A salvo comigo – K.L. Slater … por Andreia Silva

35154120SINOPSE: Há treze anos, alguém destruiu a vida dela.
Agora, a vingança está ao seu alcance?

Anna é uma rapariga solitária que procura o equilíbrio na sua vida apoiando-se nas rotinas diárias. Não gosta de se aproximar das outras pessoas, pois conhece demasiado bem os danos que elas podem causar.

Até que, um dia, testemunha um acidente e reconhece a culpada: é Carla, a mulher que arruinou a sua vida no passado. Esta é a sua oportunidade de vingança. O primeiro passo é aproximar-se de Liam, o homem ferido no acidente, para poder seguir de perto a investigação policial.

Quando Carla também se aproxima de Liam, Anna percebe quais são as reais intenções de Carla: manipulá-lo? Mas ela não deixará que isso aconteça e tudo fará para proteger Liam e desmascarar esta impostora.

À medida que a obsessão de Anna por Carla se intensifica, outros segredos vão sendo revelados, mostrando que o perigo, afinal, pode vir de onde menos se espera.

OPINIÃO: Anna é uma mulher solitária que vive com medo da aproximação das pessoas por achar que estas não lhe trarão qualquer benefício. Até que testemunha um acidente e vê que a culpada é a mesma pessoa que a destruiu, a si e à sua família, há 13 anos. Agora tem dois objetivos: vingar-se e proteger o acidentado.

Este é um livro que, desde o início, deixa o leitor com a pulga atrás da orelha. A protagonista (e a maioria dos personagens) está construída de tal forma ambígua que quem está a ler não consegue decidir-se se a odeia ou se tem pena dela. E o suspense começa logo por esse aspeto.

Os capítulos são curtos e narrados de forma intrigante, o que torna impossível não virar a página e ler só mais um!

Tem tudo o que um bom thriller psicológico deve ter, incluindo aquelas reviravoltas de deixar qualquer um de boca aberta.

No entanto, falta alguma coisa no livro, alguma coisa em termos de acontecimentos, e também algumas explicações que ficam implícitas, mas não são fornecidas ao leitor. Estes factores não o tornam mau! Apenas não lhe permitem ser fantástico.

É um livro muito bom que, apesar de ter uma componente muito forte de mistério e de suspense, acaba também por colocar o leitor a refletir naquilo que nos vai moldando ao longo da vida, e que por vezes nos pode levar por caminhos mais sombrios numa tentativa de descobrirmos novamente a paz.

 

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Possuída pelo passado – Sara Flannery Murphy

35545884SINOPSE: Já todos perdemos alguém que amamos muito. E se, finalmente, for possível comunicar com o «outro lado»?

Edie trabalha há cinco anos na Sociedade Elisiana, uma empresa que fornece um serviço altamente exclusivo e especializado: os clientes podem comunicar com o espírito dos seus familiares mortos através dos corpos dos empregados. A jovem Edie é a melhor da sua equipa, sendo reconhecida pelo seu profissionalismo e discrição.

Porém, tudo muda quando Patrick contrata este serviço para falar com Sylvia, a sua falecida mulher. Edie passa cada vez mais tempo com ele, e acaba por se apaixonar pela vida do casal. Um fascínio que se torna uma incontrolável obsessão ao descobrir as misteriosas circunstâncias em que ocorreu a morte de Sylvia. As personalidades e histórias de Edie e Sylvia começam a diluir-se.

Depois de vários anos sem tempo para si, Edie quer apenas recomeçar tudo e ter uma vida nova. Mesmo que seja a de uma mulher morta.

OPINIÃO: A premissa deste livro interessou-me logo. Tenho um fraquinho pelo sobrenatural, o que não será novidade para quem segue este blogue.

Esperava encontrar uma história de fantasmas, mas acabei por entrar num enredo extremamente profundo, daqueles que mexem com perguntas existenciais e nos remetem a um silêncio humilde.

