Raptada (jardim químico: livro 1) – Lauren DeStefano

15728511SINOPSE: Graças à ciência moderna, todos os recém-nascidos são bombas-relógio genéticas – os homens só vivem até aos vinte e cinco anos e as mulheres até aos vinte. Neste cenário desolador, as raparigas são raptadas e forçadas a casamentos polígamos para que a raça humana não desapareça. Levada pelos Colectores para se casar à força, Rhine Ellery, uma rapariga de dezasseis anos entra num mundo de riqueza e privilégio. Apesar do amor genuíno do marido Linden e da amizade relativa das suas irmãs-esposas, Rhine só pensa numa coisa: fugir, encontrar o irmão gémeo e voltar para casa.

Mas a liberdade não é o único problema. O excêntrico pai de Linden está decidido a encontrar um antídoto para o vírus genético que está prestes a levar-lhe o filho e usa cadáveres nas suas experiências. Com a ajuda de um criado, Gabriel, pelo qual se sente perigosamente atraída, Rhine tenta fugir no limitado tempo que lhe resta.

OPINIÃO: O tema prometia imenso.

Sou fã incondicional de distopias. Adoro a premissa “E se…”, logo,  assim que vi a sinopse deste livro fiquei de sentinela. Imaginem SE a esperança média de vida fosse apenas até aos 20/25 anos?

Conseguem imaginar as repercussões políticas que tal situação acarretaria?

Ainda bem que conseguem, porque o livro não aprofunda nada disto.

A autora enfia a protagonista numa mansão e temos umas 250 páginas dela a tentar combater os seus sentimentos, dividida entre o conforto que vive e o mano que ainda está na rua.

Rhine é uma das 3 esposas de Linden. É natural que os homens mais ricos coletem para a sua “posse”(sim, a sociedade regride neste sentido) mais do que uma mulher para efeitos de procriação. No entanto, o jovem Linden é de boa prole e relaciona-se com as suas parceiras dentro dos limites que elas delimitam.

Também Linden tem pouco tempo de vida, o que acaba por transformá-lo noutro ser que deambula pela vida, sem grandes expetativas pessoais.

No entanto, parece haver alguma esperança no trabalho que o pai deste tem vindo a desenvolver. Ou não…

Ficou por explorar o lado mais negro que o enredo poderia acolher.

O climax não se fez sentir como tal, uma vez que (mais uma vez) as pedras saltam do caminho de Rhine antes mesmo de ela ter tempo de tropeçar nelas.

Pela sinopse do volume seguinte, talvez nos debrucemos numa reviravolta e nalgum problema com P grande.

Verdade escondida – Mary Kubica

27SINOPSE: Quinn Collins acorda e não encontra a amiga com quem partilha a casa na cidade de Chicago. O quarto dela tem a cama vazia e a janela aberta, e Quinn recorda-se vagamente de ter ouvido um rangido durante a noite. Esther Vaughan desapareceu sem deixar rasto. Entre os pertences da amiga encontra uma carta enigmática, assim como outros objetos que colocam em dúvida se Esther será a pessoa que Quinn julgava ser.
Entretanto, numa pequena cidade perto de Chicago, uma rapariga misteriosa aparece num café onde um jovem chamado Alex Gallo trabalha. Alex sente-se desde logo atraído por ela, mas acaba por descobrir algo obscuro e sinistro que porá em causa os seus sentimentos.
Enquanto Quinn continua em busca de respostas para o desaparecimento de Esther, e Alex tenta saber mais sobre a rapariga desconhecida, forma-se um enredo de ilusões que ameaça esconder uma dura e chocante verdade. Quem será aquela estranha rapariga?

OPINIÃO: 3º livro que leio da autora e sei que não será o último.

Mary Kubica veio para ficar na minha estante.

Os dois volumes anteriores deixaram-me de sobreaviso, já comecei este livro sabendo que ia ser fintada ao longo da narrativa, de forma a que o final se revelasse surpreendente.

É esta a grande qualidade da autora, a sua capacidade de criar mistério e de o manter até ao fim.

Este enredo incide sobre uma relação de amizade.

Esther é dedicada e a pessoa perfeita para se dividir a casa. No entanto, a personalidade distraída da nossa protagonista não lhe permite ver que Esther é muito mais do que aparenta e que por debaixo da faceta simpática e altruísta desta há segredos que podem ser letais. Só quando Esther desaparece é que Quinn se começa a indagar quem será a sua amiga realmente.

