687279923841575_n

SINOPSE: O fim está próximo, mas Carla não sabe. Concentra-se no próximo passo: expulsar o demónio Rita da sua vida de uma vez por todas. Porém, o anjo tem um plano, os demónios querem-na morta, amigos aliam-se com inimigos, e até aqueles em quem ela mais confia escondem segredos. Ela é o alvo.
Na excitante conclusão da trilogia, iniciada com Soberba Escuridão, Carla enfrenta o seu destino – as hordas do Céu e do Inferno parecem determinadas a utilizá-la quer ela queira quer não. 

Para ganhares este, tenta a tua sorte AQUI!

 

Para adquirir qualquer um dos volumes:

unnamed