Empurrado para o pecado – Monica James … por Andreia Silva

imageSINOPSE: O livro começa onde o anterior nos deixou, com Dixon a tentar fugir das garras de Juliet, e a manter o relacionamento crescente com a inocente Maddy. Mas o que não esperava era ter de percorrer um caminho tortuoso para afastar a vil Juliet da sua vida. Um homem entre duas mulheres opostas.

O final da arrepiante história erótica e de suspense e uma grande história de amor e redenção.

OPINIÃO por Andreia Silva: Dixon é um mulherengo, egoísta e frio, auto-chamado de pecador que se envolve com Juliet, uma mulher perigosa mas ao mesmo tempo tentadora que, só por acaso, é meia irmã da doce Maddy por quem Dixon se encanta.

Dixon entra num jogo perigoso de sedução e mentira que pode acabar com a verdadeira definição do amor que encontrou com Maddy.

O livro tem, logo à partida pelo título e pelas palavras da capa, uma conotação mais virada para o erótico do que propriamente para o romance. E é isso que no início do livro nos é dado. Mas, apesar desta componente, o livro é mais do que descrições gráficas de conotação sexual. Tem um enredo bem construído sobre uma história interessante, quase sempre sem monotonia.

As personagens são bem construídas e as interações entre elas dão movimento à história, não a deixando ficar chata. Principalmente a da Juliet que, sendo a vilã do livro, tem um perfil psicológico interessante e é uma daquelas antagonistas que dá mais vida e ao livro. Na realidade, torna até a história mais credível. Peca por desaparecer um pouco bruscamente da história, mas entendo a intenção da autora.

O livro surpreendeu-me pela positiva. Confesso que entrei num modo reticente, à espera de revirar os olhos inúmeras vezes, mas o que aconteceu foi que a leitura me entusiasmou e até me chegou a emocionar.

Tem um final divertido e giro, digno de uma comédia romântica de fim de tarde.

Ninfas: Paixão Mortal – Sari Luhtanen&Mikko Oikkonen

4SINOPSE: Romance feminino intenso com uma nova abordagem, onde combina vários elementos; amor e mistério. Uma nova temática que se destaca.
Uma história de amor emocionante, onde as escolhas determinam a forma de viver a realidade.
Com uma linguagem envolvente, o livro oferece-nos vários tipos de elementos – paixão, mistério, luta pela sobrevivência, crise de identidade e duelos entre os grupos de ninfas e sátiros.

OPINIÃO: Antes de mais, vamos ver o que são “Ninfas”.

Não é que eu não o saiba ou que esteja a insinuar que os leitores também o desconhecem. Vamos apenas… clarificar o termo:

O que nos diz a Infopedia:
As Ninfas (do grego nymphé e do latim nympha ), na mitologia grega, são divindades femininas secundárias que habitam os campos, as florestas e os mares.
  • A autora conseguiu, embora de forma vaga, demonstrar esta faceta. Senti que poderia ter explorado muito mais esta característica, sobretudo, as capacidades da protagonista.
Encontram-se associadas à fertilidade, personificando a fecundidade da Natureza.
  • Aqui, a autora optou por limitar-lhes a fertilidade. As Ninfas desta história estão sujeitas um momento especial providenciado pela natureza.
(…)  tinham o poder de profetizar, de proteger, de curar e mesmo de inspirar, aparecendo muitas vezes a auxiliarem as outras divindades. 
  • Temos uma curandeira e uma lutadora. Duas personagens muito diferentes e interessantes.
Como divindades menores, as Ninfas não eram imortais mas permaneciam jovens, belas e graciosas, sendo, por isso, amadas por deuses e por homens.
  • Infelizmente, não temos deuses. Poderia ter sido um acréscimo que enriqueceria muito o enredo.
Frequentemente são descritas com vestidos leves, quase transparentes, de cabelos compridos e soltos ou entrançados.
  • Sim, não fica a dúvida de que elas são belas.
Agora, vamos focar-nos no livro:
Ninfas – Paixão Mortal conta a história de Didi, uma jovem que descobre que é diferente dos demais mortais pelo facto de ser uma viúva negra. Viúva negra é o eufemismo de: “Didi mata os homens com que tem relações sexuais”.
À partida, temos aqui uma premissa muito interessante.
Qual é o outro lado da moeda?
O facto de elas morrerem caso não se deitem com um homem na lua cheia.
Isto significa que as Ninfas são escravas do sexo e, ao mesmo tempo, assassinas por natureza.

Por outro lado, as Ninfas estão subjugadas aos sátiros desde o início dos tempos.