É possível perdermos-nos dentro de nós. Quem já esteve perto, ou mesmo dentro, de um estado depressivo conseguirá perceber de imediato qual é esta sensação. Porém, fui sufocada por um estado de espírito que não entendo, mas que me assustou por saber que é real e que há quem padeça da mesmo. A nossa protagonista desapareceu dentro de si mesma e já não sabe quem é. Edie sente-se invisível e confortável nessa posição. Há muito mais por detrás desta fachada de auto-domínio, calma e perfeição, e o que se descobre é ainda mais complexo, pois não nos dá uma resposta positiva, tal como acontece na vida real.

A profissão de Edie é estranha: ela incorpora os espíritos dos falecidos, para que estes possam comunicar com os entes queridos. A partir do momento em que se dá a possessão, Edie desaparece. A entidade ocupa o seu lugar dominante e durante uma hora (por vezes mais) o seu corpo não lhe pertence. As passagens das sessões vão apenas até esse ponto, uma vez que a história é contada na voz de Edie. É frustante! Acompanhamos as conversas que antecedem as sessões e as que se sucedem, mas não sabemos o que foi dito no entretanto, porque Edie não estava lá. Resta-nos especular muito, tendo por base o comportamento dos “clientes”.

Quando Edie se envolve demasiado na vida de um dos clientes, senti verdadeiramente pena dela. Há em Edie um vazio tão grande que qualquer sentimento lhe parece grandioso. Aquilo a que ela está disposta a abdicar e as suas atitudes sem amor-próprio entristeceram-me. Não compreendo o que é desejar a vida dos outros na totalidade, mas tenho consciência de que há quem anseie mudar de pele.

A escrita é cuidada e muito floreada. A autora parece ter procurado tocar no íntimo dos leitores revestindo a narrativa de metáforas. Chega a ter frases verdadeiramente poéticas. Pessoalmente, prefiro quando a escrita não se torna demasiado rebuscada no uso excessivo da chamada “purple prose”. No entanto, admito que há partes dignas de serem sublinhas e citadas.

Quanto ao enredo de Sylvia, serve para desanuviar da pressão do mundo vazio de Edie, deixando-nos respirar e assistir a alguma ação, uma vez que nos leva a raciocinar sobre o que terá realmente acontecido à esposa de Patrick. Além do misterioso acidente que tirou a vida a Sylvia, também surge um outro enredo que ganha preponderância e será decisivo para as tomadas de decisão que fecharão a história: o caso da Hopeful Doe.

É um livro interessante, que explora as etapas do luto, a resistência em deixar os mortos partirem, seja por amor, amizade ou até mesmo culpa; e as doenças mentais e as suas limitações. Fala acerca da força interior que oscila, quando o obstáculo é invisível aos olhos. Leva os leitores a refletir sobre a vida e a morte e obriga-o a compreender que há lutas que, apesar de não serem físicas, não deixam de ser extremamente difíceis de enfrentar.

The Call – Peadar O’Guilin

35421397SINOPSE: Três minutos

Uma trombeta soa à distância. Foste Chamado. Agora, à tua volta, só vês cinzento. Este novo mundo não tem cor e sabes que vais começar uma corrida contra o tempo. Tens apenas três minutos para te agarrares à vida.

Dois minutos

Os Sídhe estão cada vez mais perto. Consegues ouvir as vozes deles, as gargalhadas sedentas de sangue e o som dos seus passos. Achas que estás preparado. Sabes tudo sobre eles. Sabes exatamente o que fazem aos jovens como tu, quando os conseguem apanhar. São tão belos como terríveis, tão simpáticos como cruéis. Já te viram. Resta-te fugir.

Um minuto

Se não correres, se não te esconderes, podes desaparecer a qualquer minuto e ficar, para sempre, nesta terra de horrores. A caçada já começou e tu és a presa. Conseguirás sobreviver?

«The Call é uma história de sobrevivência que sobressai entre todas as que existem. É uma lufada de ar fresco, fantástica e poderosa.» — The Bookbag

OPINIÃO: Este livro é muito sombrio. Inspirado no folclore irlandês, o autor traz-nos uma história de sobrevivência.