Quinn é egoísta. Esta característica que adotou ao longo da vida irá trazer-lhe imensas dúvidas que a motivarão a prosseguir e a recuar várias vezes ao longo da sua demanda de descobrir o paradeiro da amiga.

Gostei de estar diante de uma personagem menos agradável e com defeitos. Faz-nos sentir mais próximos da realidade.

Por outro lado, Alex dá a voz ao segundo enredo que virá a cruzar-se com o primeiro.

Esta narrativa é mais lenta e custa-nos um pouco perceber a ligação que terá com a principal. Porém, há de facto um vínculo que une as conversas (à partida, corriqueiras) de Alex com aquela senhora que não sai de casa, que tem medo que o mundo a engula.

É bom e aconselho a autora.

Mary Kubica traz mistérios sem polícias, traz segredos sem investigações, conta histórias perigosas sem chatear com argumentos técnico-forenses. Kubica explora as profundezas do ser humano e as loucuras que este é capaz de cometer para amansar o monstro que vive nele.

O apelo do anjo – Guillaume Musso

26SINOPSE: “O Apelo do Anjo” é uma trama magistralmente construída, que se move entre o romance e o thriller. Cheio de suspensee com um fim de tirar o fôlego. No telefone ele tinha toda a sua vida… Nova Iorque, Aeroporto JFK. Na cheia sala de embarque, um homem e uma mulher chocam, espalhando as suas coisas pelo chão. Depois de uma discussão normal, recuperam os haveres e cada um segue o seu caminho. Madeline e Jonathan nunca se viram na vida e é improvável que se voltem a encontrar. Mas, ao apanharem as coisas,trocaram inadvertidamente de telemóveis.Quando se apercebem do engano, já estão a dez mil quilómetros um do outro: ela é florista em Paris, ele tem um restaurante em São Francisco. Não tarda para que os dois cedam à curiosidade, analisando o conteúdo dos telemóveis. Uma dupla indiscrição, que conduz a uma revelação inesperada: as suas vidas estão ligadas por um segredo que pensavam estar enterrado para sempre…

OPINIÃO: Eu nem sei o que dizer deste livro…

A história não tem pés nem cabeça e a escrita é tão amadora e fraca que me questionei várias vezes se não estava a ler o manuscrito de um autor de primeira viagem.

O enredo está carregado de gafes.

As personagens têm personalidades estúpidas e reações exageradas, quando não são totalmente contraditórias.

Não é possível criar empatia com ninguém e sente-se que os personagens são teletransportados pelo espaço.

Franzi o sobrolho, fechei o livro várias vezes e indaguei como é possível um autor com este nome escrever algo assim!

Ainda me questionei se o problema não terá sido a tradução, mas, com sinceridade, se isto me chegasse às mãos, eu nem sabia por onde começar a repará-lo.

Fico triste porque foi um exemplar oferecido a meu pedido. O que quer dizer que criei expetativas pela sinopse e pela capa.

Enfim… =(

O fim do silêncio – Suzanne Redfearn

TOPseller 3SINOPSE: Todos pensam que ela tem o casamento perfeito. Só ela sabe que é mentira. Jillian tem uma carreira sólida, o casamento perfeito, um marido que todas invejam e dois filhos lindos. Ela é um exemplo para todos.Só que nem tudo é o que parece, e a realidade dela é assustadora. Violência doméstica, desprezo emocional, alcoolismo… A vida de Jill é um filme de terror constante. Subitamente, o seu pior pesadelo torna-se realidade: num ato de desespero, vê-se obrigada a fugir com os dois filhos, sem dinheiro ou plano de fuga. Quando o marido a acusa de sequestro, tem início um duelo desigual, em que de um lado está a polícia e agentes federais que procuram os menores raptados, e do outro uma mulher determinada a fazer tudo para proteger aqueles que mais ama. A única arma de Jillian é a verdade, mas ninguém parece acreditar nela…

OPINIÃO: Dos melhores livros que li em 2016.

Uns podem dizer que é um tema batido, mas não posso discordar mais. Afinal, não é ainda uma realidade recorrente na vida de muitas mulheres (e homens)?

Jill tem o marido perfeito aos olhos da sociedade. Jill tem um monstro dentro de quatro paredes. Jill é molestada, agredida e ameaçada no sítio a que chama lar.

Jill quer fugir, mas tem dois filhos pequenos e receia por eles. A pequena não entende e ama o pai mais do que tudo, o mais velho já sofre às mãos dele.

Ele verbaliza o que lhe fará, caso ela o deixe, mas não de forma clara e precisa. O monstro é esperto e é sob frases meigas e aparentemente românticas que a sentencia àquele inferno de cada vez que a mão dele lhe cai em cima.

