A manopla de cobre (Magisterium II) – Holly Black&Cassandra Clare

33SINOPSE: As férias de Verão de Callum Hunt não são como as dos outros miúdos. O companheiro de todos os dias é Ruína, um lobo Refém do Caos. O pai desconfia que ele é secretamente mau. A vida não é fácil para Call… e torna-se ainda mais difícil no dia em que decide ir à cave de casa e descobre que o pai poderá estar a tentar destruí-lo a ele e a Ruína.

OPINIÃO: Eu adoro isto!

Recuo aos anos da adolescência e sabem que mais? Continuo a entusiasmar-me com o género de histórias que metem miúdos com poderes, escolas de magia, profecias… Acho que há coisas que não saem de moda e que quem gostou vai gostar sempre.

Ok. Se vais ler isto com os olhos aguçados à procura das semelhanças com o Harry Potter, podes vir a rebolá-los nas órbitas várias vezes.

O que aconselho é que não o faças. Não te prendas nas partes que parecem copy paste do menino que a gente adora e conhece o Callum com as particularidades que ele tem.

O Magisterium é uma escola de magia. A magia, uma vez não tolhida de início (tal como nos é explicado no primeiro volume), tem de ser controlada. Quer isto dizer que frequentar a escola é obrigatório.

Quando pegamos neste 2ºvolume, já sabemos o porquê de o pai de Call ter feito de tudo para dissuadir o filho a estimular e aperfeiçoar a sua magia. Digam lá, não foi cá uma surpresa? Pois, aqui vamos acompanhar os sentimentos do protagonista, face a esta revelação devastadora, e conhecer mais um pouco da história de Constantine e o que o levou a enveredar pela magia do Caos.

Dá-me a impressão de que os personagens pisam em corda bamba e que a amizade que os une tem vindo a desfragmentar-se lentamente. E isso não augura nada de bom, tendo em conta as capacidades de Aaron…

Ao contrário de outras tantas histórias do género, em que sabemos quem é o vilão e que o desfecho será, obrigatoriamente, o confronto direto de protagonista vs. antagonista, aqui estou às avessas com as probabilidades quanto ao final. É neste ponto que esta coleção ganha, por ser imprevisível e mais complexa do que parece à partida.

Na minha humilde opinião, acho que estes livros merecem um pouco da tua atenção e estou certa de que, se não fores à procura das tais semelhanças com o mundo de Rowling, irão trazer-te bons momentos de entretenimento.

Que me dizes, vais dar-lhes uma oportunidade?

Eu cá já tenho o 3º na estante! eheh 😉

Raptada (jardim químico: livro 1) – Lauren DeStefano

15728511SINOPSE: Graças à ciência moderna, todos os recém-nascidos são bombas-relógio genéticas – os homens só vivem até aos vinte e cinco anos e as mulheres até aos vinte. Neste cenário desolador, as raparigas são raptadas e forçadas a casamentos polígamos para que a raça humana não desapareça. Levada pelos Colectores para se casar à força, Rhine Ellery, uma rapariga de dezasseis anos entra num mundo de riqueza e privilégio. Apesar do amor genuíno do marido Linden e da amizade relativa das suas irmãs-esposas, Rhine só pensa numa coisa: fugir, encontrar o irmão gémeo e voltar para casa.

Mas a liberdade não é o único problema. O excêntrico pai de Linden está decidido a encontrar um antídoto para o vírus genético que está prestes a levar-lhe o filho e usa cadáveres nas suas experiências. Com a ajuda de um criado, Gabriel, pelo qual se sente perigosamente atraída, Rhine tenta fugir no limitado tempo que lhe resta.

OPINIÃO: O tema prometia imenso.

Sou fã incondicional de distopias. Adoro a premissa “E se…”, logo,  assim que vi a sinopse deste livro fiquei de sentinela. Imaginem SE a esperança média de vida fosse apenas até aos 20/25 anos?

Conseguem imaginar as repercussões políticas que tal situação acarretaria?

Ainda bem que conseguem, porque o livro não aprofunda nada disto.

A autora enfia a protagonista numa mansão e temos umas 250 páginas dela a tentar combater os seus sentimentos, dividida entre o conforto que vive e o mano que ainda está na rua.

