A única memória de Flora Banks – Emily Barr… por Andreia Silva

34859144SINOPSE: Um livro simplesmente inesquecível, que nos fica gravado na pele e na alma.

O meu nome é Flora Banks, tenho 17 anos e tenho amnésia.
Quando tinha dez anos, removeram-me um tumor do cérebro.
Desde então, sou incapaz de me lembrar do que acontece no dia a dia. Não consigo criar novas recordações.

O meu nome é Flora Banks, tenho 17 anos e tenho amnésia.
A minha memória reinicia inúmeras vezes. Suspende-se e recomeça como se a desligassem da corrente sem aviso. Para me lembrar de quem sou e do que gosto, escrevo-o em papéis.
Gravo-o até na minha própria pele.

O meu nome é Flora Banks, tenho 17 anos e tenho amnésia.
Esqueço tudo o que me acontece, exceto o momento em que beijei o Drake.
Um beijo que pode ser a minha cura. Um beijo que está prestes a levar-me numa viagem arriscada e que mudará a minha vida para sempre.
Será que estou preparada para tudo o que vou encontrar?

O meu nome é Flora Banks, tenho 17 anos e tenho amnésia, mas sou muito corajosa!
Um livro marcante!
Uma jornada emocionante que nos faz acreditar no impossível.

OPINIÃO por Andreia Silva: Flora Banks teve um tumor cerebral aos dez anos.

O tumor foi retirado e, juntamente com ele, foi-lhe retirada a capacidade de retenção de memórias. Pelo menos, as de agora.

Flora lembra-se de tudo antes dos dez anos. Depois, fica tudo confuso e ela recorre a papéis e a anotações que escreve no braço. Até ao dia em que beija o namorado da melhor amiga e nunca mais se esquece.

Esta questão do beijo que a protagonista consegue esquecer, ao contrário de outras coisas banais da vida, não me convenceu muito. Achei piada à questão da memória e isso foi, logo desde o início, aquilo que mais me atraiu na história, mas senti o enredo a ser um pouco forçado. Pelo menos de início.

Depois, entendi a intenção. A história está é muito bem construída, de forma a levar o leitor exatamente onde é pretendido.

Nesse momento, somos tocados e experimentamos a mesma sensação da protagonista e isso torna a história dela próxima de nós. Torna os sentimentos dela mais reais. Ficamos tristes com ela, ficamos felizes e entusiasmados com ela e queremos dar-lhe o resto da coragem de que ela precisa.

Gostei muito desta leitura. Apesar de ser mais dirigida a alguém da idade da Flora (17 anos), é um livro de todas as idades e para todas as idades.

É muito bonito!

A chave de Bronze – Holly Black&Cassandra Clare

33106779SINOPSE: A magia pode salvar-te. A magia pode matar-te. O momento devia ser de celebração. O Inimigo da Morte está morto. A sua cabeça é prova de que foi, enfim, derrubado. O mundo mágico não tem razões para suspeitar do contrário e concede a Callum, a Tamara e a Aaron o título de heróis. Contudo, numa festa que celebra o feito dos três, a comunidade de magos é cruelmente abalada. Uma aluna é assassinada e tudo indica que os piores receios de Call se confirmam: existe um espião noMagisterium. Ninguém está a salvo. Recorrendo à poderosa magia que lhes foi ensinada, os três amigos terão de arriscar as vidas para descobrir quem é o assassino. A magia, todavia, é perigosa: nas mãos erradas, poderá desencadear uma terrível destruição. E revelar o mais letal dos segredos…

OPINIÃO: Estou perplexa, estou parva, estou confusa, estou desejosa de saber como é que tudo se vai desenrolar agora!

Este volume termina de tal forma, que se avizinha uma história completamente diferente!

Se, em tempos, o enredo me pareceu muito semelhante ao Harry Potter, atrevo-me a dizer que aqui ousou-se mais. Com isto, refiro-me a uma certa complexidade nos personagens, no facto de não haver MESMO uma separação entre o Bem e o Mal.

Os seres humanos cometem loucuras, quando movidos por emoções fortes e todos sabemos que o poder corrompe. No entanto, a força com que nos bate o sofrimento é diferente, assim como as medidas que podemos tomar para contornar o alvo dessa dor.

Neste volume, todos os personagens são postos à prova. Aqui, já houve quem tenha sido alvo de discórdia e desconfiança, mas  agora é que vamos assistir o que será viver na verdadeira exclusão.