A astúcia deste homem assusta, ao ponto de ela parecer a louca aos olhos dos vizinhos.

Afinal, qual das progenitoras se “esquece” de ir buscar os filhos?

Quem é que se “distrai”, permitindo que as crianças se magoem ou brinquem com o perigo?

É uma leitura angustiante porque é tão real que facilmente nos colocamos no lugar dela.

É no seio de ambientes deste tipo que nos parece possível conceber as soluções mais primitivas. Damos por nós a desejar que ela pegue numa arma e o mate de uma vez por todas.

O mal faz de nós cruéis e o amor que temos aos filhos pode transformar-nos em criminosos.

Uma leitura obrigatória, ávida e interessante, na medida em que nos consciencializa que nem todos os lares são como os nossos e que as aparências podem iludir.

P.S.: Relembro que a violência doméstica é uma crime público. A denúncia destes comportamentos é uma obrigação de todos. A máxima: “entre marido e mulher, ninguém mete a colher” é coisa do passado.

 O procedimento criminal não está dependente de queixa por parte da vítima, bastando uma denúncia ou o conhecimento do crime. A apresentação da queixa por parte da vítima ou a denúncia do crime por qualquer pessoa ou entidade pode ser feita numa Esquadra da PSP, Posto da GNR, ou directamente no Ministério Público.

A rapariga do calendário: livro 1 – Audrey Carlan

30627473SINOPSE: Mia Saunders precisa de dinheiro. De muito dinheiro. Tem um ano para pagar ao agiota que ameaça a vida do pai e exige o reembolso de uma enorme dívida de jogo. Um milhão de dólares para ser exacto.
A sua missão é simples: trabalhar como acompanhante de luxo para a empresa da tia, com sede em Los Angeles, e pagar mensalmente uma parte da dívida. Passar um mês com um homem rico, com o qual não é obrigada a ir para a cama se não quiser. Dinheiro fácil.
A curvilínea morena amante de motas tem um plano: entrar no jogo, conseguir o dinheiro e voltar a sair. Parte do plano é manter o coração fechado a sete chaves e os olhos no objectivo.
Pelo menos é como espera que corra.

Sexo, Amor e segredos. Uma história que a fará sonhar.

OPINIÃO: Amantes dos romances eróticos, este é para vocês.

A Rapariga do Calendário segue o ano em que Mia (adoro o nome dela) aceita ser acompanhante de luxo para poder liquidar as dívidas do pai.

Em cada mês, Mia viaja para uma cidade diferente, para um mundo diferente, para um cliente novo. Cada homem que ela conhece ensina-lhe um pouco mais acerca de si mesma e da forma como se vê e lida com a vida.

Em Janeiro, Mia envereda pela primeira vez neste mundo que, à partida, parece superficial. Mas não é.

O belo surfista, homem de negócios, Wes não é o que ela esperava e, rapidamente, criam uma cumplicidade que Mia nunca sentiu com ninguém.

Apesar de estar em constante aviso para não se apaixonar, Mia deixa ficar um pedaço dela com Wes quando Janeiro termina.

Este é o mês romântico, o mais ternurento, que fará os leitores suspirar e torcer pelo regresso de Wes à história.

Fevereiro inicia-se conturbado por um pequeno incidente. Conhecemos o pintor francês e entramos no capítulo mais erótico, mais sexual deste primeiro volume.

Aqui, Mia aprende que pode haver várias formas de amar alguém.

O terceiro mês fez-me rir. Confesso que gostei da rasteira que a autora nos fez.

Sabem quando estamos a ler um livro erótico e, de repente, estamos fartos de sexo e mais sexo e parece que mais nada acontece a não ser sexo?

Pois, Audrey combate isso com a inclusão de passagens acerca dos agiotas, da relação da protagonista com a irmã e com a melhor amiga. No entanto, finta os leitores com o mês de Março.

Março cria uma linha com Janeiro e, ao mesmo tempo, parece-me que se dá uma mudança positiva em Mia.

Nem sempre simpatizei com Mia. Por vezes, irritava-me a hipocrisia dela. Algumas reações dela levavam-me a crer que ela tinha uma opinião muito errada acerca dela mesma e do que andava a fazer.

Felizmente, havia outros personagens, como a tia e o pintor, que a puxavam à terra e lhe faziam ver a realidade.

“A rapariga do Calendário” traz algo diferente para o género erótico que acredito que há de agradar a muitos leitores.