O que diz a Infopédia sobre este outro ser:

Divindade grega dos bosques e das montanhas, por vezes também chamado Sileno.
Este nome era-lhe dado principalmente quando atingia a velhice e ficava barrigudo, ainda mais feio e andando de burro.
  • Sileno! Este nome surge na narrativa, porém, muito distanciado do que nos é referido pela “lenda”.
Amantes do vinho, da música e da festa, faziam parte do ruidoso cortejo de Dioniso, bebendo e dançando, para além de perseguirem as ninfas e as ménades, vítimas preferidas do seu apetite sexual sempre ativo. Atrás delas ou de outras mulheres, corriam os campos desenfreadamente, sempre à procura de satisfazerem a sua sexualidade sempre insaciável.
  • A perseguição às ninfas é o main goal.
Por outro lado, estes sátiros, apesar de fãs de vinho e de sexo, parecem-me muito sofisticados e demasiado sérios no que toca à postura com que encaram a sociedade.
Achei curiosa a forma como a autora vê estas divindades, que eu irei sempre associar ao Philoctetes, o treinador de heróis. Para quem não sabe a quem me refiro, deixo aqui a foto:
984896-phil
Estas fraquezas atribuídas a esta espécie de divindade são difíceis de digerir, principalmente num século em que se procura afirmar, cada vez mais, os direitos das mulheres e a igualdade de géneros. Desta forma, recomendo a que entrem na leitura de mente aberta e que tenham em conta o facto de estes seres terem necessidades, instintos diferentes dos humanos, para que não se sintam chocados com a leviandade com que o ato sexual é tratado.
Atenção: Não há cenas explícitas de sexo! Não é um livro erótico e sim uma espécie de YA, que aborda a sexualidade.
Há, no entanto, uma luta constante das Ninfas em conquistarem a sua independência face aos sátiros. Contudo, elas estão bastante conformadas com a sua natureza. Falamos, está claro de Kati e de Nadia, duas ninfas mais antigas, que procuram orientar Didi neste mundo difícil e perigoso.
Há em Kati qualquer coisa que fica a meio… Um lado mais carinhoso que não é suficiente, mas que permite criar alguma empatia com ela. Apesar do facto de eu a achar um pouco idiota por guardar tantos segredos. Mais de metade dos problemas que surgem devem-se à sua arrogância. Não a consigo ver como “astuciosa”, “prática” e “inteligente”, que é o que a narrativa nos pretende incutir.
A meu ver, o livro precisaria de mais algum preparo a nível de enredo, uma vez que há imensas situações que não batem certo.
Quanto ao público, é óbvio que se dirige aos jovens e, sobretudo, ao feminino.
Adoro mitologia grega, quem segue o blogue sabe disso e esta é a primeira vez que me deparo com uma abordagem a estas criaturas.
Foi-me dito que existe uma adaptação televisiva… vou espreitar:
MV5BMTkyMDY3OTczMl5BMl5BanBnXkFtZTgwNzk1NTEyMDE@._V1_SX700_CR0,0,700,999_AL_

A manopla de cobre (Magisterium II) – Holly Black&Cassandra Clare

33SINOPSE: As férias de Verão de Callum Hunt não são como as dos outros miúdos. O companheiro de todos os dias é Ruína, um lobo Refém do Caos. O pai desconfia que ele é secretamente mau. A vida não é fácil para Call… e torna-se ainda mais difícil no dia em que decide ir à cave de casa e descobre que o pai poderá estar a tentar destruí-lo a ele e a Ruína.

OPINIÃO: Eu adoro isto!

Recuo aos anos da adolescência e sabem que mais? Continuo a entusiasmar-me com o género de histórias que metem miúdos com poderes, escolas de magia, profecias… Acho que há coisas que não saem de moda e que quem gostou vai gostar sempre.

Ok. Se vais ler isto com os olhos aguçados à procura das semelhanças com o Harry Potter, podes vir a rebolá-los nas órbitas várias vezes.

O que aconselho é que não o faças. Não te prendas nas partes que parecem copy paste do menino que a gente adora e conhece o Callum com as particularidades que ele tem.

O Magisterium é uma escola de magia. A magia, uma vez não tolhida de início (tal como nos é explicado no primeiro volume), tem de ser controlada. Quer isto dizer que frequentar a escola é obrigatório.

Quando pegamos neste 2ºvolume, já sabemos o porquê de o pai de Call ter feito de tudo para dissuadir o filho a estimular e aperfeiçoar a sua magia. Digam lá, não foi cá uma surpresa? Pois, aqui vamos acompanhar os sentimentos do protagonista, face a esta revelação devastadora, e conhecer mais um pouco da história de Constantine e o que o levou a enveredar pela magia do Caos.

Dá-me a impressão de que os personagens pisam em corda bamba e que a amizade que os une tem vindo a desfragmentar-se lentamente. E isso não augura nada de bom, tendo em conta as capacidades de Aaron…

Ao contrário de outras tantas histórias do género, em que sabemos quem é o vilão e que o desfecho será, obrigatoriamente, o confronto direto de protagonista vs. antagonista, aqui estou às avessas com as probabilidades quanto ao final. É neste ponto que esta coleção ganha, por ser imprevisível e mais complexa do que parece à partida.