Algumas pontas são preenchidas e ficamos a conhecer melhor os elementos e as suas implicações. Os próprios elementais voltam a ser parte do enredo, desta vez, com alguma emocionalidade à mistura. Nem tudo é o que parece e o medo da desordem pode levar uma sociedade a enveredar por medidas injustas.

O passado não resolvido bate à porta e a nova geração terá de lidar com as consequências do que ficou interrompido.

Gosto, gosto mesmo muito desta coleção e mal posso esperar por pegar no próximo volume. Quando sai?

PASSATEMPOS ESPECIAIS ANIVERSÁRIO

O blogue comemora 7 anos de existência em junho.

Para celebrar, temos estes passatempos ativos no facebook: (em atualização)

Clica na imagem para seres redirecionado.

18740645_1544649198889530_7502430084311515322_nAté 15 de Junho

Com o apoio da Porto Editora

 

TERMINADO

 

 

 

 

 

Vencedor: 15

 

 

 

18699821_1544780708876379_3540648549776033928_nAté 16 de Junho

Com o apoio da Saída de emergência
TERMINADO

 

 

 

 

 

 

Vencedor:2

 

 

 

 

 

18838900_1547403625280754_3649144551584506076_nAté 17 de Junho

Com o apoio da Alma dos livros

São 2 exemplares!

TERMINADO

 

 

 

 

 

1ºVencedor: 3

 

 

2ºVencedor: 4

 

 

 

18767730_1547409285280188_3936196194188321895_nAté 18 de Junho

São 2 exemplares!

TERMINADO

 

 

 

 

 

1º Vencedor: 1

 

 

 

2ºVencedor: 2

 

 

 

 

18892898_1548407175180399_6328062061090668865_nAté 19 de Junho

Com o apoio da autora Carina Rosa

TERMINADO

 

 

 

 

 

 

Vencedor: 3

 

 

 

 

18951462_1551557174865399_3251382341662993144_n

Até 20 de Junho

Com o apoio da autora Olinda P. Gil

 

TERMINADO

 

 

 

 

 

 

Vencedor: 2

 

 

 

 

 

18892984_1551577104863406_7503595088887729716_n

Até 21 de Junho

Com o apoio da autora Patrícia Morais

TERMINADO

 

 

 

 

 

 

 

Vencedor:3

 

 

 

 

60710021_Petrus_Logus_Guardiao_TempoAté 24 de Junho

Com o apoio da Editorial Presença

 

TERMINADO

 

 

 

 

 

Vencedor: 2

 

 

O que viram as flores – Julia Heaberlin

transferirSINOPSE: Sou estrela de cabeçalhos de jornal e de histórias assustadoras à roda da fogueira. Sou uma das quatro raparigas das susanas-de-olhos negros. A que teve sorte. Aos 16 anos, Tessa foi encontrada num campo do Texas, quase morta e só com alguns fragmentos de memória em relação à sua chegada ali. A imprensa chama-lhe a única «rapariga das susanas-de-olhos negros» que sobreviveu a um serial killer. O testemunho de Tessa mandou um homem para o corredor da morte.

Passados 20 anos, Tessa é artista e mãe solteira. Num dia de fevereiro, abre a janela do seu quarto e depara com um magnífico canteiro de susanas-de-olhos-negros diante de si, embora se trate de flores de verão. Será que o homem que espera a morte é inocente? E andará o serial killer atrás dela? Ou, pior ainda, da sua filha?

OPINIÃO: É assim que eu quero ser. É a estes autores que eu faço a vénia, que têm verdadeira paixão na arte de criar histórias, de construir “pessoas”.

Estou maravilhada com a composição minuciosa do enredo. Deslumbrou-me a perícia com que a autora interligou os pormenores com o desfecho. Estou ainda mais “invejosa” pela coragem e determinação que ela investiu numa investigação em torno dos temas da história.

Escrever é aprender, é procurar, é trazer ao leitor informações. Com este livro aprendi muita coisa: desde os avanços da tecnologia forense, a realidade do sistema jurídico do Texas; anotei nome de autores a investigar; conheci histórias de serial killers e de casos bicudos dos EUA; percorri o dia-a-dia de um sítio com características muito próprias (um pouco medievais, diga-se), que é o estado do Texas, que me fascina desde que me lembre.

