Até que sejas minha – Samantha Hayes… por Andreia Silva

 22565410SINOPSE: Ela tem algo que outra pessoa quer. A qualquer custo?

Claudia parece ter a vida perfeita. Está grávida, vai ter um bebé muito desejado, tem um marido que a ama, embora ausente, e uma casa maravilhosa.

Depois, Zoe entra na vida dela. Zoe foi contratada para a ajudar quando o bebé nascer, e parece a pessoa certa para o cargo. Mas há qualquer coisa nela de que Claudia não gosta e que a faz desconfiar.

Quando encontra Zoe no seu próprio quarto, a remexer nos seus bens pessoais, a ansiedade de Claudia torna-se um medo bem real?

OPINIÃO por Andreia Silva: Claudia sempre quis ser mãe e depois de inúmeras gravidezes incompletas e muito sofrimento, está à espera de uma menina.

Com o marido a servir na Marinha, ela contrata Zoe, uma ama perfeita, mas com segundas intenções. Isso o leitor sabe desde o inicio. E não é isso que vai deixar todo o enredo à vista. A meu ver, ainda nos deixa mais interessados.

À medida que os capítulos vão passando, a curiosidade vai aguçando. O leitor sabe que vai acontecer alguma coisa, que não é bom, mas não sabe nunca o que é.

Os capítulos vão alternando entre Claudia, Zoe e uma inspetora da polícia que investiga os crimes que têm acontecido à volta de grávidas.

Não estava à espera, nem estava preparada para o rumo que a história tomou, ou foi tomando à medida que a narrativa era descrita.  Num momento, até acreditei que tinha já desvendado metade do mistério, mas não, nem um quarto tinha ficado sem o véu.

A forma como a autora escreveu e a maneira como usou as palavras de forma tão ambígua deu-me a volta ao pensamento e deixou-me literalmente de boca aberta.

Além disso, as reviravoltas, as revelações, a última frase do livro fez-me ansiar por mais páginas. Ainda virei, mas já só havia agradecimentos.

Só um conselho: se alguém tentar contar a história antes de o lerem, não deixem!

Escrito na água – Paula Hawkins

34474680SINOPSE: Um thriller intenso, da autora do bestseller mundial A Rapariga no Comboio

CUIDADO COM AS ÁGUAS CALMAS. NÃO SABEMOS O QUE ESCONDEM NO FUNDO.

Nel vivia obcecada com as mortes no rio. O rio que atravessava aquela vila já levara a vida a demasiadas mulheres ao longo dos tempos, incluindo, recentemente, a melhor amiga da sua filha. Desde então, Nel vivia ainda mais determinada a encontrar respostas.

Agora, é ela que aparece morta. Sem vestígios de crime, tudo aponta para que Nel se tenha suicidado no rio. Mas poucos dias antes da sua morte, ela deixara uma mensagem à irmã, Jules, num tom de voz urgente e assustado. Estaria Nel a temer pela sua vida?

Que segredos escondem aquelas águas? Para descobrir a verdade, Jules ver-se-á forçada a enfrentar recordações e medos terríveis há muito submersos naquele rio de águas calmas, que a morte da irmã vem trazer à superfície.
Um livro profundamente original e surpreendente sobre as formas devastadoras que o passado encontra para voltar a assombrar-nos no presente. Paula Hawkins confirma, de forma triunfal, a sua mestria no entendimento dos instintos humanos, numa história com tanta ou maior intensidade do que A Rapariga no Comboio.

Escrito na Água de Paula Hawkins
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Um dos livros mais aguardados de 2017.»
Revista TIME

OPINIÃO: Eu tenho a mania que adivinho tudo antes do final. Gosto de traçar as minhas suspeitas e de tentar criar uma espécie de profile das personagens, tipo “Mentes Criminosas”.

Faço estas análises de forma automática e, por esse motivo, são poucos os livros que me surpreendem. Costumo atender aos pormenores e crer que o autor os colocou lá por um motivo, o que tem sido um factor de desânimo em muitas das leituras que faço, uma vez que parece que se tem vindo, cada vez mais, a escrever com o manuscrito no joelho, sem preocupação em construir verdadeiros enredos.

Paula Hawkins não é assim. É impossível não reparar no imenso trabalho que a autora tem de elaborar o plano da sua história, em plantar pormenores e de fazê-los ressaltar ao longo do livro.

Não é à toa que ela é uma autora de bestsellers, que ela conquista pela sua escrita. Ela trabalha para isso, além do óbvio talento que lhe é inegável.

“A rapariga no comboio” foi uma leitura que me prendeu (AQUI) e o “Escrito na água” consumiu-me por completo.