Na minha humilde opinião, acho que estes livros merecem um pouco da tua atenção e estou certa de que, se não fores à procura das tais semelhanças com o mundo de Rowling, irão trazer-te bons momentos de entretenimento.

Que me dizes, vais dar-lhes uma oportunidade?

Eu cá já tenho o 3º na estante! eheh 😉

Raptada (jardim químico: livro 1) – Lauren DeStefano

15728511SINOPSE: Graças à ciência moderna, todos os recém-nascidos são bombas-relógio genéticas – os homens só vivem até aos vinte e cinco anos e as mulheres até aos vinte. Neste cenário desolador, as raparigas são raptadas e forçadas a casamentos polígamos para que a raça humana não desapareça. Levada pelos Colectores para se casar à força, Rhine Ellery, uma rapariga de dezasseis anos entra num mundo de riqueza e privilégio. Apesar do amor genuíno do marido Linden e da amizade relativa das suas irmãs-esposas, Rhine só pensa numa coisa: fugir, encontrar o irmão gémeo e voltar para casa.

Mas a liberdade não é o único problema. O excêntrico pai de Linden está decidido a encontrar um antídoto para o vírus genético que está prestes a levar-lhe o filho e usa cadáveres nas suas experiências. Com a ajuda de um criado, Gabriel, pelo qual se sente perigosamente atraída, Rhine tenta fugir no limitado tempo que lhe resta.

OPINIÃO: O tema prometia imenso.

Sou fã incondicional de distopias. Adoro a premissa “E se…”, logo,  assim que vi a sinopse deste livro fiquei de sentinela. Imaginem SE a esperança média de vida fosse apenas até aos 20/25 anos?

Conseguem imaginar as repercussões políticas que tal situação acarretaria?

Ainda bem que conseguem, porque o livro não aprofunda nada disto.

A autora enfia a protagonista numa mansão e temos umas 250 páginas dela a tentar combater os seus sentimentos, dividida entre o conforto que vive e o mano que ainda está na rua.

Rhine é uma das 3 esposas de Linden. É natural que os homens mais ricos coletem para a sua “posse”(sim, a sociedade regride neste sentido) mais do que uma mulher para efeitos de procriação. No entanto, o jovem Linden é de boa prole e relaciona-se com as suas parceiras dentro dos limites que elas delimitam.

Também Linden tem pouco tempo de vida, o que acaba por transformá-lo noutro ser que deambula pela vida, sem grandes expetativas pessoais.

No entanto, parece haver alguma esperança no trabalho que o pai deste tem vindo a desenvolver. Ou não…

Ficou por explorar o lado mais negro que o enredo poderia acolher.

O climax não se fez sentir como tal, uma vez que (mais uma vez) as pedras saltam do caminho de Rhine antes mesmo de ela ter tempo de tropeçar nelas.

Pela sinopse do volume seguinte, talvez nos debrucemos numa reviravolta e nalgum problema com P grande.

O apelo do anjo – Guillaume Musso

26SINOPSE: “O Apelo do Anjo” é uma trama magistralmente construída, que se move entre o romance e o thriller. Cheio de suspensee com um fim de tirar o fôlego. No telefone ele tinha toda a sua vida… Nova Iorque, Aeroporto JFK. Na cheia sala de embarque, um homem e uma mulher chocam, espalhando as suas coisas pelo chão. Depois de uma discussão normal, recuperam os haveres e cada um segue o seu caminho. Madeline e Jonathan nunca se viram na vida e é improvável que se voltem a encontrar. Mas, ao apanharem as coisas,trocaram inadvertidamente de telemóveis.Quando se apercebem do engano, já estão a dez mil quilómetros um do outro: ela é florista em Paris, ele tem um restaurante em São Francisco. Não tarda para que os dois cedam à curiosidade, analisando o conteúdo dos telemóveis. Uma dupla indiscrição, que conduz a uma revelação inesperada: as suas vidas estão ligadas por um segredo que pensavam estar enterrado para sempre…

OPINIÃO: Eu nem sei o que dizer deste livro…

A história não tem pés nem cabeça e a escrita é tão amadora e fraca que me questionei várias vezes se não estava a ler o manuscrito de um autor de primeira viagem.

O enredo está carregado de gafes.

As personagens têm personalidades estúpidas e reações exageradas, quando não são totalmente contraditórias.

Não é possível criar empatia com ninguém e sente-se que os personagens são teletransportados pelo espaço.

Franzi o sobrolho, fechei o livro várias vezes e indaguei como é possível um autor com este nome escrever algo assim!

Ainda me questionei se o problema não terá sido a tradução, mas, com sinceridade, se isto me chegasse às mãos, eu nem sabia por onde começar a repará-lo.

Fico triste porque foi um exemplar oferecido a meu pedido. O que quer dizer que criei expetativas pela sinopse e pela capa.

Enfim… =(