Senti a dor e o medo de Tessa, a excentricidade de Lydia, identifiquei-me, num futuro próximo pessoal (a medo) com a angústia do advogado, Bill. São pessoas, e não simples personagens, trabalhadas, providas de sonhos, ambições, qualidades e fraquezas.

Refleti sobre a pena de morte e voltei a não chegar a nenhuma conclusão, a não ser de que deve ser, nos países que acolhem esta medida, a ultima ratio. Voltei a sentir-me desacreditada pelo sistema de jurados e, ao mesmo tempo, aliviada por não o usarmos em Portugal.

A escrita não é fluida, é muito floreada. Há um uso elevado e bem conseguido de figuras de estilo que a enriquecem. O único senão foi o de terem dificultado a entrada na narrativa. Depois de familiarizada, fui deliciada com a mestria das palavras que eram escolhidas para qualificar as emoções de Tessa.

A história revela-se pouco a pouco, com muitas rasteiras e armadilhas. Adoro ser enganada e desafiada, pelo que não poderia deixar de aplaudir o desfecho que não adivinhei, nem lá perto bati.

O entedo em torno de Lydia foi o que mais me prendeu. A sua personalidade excêntrica, a sua ausência, desde o início, muito mal explicada (ou nada), previa trazer uma surpresa. Não desiludiu.

Há um toque de loucura e de crueldade que me cativou. A audácia da autora nas descrições, a força que ela emprega no sentimento de desamparo, o toque místico e leve d’”as minhas Susanas” e d’”o meu monstro” e o receio da incompreensão de uma sociedade que adora rotular, são alguns dos motivos que me levarão a aconselhar este livro a outros leitores, que gostam de leituras carregadas de tensão.

As Susanas-de-olhos-negros são flores que jamais verei com os mesmos olhos.

Uma noite em Lisboa – Erich Maria Remarque

29245744SINOPSE: A Alemanha Nazi ocupava grande parte da Europa. Terra de todos e de ninguém devido ao jogo duplo de Salazar, Lisboa foi durante toda a guerra um território neutro. Num cenário de guerra e perseguição, tornou-se o paraíso à beira-mar plantado. Para além da sua beleza natural e da paz, foi uma das poucas portas de saída para os que desejavam uma oportunidade para construir uma nova vida do outro lado do Atlântico.
Depois… uma noite em Lisboa, quando um refugiado olha cobiçosamente para um transatlântico, um homem aproxima-se dele com dois bilhetes de embarque e uma história para contar. É uma história perturbante de coragem e traição, risco e morte. Onde o preço do amor vai para além do imaginável, e o legado do mal é infinito. À medida que a noite evolui, os dois homens e a própria cidade criam um laço que vai durar o resto das suas vidas…

OPINIÃO: Um clássico da literatura e, como tal, um livro introspetivo que nos leva a embarcar numa teia de sentimentos e de pequenas conquistas num mundo de elites.

Habituados estamos à temática que explora a segunda grande guerra e ainda chocados ficamos ao conhecer, uma e outra vez (por vozes diferentes), a injustiça dos que padeceram diretamente da ideologia nazi, tal doença que deflagrou pela mente do mundo.

O povo quando tem medo é perigoso. Sabemos disto e tememos o caos por esse mesmo motivo. O instinto leva-nos a descobrirmos o que de pior temos em nós.

Onde fica o amor? Será possível encontrar paixões, quando se tem de espreitar sobre o ombro a cada passo dado em direção à liberdade?

Este pequeno livro traz um relato intimista de um homem que perde a esperança e outro que ainda não a deixou fugir.

Um conta a história, o outro ouve-a. Os caminhos são semelhantes, mas as pegadas que pisam nunca serão as mesmas e, por isso, nunca poderá habitar o mesmo monstro em cada um.

Tem passagens lindíssimas e descrições fantásticas de uma Europa não tão longínqua. Frases dignas de sublinhar e de interiorizar, qual a força com que persistem no tempo.

Não sei se acontece a todos, mas assusta-me que aquilo que dizemos nos dias de hoje seja uma cópia exata do que foi dito nos momentos que precederam tempos de verdadeiro horror. Entristece-me que o mundo caia nos mesmos erros, porque me leva a indagar se não seremos realmente os monstros que tendemos a nos transformar.

O final está aberto a interpretações, que é o que a vida é: um emaranhado de interpretações, em que, por vezes, uma ou outra conquista as restantes.