Rhine é uma das 3 esposas de Linden. É natural que os homens mais ricos coletem para a sua “posse”(sim, a sociedade regride neste sentido) mais do que uma mulher para efeitos de procriação. No entanto, o jovem Linden é de boa prole e relaciona-se com as suas parceiras dentro dos limites que elas delimitam.

Também Linden tem pouco tempo de vida, o que acaba por transformá-lo noutro ser que deambula pela vida, sem grandes expetativas pessoais.

No entanto, parece haver alguma esperança no trabalho que o pai deste tem vindo a desenvolver. Ou não…

Ficou por explorar o lado mais negro que o enredo poderia acolher.

O climax não se fez sentir como tal, uma vez que (mais uma vez) as pedras saltam do caminho de Rhine antes mesmo de ela ter tempo de tropeçar nelas.

Pela sinopse do volume seguinte, talvez nos debrucemos numa reviravolta e nalgum problema com P grande.

O apelo do anjo – Guillaume Musso

26SINOPSE: “O Apelo do Anjo” é uma trama magistralmente construída, que se move entre o romance e o thriller. Cheio de suspensee com um fim de tirar o fôlego. No telefone ele tinha toda a sua vida… Nova Iorque, Aeroporto JFK. Na cheia sala de embarque, um homem e uma mulher chocam, espalhando as suas coisas pelo chão. Depois de uma discussão normal, recuperam os haveres e cada um segue o seu caminho. Madeline e Jonathan nunca se viram na vida e é improvável que se voltem a encontrar. Mas, ao apanharem as coisas,trocaram inadvertidamente de telemóveis.Quando se apercebem do engano, já estão a dez mil quilómetros um do outro: ela é florista em Paris, ele tem um restaurante em São Francisco. Não tarda para que os dois cedam à curiosidade, analisando o conteúdo dos telemóveis. Uma dupla indiscrição, que conduz a uma revelação inesperada: as suas vidas estão ligadas por um segredo que pensavam estar enterrado para sempre…

OPINIÃO: Eu nem sei o que dizer deste livro…

A história não tem pés nem cabeça e a escrita é tão amadora e fraca que me questionei várias vezes se não estava a ler o manuscrito de um autor de primeira viagem.

O enredo está carregado de gafes.

As personagens têm personalidades estúpidas e reações exageradas, quando não são totalmente contraditórias.

Não é possível criar empatia com ninguém e sente-se que os personagens são teletransportados pelo espaço.

Franzi o sobrolho, fechei o livro várias vezes e indaguei como é possível um autor com este nome escrever algo assim!

Ainda me questionei se o problema não terá sido a tradução, mas, com sinceridade, se isto me chegasse às mãos, eu nem sabia por onde começar a repará-lo.

Fico triste porque foi um exemplar oferecido a meu pedido. O que quer dizer que criei expetativas pela sinopse e pela capa.

Enfim… =(

A rapariga do calendário: livro 1 – Audrey Carlan

30627473SINOPSE: Mia Saunders precisa de dinheiro. De muito dinheiro. Tem um ano para pagar ao agiota que ameaça a vida do pai e exige o reembolso de uma enorme dívida de jogo. Um milhão de dólares para ser exacto.
A sua missão é simples: trabalhar como acompanhante de luxo para a empresa da tia, com sede em Los Angeles, e pagar mensalmente uma parte da dívida. Passar um mês com um homem rico, com o qual não é obrigada a ir para a cama se não quiser. Dinheiro fácil.
A curvilínea morena amante de motas tem um plano: entrar no jogo, conseguir o dinheiro e voltar a sair. Parte do plano é manter o coração fechado a sete chaves e os olhos no objectivo.
Pelo menos é como espera que corra.

Sexo, Amor e segredos. Uma história que a fará sonhar.

OPINIÃO: Amantes dos romances eróticos, este é para vocês.

A Rapariga do Calendário segue o ano em que Mia (adoro o nome dela) aceita ser acompanhante de luxo para poder liquidar as dívidas do pai.

Em cada mês, Mia viaja para uma cidade diferente, para um mundo diferente, para um cliente novo. Cada homem que ela conhece ensina-lhe um pouco mais acerca de si mesma e da forma como se vê e lida com a vida.

Em Janeiro, Mia envereda pela primeira vez neste mundo que, à partida, parece superficial. Mas não é.

O belo surfista, homem de negócios, Wes não é o que ela esperava e, rapidamente, criam uma cumplicidade que Mia nunca sentiu com ninguém.