Há muitos anos, as fadas foram exiladas para a Terra cinzenta. Cerca de 2000 passados desde essa separação, os Sídhe encontraram uma forma de iniciar a sua vingança. Os adolescentes são chamados, todos sem exceção, para passarem 3 minutos e 4 segundos no mundo das fadas.

Atualmente, um em cada dez morre. Os corpos regressam mutilados e os que sobrevivem carregam traumas, alguns até deformações físicas, para o resto da sua existência.

Para que a espécie humana possa prosperar, a partir dos 10 anos as crianças ingressam numa escola de sobrevivência, onde são treinadas como se estivessem no exército, aprimorando as variadas técnicas para que consigam resistir a uma hora na Terra Cinzenta(3 minutos e 4 segundos no nosso mundo).

O melhor que esta narrativa traz são as descrições. A Terra Cinzenta é um mundo horroroso, no verdadeiro sentido da palavra. As deformações postas a cabo pelos Sídhe nos humanos que lá caem parecem saídas dos nossos piores pesadelos. São misturas grotescas de seres humanos com animais e plantas e, na grande maioria, ávidos por carne humana. O ambiente é inóspito, o próprio ar queima os pulmões, espirais doentias rodopiam no céu, erva de lâminas cobrem o terreno, e todos terão de lá cair um dia.

A imprevisibilidade dos chamados é o que torna a leitura viciante. A qualquer momento os nossos personagens podem desaparecer, deixando atrás de si um amontoado de roupa. 3 minutos e 4 segundos depois regressam ao mesmo local, vivos, mortos ou pior.

Sobrevivam ou não, as mazelas serão visíveis tanto físico como psicologicamente.

Os episódios do chamado estão muito bem construídos, com muita imaginação. Esses momentos são muito, mas mesmo muito, violentos.

A escolha do autor para protagonizar esta história não deixa de ser curiosa. Num mundo em que a resistência física ditará a sobrevivência, Nessa tem uma deficiência nas pernas que não lhe permite deslocar-se com a mesma rapidez dos demais.

Inconformada com a piedade alheia e com a certeza que todos parecem ter de que ela jamais resistirá ao chamado, Nessa treina com fervor para provar a todos, e a si mesma, que não será uma presa fácil para os Sídhe.

A sociedade disciplina os jovens a serem fortes, rápidos e impiedosos na hora do seu chamado. Com isto, também vemos a natureza humana na sua multitude: há quem repugne a violência necessária com que são obrigados a lidar, e há aqueles que se encontram a si mesmos na ânsia de magoar e de matar.

O livro está bem escrito e é de fácil leitura. Contudo, torci o nariz a alguns dos vocábulos empregues nos diálogos, por serem grosseiros, desnecessários e, de certa forma, demasiado próprios de ambiente de balneário masculino.

Mais uma vez, afirmo que o enredo ganha muito pelo belo-horrível das descrições. Palmas para o autor e para o seu imaginário macabro.

Sobrevive – Alexandra Oliva

34806276SINOPSE: Ela queria uma aventura.
Nunca imaginou até onde podia chegar.
No começo, eram doze.

Quando Zoo aceitou participar num programa de televisão, ela julgava que se tratava de um reality show. Sabia que ia ser testada até aos seus limites para bater os outros onze concorrentes em provas de sobrevivência, mas achou que valeria a pena. Depois das câmaras e dos desafios voltaria para casa, para formar uma família.

Mas o jogo parece não ter fim.
Conforme os concorrentes vão quebrando, física ou psicologicamente, Zoo começa a questionar-se sobre a crescente dificuldade das provas. Pouco depois, dá por si sozinha. Todos os outros concorrentes desaparecem. As cidades vazias, os cenários grotescos. Porque é que o programa não acaba?

Descobrir a verdade é o princípio.
O que estará a acontecer longe do olhar das câmaras? Zoo precisa de descobrir, e, acima de tudo, precisa de encontrar o caminho para casa de forma a retomar uma vida interrompida.

OPINIÃO: Pensei que ia ler um livro do género “Os jogos da fome”, com ideias macabras e leis doentias, mas acabei por entrar numa espécie de “Walking dead”.