Logo nas primeiras páginas, fomos preparados para o que nos esperava. Aos leitores mais atentos não escaparam as referências iniciais, sobretudo, quando Julia entra na casa de Nell e se depara com a decoração. Há quem diga que a forma como decoramos o nosso lar diz muito de nós. Desta forma, o que se poderá dizer de uma mulher que tem aqueles quadros (AQUI)?

A sinopse induz-nos a uma espécie de “policial/crime”. No entanto, não demoramos a perceber que o livro explora uma natureza mais profunda: o suicídio. (AQUI)

A partir daqui, temos as bases para enveredarmos na teia (e que teia!).

Prontos? Não, ainda não…

Se não leram “A rapariga no comboio” não estarão preparados para a crueldade que Hawkins consegue invocar com a sua escrita. Não há meias medidas e as personagens falam como se fossem reais, não há cá eufemismos.

Quem se lembra da “gorda e bêbada da Rachel”?(A rapariga no comboio”) Pois, preparem-se para a ignorância da população de comunidades pequenas, para homens machistas, para adolescentes revoltadas… Não é um livro para pessoas sensíveis, é uma história escrita para quem gosta de uma boa dose de mistério e de emoções fortes. É um enredo complexo, carregado de pistas, que fazem o deleite do leitor mais exigente, aquele que gosta de pensar, de refletir, de ser surpreendido…

Diálogos magníficos, personagens com personalidades e características únicas, muita ambiguidade e tons de cinzento pincelados por todos os lados. E o rio… o rio, o mar, a própria água que tanto tem de purificadora como de assassina.

Paula Hawkins é uma autora a quem faço a vénia; é uma inspiração. Uma mulher que escreve sem pudores, com mestria e com uma qualidade que faz dela um to read obrigatório dentro do género.

Depois de explorar o alcoolismo e o adultério em “A rapariga no comboio”, “Escrito na água” debruça-se, sobretudo, sobre o suicídio.

Achei curioso que, tanto num livro como no outro, Hawkins tenha feito uso das memórias, não da forma mais óbvia (e errada) que todos nós temos, mas ao atribuir-lhes a verdadeira essência de falsidade e névoa que lá habitam. A verdade é algo muito estranho de aferir… A verdade está nos olhos de quem a vê e da forma como a vê.

Qual é a verdade?

O mesmo se aplica à moralidade. Quantos de nós julgamos os “antigos” que afogavam as ninhadas de gatos?

A sociedade não é una e as gerações trazem sempre algo de novo, mas também a velha e tacanha mentalidade escondida.

Parecem reflexões disparadas à toa, mas garanto que após lerem o livro, entenderão até que ponto Hankins foi profunda e crítica.

Quanto à minha “técnica” de tentar adivinhar o final, consegui?

O que acham?

Estava no caminho certo, mas também fui fintada. Boa!

Os quadros – Escrito na água

34474680De forma a enquadrar os leitores, deixo aqui parte da sinopse para que consigam saber de quem estou a falar:

“Nel vivia obcecada com as mortes no rio. O rio que atravessava aquela vila já levara a vida a demasiadas mulheres ao longo dos tempos, incluindo, recentemente, a melhor amiga da sua filha. Desde então, Nel vivia ainda mais determinada a encontrar respostas.”

Ora bem, Jules, a irmã de Nel, diz-nos que estes quadros são uma prova da obsessão da irmã, dando a impressão de que estamos diante de um cenário inquietante.

Senti a necessidade de os ver, de perceber se serão assim tão mórbidos como a narrativa quer transparecer.

O que é que Nel tem, afinal, pendurado em casa?

1# Ofélia de Millais

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2# Tripla Hécate de Blake

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3# Sabat das bruxas de Goya

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4# Cão afogado de Goya

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Bem… de facto não eram os meus eleitos para decorar a minha sala eheh

Jules detesta particularmente o último. Também consigo depreender o desespero que emana dele. No entanto, confesso que o que mais me inquieta é o primeiro.

E vocês?

As Referências da pág.20 – Escrito na água

34474680Como já devem ter percebido, caso sigam a página de facebook do blogue, estou a ler o exemplar de avanço do novo livro da autora Paula Hawkins, que será lançado no dia 2 de Maio do presente ano.

Para os mais distraídos, estamos a falar da mesma autora do bestseller, lançado em 2015: A rapariga no comboio (AQUI)

As primeiras páginas de um livro são muito importantes, porque têm de avisar o leitor onde é que ele se está a meter.

Então, qual a minha surpresa ao chegar à página 20 e dar de caras com algumas referências que me deixaram com a pulga atrás da orelha.

Para os amantes do terror, estes nomes de locais não passarão despercebidos. Afinal, são sítios mórbidos e muito reais, que dão asas a muita inspiração dentro das produções literárias e cinematográficas dos géneros mais cruéis.