Apesar de estar em constante aviso para não se apaixonar, Mia deixa ficar um pedaço dela com Wes quando Janeiro termina.

Este é o mês romântico, o mais ternurento, que fará os leitores suspirar e torcer pelo regresso de Wes à história.

Fevereiro inicia-se conturbado por um pequeno incidente. Conhecemos o pintor francês e entramos no capítulo mais erótico, mais sexual deste primeiro volume.

Aqui, Mia aprende que pode haver várias formas de amar alguém.

O terceiro mês fez-me rir. Confesso que gostei da rasteira que a autora nos fez.

Sabem quando estamos a ler um livro erótico e, de repente, estamos fartos de sexo e mais sexo e parece que mais nada acontece a não ser sexo?

Pois, Audrey combate isso com a inclusão de passagens acerca dos agiotas, da relação da protagonista com a irmã e com a melhor amiga. No entanto, finta os leitores com o mês de Março.

Março cria uma linha com Janeiro e, ao mesmo tempo, parece-me que se dá uma mudança positiva em Mia.

Nem sempre simpatizei com Mia. Por vezes, irritava-me a hipocrisia dela. Algumas reações dela levavam-me a crer que ela tinha uma opinião muito errada acerca dela mesma e do que andava a fazer.

Felizmente, havia outros personagens, como a tia e o pintor, que a puxavam à terra e lhe faziam ver a realidade.

“A rapariga do Calendário” traz algo diferente para o género erótico que acredito que há de agradar a muitos leitores.

Enquanto dormes – Alberto Marini

22587843SINOPSE: Enquanto dorme
Tudo pode acontecer…

Cillian, porteiro de um edifício de Nova Iorque, sente prazer em prejudicar as pessoas que o rodeiam. Ele conhece a fundo todos os inquilinos do prédio. Controla as suas idas e vindas, estuda-os, descobre os seus pontos fracos, os seus segredos.

Clara, a condómina do 5.º B, é a sua próxima vítima, e ele não parará enquanto não conseguir destruir-lhe a vida. Todas as manhãs, Cillian faz um jogo consigo próprio a que chama «roleta russa»: coloca a sua vida no abismo, procurando um motivo para viver mais um dia. Incapaz de ser feliz, o seu único conforto é impedir que os outros o sejam.

Clara é a sua antítese: uma mulher feliz, em paz, que reage com um sorriso a tudo o que a vida lhe oferece. A sua indestrutível vitalidade transtorna Cillian, que levará o seu jogo ao extremo. Um jogo que se revelará mais complexo do que alguma vez podia imaginar.

OPINIÃO: Impossível ler este livro e não sentir uma vontade constante de esmurrar com violência o protagonista.

Ei! Calma! É suposto que ele nos leve a esses sentimentos mais agressivos. O protagonista é o mau da fita, e ele é um ser tão desprezível que não cabe a hipótese de simpatizar, ter pena, seja o que for por este homenzinho!

É cobarde, vive nas sombras, desliza como uma cobra venenosa e fuça como um rato na vida das pessoas mascarado de idiota que não parte um prato.

Qual o objetivo de vida dele: trazer infelicidade a todos que lhe rodeiam.

Ele é infeliz e nada o faz feliz, a não ser a infelicidade dos outros. Tudo o que ele arquiteta leva tempo e paciência. Não é adepto da violência e constrange-se com sangue. Se alguém sorri demais ou encara a vida com otimismo, o alarme dele toca e, uma vez na sua mira, a pessoa verá o seu mundo virado do avesso.

Que idiota!

Apetece intervir a toda a hora.

Cilian não olha a quem ou a o quê. Todos são potenciais alvos da sua mesquinhice e malvadez. Desde intercetar as cartas de um idoso solitário, a roubar um cão a uma idosa, incentivar um tetraplégico ao suicídio, esconder-se debaixo da cama de Clara, …

Todos os dias, Cilian testa a sua vontade de viver, colocando-se a um pé da morte.

Afinal, o que motiva cada um de nós a acordar de manhã e enfrentar o mundo?

É um livro que se fecha várias vezes para respirar. Não por conter cenas chocantes, tristes ou violentas, mas para restabelecermos a calma.

Relembra-se que esta história foi originalmente concebida para o grande ecrã.