Não me interpretem mal, eu adorei ambas as histórias que acabei de citar!

“Sobrevive” oscila entre o presente e o passado — que são literalmente dois mundos distintos.

Por um lado, acompanhamos 12 concorrentes num reality show ao estilo “survivor”, que iniciam a sua aventura sob o olhar atento das câmaras. No presente, o programa já não é tão comercial e parece ter-se transformado numa piada de mau gosto, com demasiados “manequins” e “adereços” a simularem morte e podridrão por todo o lado. Além disso, Zoo está sozinha, farta e arrependida de se ter inscrito, mas é demasiado orgulhosa para pronunciar as palavras que trarão os produtores para junto de si; para declarar que desiste.

De início, o jogo de nomes dos personagens — a forma como eram tratados pelo concurso e depois, no presente, pela própria Zoo — confundiu-me um pouco, mas, mais para a frente, acabou por funcionar bastante bem.

Nem tudo é o que parece, mas também não acho que a autora pretendesse fechar os olhos ao leitor porque as pistas estão todas lá. Estou mais confiante de que o objetivo fosse levar o leitor a sofrer com Zoo, até ao momento em que ela finalmente percebesse o que se estava a passar à sua volta.

A história joga muito com a personalidade de Zoo, que tem um péssimo hábito de supor. Zoo é uma pessoa de ideias fixas e tem uma incrível capacidade para toldar a própria perceção. Constrói teorias fundadas em lógica, agarrando-se a elas com unhas e dentes.

Apesar de ser possível apercebermo-nos destas características da personalidade da protagonista cedo, antes de toda a carência nutritiva e social, inclino-me a confiar que o seu próprio instinto de sobrevivência é o principal responsável pela escuridão que lhe tolda o discernimento. Afinal, a outra verdade tem implicações demasiado intoleráveis. A outra versão leva-la-á a carregar uma culpa avassaladora.

É uma história inquietante, com cenas fortes e que explora muito as emoções.

A realidade é palpável e é por esse mesmo motivo que me provocou tanta ansiedade.

Gostei da audácia nas cenas mais cruéis, e do facto de a autora não ter tentado poupar o leitor nas descrições, tanto no que era visível como no que ia na alma de Zoo.

À parte de Zoo, foram criados outros personagens interessantes, com toques bastante pessoais. Fiquei com pena de não terem sido mais explorados, mas reconheço que o enredo não o teria permitido. Isto porque se sente que a ideia foi percecionar uma possível realidade e não criar uma história fantástica para simplesmente entreter.

Alexandra Oliva é uma autora que já não me passará despercebida. Qualquer autor que me consiga pôr o coração a bater com mais força tem luz verde na minha estante.

Isto acaba aqui – Colleen Hoover

35008907.jpgSINOPSE: O que te resta quando o homem dos teus sonhos te magoa?
Lily tem 25 anos. Acaba de se mudar para Boston, pronta para começar uma nova vida e encontrar finalmente a felicidade. No terraço de um edifício, onde se refugia para pensar, conhece o homem dos seus sonhos: Ryle. Um neurocirurgião. Bonito. Inteligente. Perfeito. Todas as peças começam a encaixar-se.

Mas Ryle tem um segredo. Um passado que não conta a ninguém, nem mesmo a Lily. Existe dentro dele um turbilhão que faz Lily recordar-se do seu pai e das coisas que este fazia à sua mãe, mascaradas de amor, e sucedidas por pedidos de desculpa.

Será Lily capaz de perceber os sinais antes que seja demasiado tarde? Terá força para interromper o ciclo?

OPINIÃO: Colleen é romântica. É uma afirmação e qualquer um dos seus leitores o pode dizer.

A própria autora escreveu, no final deste livro, que escreve para entreter. Os seus livros não servem para ensinar lições, mas para trazer momentos agradáveis de leitura.

Pois bem, Colleen, tenho a cabeça em papa!