Que referências são essas, afinal?

(Informações retiradas da Wikipedia)

1# Beachy head

“Beachy Head é um cabo de giz ao sul da Inglaterra, perto da cidade de Eastbourne,(…) 

O penhasco de Beachy Head é o mais alto penhasco marítimo de giz da Grã Bretanha, se elevando a 162 metros do nível do mar. (…)

Sua altura fez com que se tornasse um dos pontos de suicídio mais famosos do mundo. Há uma estimativa de 20 mortes por ano em Beachy Head.”

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2# Aokigahara

“Aokigahara (青木ヶ原), também conhecida como Mar de Árvores (樹海), é uma floresta de 35km² situada na base noroeste do monte Fuji, no Japão. (…)

Devido à densidade das árvores, que bloqueiam o vento, e à ausência de vida selvagem, Aokigahara é conhecida por ser estranhamente silenciosa. Contam-se muitas lendas acerca da floresta. Algumas delas a relacionam com demônios e espíritos malignos característicos da mitologia japonesa e é conhecida por ser um local comum de suicídios. No ano de 2010, 54 pessoas completaram o ato na floresta, apesar de numerosas mensagens, em japonês e inglês, para que as pessoas reconsiderassem suas ações. Em média, são encontrados cem corpos por ano, alguns em avançado estado de putrefação ou até mesmo somente seus esqueletos.”

3# Preikestolen

“Preikestolen  (em português significa “Púlpito do Pregador” ou “Púlpito de Rocha”) é uma falésia de 604 metros de desnível (…), Noruega. O topo da falésia é de aproximadamente 25 por 25 metros, quadrado e quase plano.

É uma grande atração turística da Noruega. Durante os quatro meses do verão de 2006 cerca de 95000 pessoas percorreram os 3,8 km de caminhada até ao Preikestolen, fazendo dele uma das atrações turísticas mais visitadas do país.

Em outubro de 2013, registou-se a primeira morte de um turista no local.”

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Desta forma, é impossível não percebermos que estamos diante de uma história que promete muita intensidade.

Curiosos? Keep in touch 😉

Verdade Escondida – Mary Kubica … por Andreia Silva

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SINOPSE: Quinn Collins acorda e não encontra a amiga com quem partilha a casa na cidade de Chicago. O quarto dela tem a cama vazia e a janela aberta, e Quinn recorda-se vagamente de ter ouvido um rangido durante a noite. Esther Vaughan desapareceu sem deixar rasto. Entre os pertences da amiga encontra uma carta enigmática, assim como outros objetos que colocam em dúvida se Esther será a pessoa que Quinn julgava ser.
Entretanto, numa pequena cidade perto de Chicago, uma rapariga misteriosa aparece num café onde um jovem chamado Alex Gallo trabalha. Alex sente-se desde logo atraído por ela, mas acaba por descobrir algo obscuro e sinistro que porá em causa os seus sentimentos.
Enquanto Quinn continua em busca de respostas para o desaparecimento de Esther, e Alex tenta saber mais sobre a rapariga desconhecida, forma-se um enredo de ilusões que ameaça esconder uma dura e chocante verdade. Quem será aquela estranha rapariga?

OPINIÃO por Andreia Silva: Quinn divide o apartamento com Esther que, num certo dia, desaparece, supostamente pela escada de emergência, sem deixar qualquer rasto para trás.

Esther trabalhava numa livraria, lia para crianças e estudava Terapia Ocupacional.

Alex vive numa cidade pequena e trabalha no café onde nunca se passa nada de estranho.  Tudo é rotineiro, até que um dia, uma mulher diferente e intrigante entra pelas portas do café.

Assim que o livro começa, a partir deste ponto, o leitor pensa: “ah já apanhei a história toda”. Não, só que não!

Depois de ler este livro, a sensação com que fiquei foi a de ter entrado numa corrida. Mas não uma pequena! Uma de, no mínimo, de 2000 metros para cima.

A história vai começando devagarinho, entre capítulos narrados pela Quinn e outros pelo Alex e depois chega a um ponto em que só queremos chegar ao final e corremos, corremos e corremos.

A corrida deixou-me virada do avesso.

Durante todo o livro nunca desconfiei de uma ponta que fosse daquilo que de facto se tornou a história, e do rumo que tomou.

A autora, com esta escrita e forma de contar a história, dá as pistas sem levantar nenhuma ponta do véu. É impressionante!

Quando a história começa de facto a tomar algum caminho e serem desvendados alguns dos mistérios, também fui surpreendida. Nada do que aconteceu para justificar os acontecimentos iniciais estava nas minha ideias enquanto ia lendo.

É um daqueles livros que me mostra porque é que os policiais e os thrillers me fascinam!