Com “Isto acaba aqui”, Colleen ousou explorar um tema que não é fácil, que visa alertar, que visa ajudar mulheres que estejam a viver em relações abusivas. Não há qualquer dúvida de que este enredo se prende unicamente no bem estar da mulher abusada e inferiorizada pela brutalidade masculina.

Palmas para quem escreve sobre isto, para quem não aceita a agressão! Não há nada neste mundo que justifique sermos magoadas por aqueles que amamos. Sejam eles maridos, pais, irmãos, amigos… o vínculo da fraternidade, amizade e amor não aceita qualquer comportamento de ódio.

Quando embarcamos nas histórias de violência doméstica, há pormenores que costumam ser um pouco estereotipados: um histórico semelhante da parte de um dos intervenientes; a mudança radical de personalidade, a transformação do príncipe no monstro; as desculpas; o arrependimento; as idas ao hospital; entre outras características que sabemos serem bem reais e que nunca é demais expô-las como recorrentes.

O livro é narrado na primeira pessoa, o que permite ao leitor acompanhar os pensamentos de Lilly e, tal como ela, sentimo-nos divididos quanto às decisões que ela precisa tomar. Na teoria, todos achamos fácil resolver este problema: deixar o agressor, libertar-se do monstro.

A grande novidade desta história é que não consigo olhar para o agressor e odiá-lo. O que o move nas suas emoções mais violentas não é culpa sua e doeu-me não ver uma resolução para o problema dele.

A sombra que paira sobre o agressor é grave, muito complicada e muito traumatizante. É dito que o mesmo terá sido acompanhado, mas não explora mais esse ponto. Acaba por levar à ideia de que quem passa por traumas, nunca venha a ser feliz, a estar completo. Não é justo que ele seja deixado de lado, apelidado de vilão, sem que lhe seja prestada qualquer orientação e ajuda.

A meu ver, ele precisava de alguém que o ajudasse! Há mais personagens, mais pessoas em torno do nosso agressor, mas não há qualquer indicação de que ele será orientado a curar-se, a livrar-se do lado negro que não controla e que abomina.

Parece que, uma vez que somos bem sucedidos profissionalmente, não é visível qualquer problema que merece a intervenção de terceiros.

Sabemos que não é assim, a própria ambição profissional pode servir como subterfúgio.

Nada justifica a agressão. No entanto, há circunstâncias e circunstâncias. No meu ponto de vista, Lilly também não age bem ao longo do livro. Ele não tem o direito, NUNCA, de lhe bater, mas ela também não é merecedora de tanta atenção. É uma mulher que cresceu com um escudo em torno de si e parece-me um pouco comodista.

É neste ponto que me parece que a luta pelos direitos das mulheres falha, porque a mulher será sempre rotulada como a eterna vítima, porque o idiota do homem há de perder a razão porque lhe bate. No entanto, se pensarmos noutro desfecho para a discussão, esta personagem não terá sido muito correta.

Há histórias em que temos um verdadeiro monstro. Homens machistas, alcoólicos, possessivos… depois, há o personagem desta história, que me entristece, que precisaria de outros tipo de ajuda (talvez não de Lilly, porque há circunstâncias que não podem ser toleradas), mas da família, de alguém!

O tempo não cura tudo e há cicatrizes que doem. A dor propaga-se e mistura-se com o resto. Ela está lá e terá de sair de alguma forma.

Estou tão confusa! Não sei o que pensar disto tudo!

Neste ponto, tenho de parabenizar a autora, porque conseguiu passar a mensagem de que é mais difícil do que parece tomar decisões radicais nestas situações e que nem todas as histórias são iguais. Uma mulher que se veja numa situação destas será corajosa qualquer que seja a decisão que tome. No entanto, é de apelar a que pensem primeiro em si mesmas e só depois no resto. Ninguém deve viver (e obrigar os filhos a sobreviver) num ambiente de emoções descontroladas.

Não dei o que dizer daquele final…

Leiam, leiam e comentem aqui o que vos diz esta história. É de tal forma ambígua que merece ser comentada.

Caso comentem com spoilers, peço que coloquem um SPOILER ALERT antes do comentário em si.