O velho e o mar – Ernest Hemingway

6385157SINOPSE: Santiago, um velho pescador cubano, minado por um cancro de pele que o devora cruelmente, está há quase três meses sem conseguir pescar um único peixe. Vai então bater-se, durante quatro dias, com um enorme espadarte, que conseguirá de facto capturar, para logo o ver ser devorado por um grupo de tubarões.

Esta aventura poética, onde Hemingway retrata, uma vez mais, a capacidade do homem para fazer face e superar com sucesso os dramas e as dificuldades da vida real, é seguramente uma das suas obras mais comoventes e aquela que mais entusiasmo tem suscitado, ao longo de mais de meio século, entre os seus fiéis leitores.

O Velho e o Mar recebeu o Prémio Pulitzer, de 1952, e, dois anos mais tarde, valeu a Hemingway a obtenção do Prémio Nobel da Literatura.

O Velho e o Mar é, porventura, a obra-prima de maturidade de E. Hemingway.

OPINIÃO: O velho é pescador.

O velho só tem um amigo: o rapaz.

O velho faz-se ao mar, em busca de um bom peixe. (Ou em busca de qualquer outra coisa mais transcendental, é o que se diz…)

Um peixe morde o isco, e o velho tem de segurar para que o peixe não fuja.

E, pronto, é isto.

Segura o peixe… é dificil. O peixe vai fugir… não pode ser! O peixe é forte… (parece que sim)

Há livros que me levam a esbugalhar os olhos quando tidos como GRANDES CLÁSSICOS!

O que é que raios é que esta historieta traz?

Bem, li muito sobre técnicas de pescaria e  há muito vocabulário sobre o tema.

O velho poderia ser uma boa personagem, se houvesse enredo para ele se mostrar.

Um livro muito, mas muito, preguiçoso. Para encher “chouriços” no currículo de um escritor que vivia da escrita para sobreviver.

Pequeno, com muito infodump (na altura isto não era problema, agora é um Deus nos livre se algum autor se põe a divagar sobre “nada” pelo meio das histórias), “O velho e o mar” não me convenceu nem um bocadinho. Terminei-o porque é minúsculo, e depois ri-me.

Acho que nunca vou entender como funciona isto dos clássicos!

Conhecem o lema: “tens fama, deita-te na cama?”

Pois… o nome vende. O nome é o clássico.

Btw, o autor suicidou-se. Parece que mesmo na altura dele, ele deve ter percebido que isto das obras-primas tende a vir no pos-morte.

Talvez o próprio autor procurasse algo nesta fase da sua vida e, tal como o velho, tudo o que encontrou perdeu-se. Restou uma história chata para contar.

Já estou como o outro, “se eu… vocês aplaudem?”

No hard feelings, please.

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Plot&Structure – James Scott Bell

20181SINOPSE: The second book in the Write Great Fiction series, Plot and Structure offers clear and concise information on creating a believable and engaging plot that readers can’t resist. Written by award-winning thriller and suspense author James Scott Bell, this handy instruction guide provides: Easy-to-understand techniques on every aspect of plotting and structure, from brainstorming story ideas to building scenes, and from using subplots to crafting knock-out endings; Engaging exercises, perfect for writers at any level and at any stage in their novel; Practical and encouraging guidance from one of the most respected writers publishing today; Full of diagrams, plot brainstormers, and examples from popular novels, mastering plot and structure has never been so simple.

OPINIÃO: Há uns meses, se me falassem em estrutura e outlinings, apontaria logo a palma da mão com o argumento convicto de que isso limitava a minha criatividade.

WRONG!!!!!!!

Bem dita a hora em que investi um pouco de tempo nestes livros!

James Scott Bell, de uma forma muito simples, exemplificativa e direta, ensinou-me o que eram os 3 atos, a resolução e as respetivas portas sem retorno. Com ele, aprendi a importância da primeira linha, dos inícios e a existência do incidente inicial.

Garanto que jamais escreverei um livro sem explorar estes pontos antes de tudo.

A facilidade com que tudo flui após a elaboração destes marcos é incrível. O caminho que se percorre é mais curto, pois não é um início que se dirige para um final, mas para um primeiro meio, depois para um segundo meio e, só depois de passar por estas fases, é que os nossos personagens se preparam para o climax.

James Scott Bell cita um prol de autores, tanto clássicos como contemporâneos, para segurar as premissas que admite como mais importantes na construção de uma história. O facto de serem realçados autores de diferentes eras demonstra que a estrutura não é uma moda recente, mas sim essencial para qualquer livro.

Estou rendida a esta temática e, além de James Scott Bell, outros autores já começam a chegar à minha moradia para me cultivarem sobre como tornar as minhas histórias fluídas, cativantes e dignas de saírem da minha cabeça para as vossas estantes.

Wish me luck e try it!

😉

A guerra dos mundos – H.G. Wells

a guerra dos mundosSINOPSE: ‘Então, bruscamente, os relâmpagos brancos do Raio da Morte aproximaram-se de mim. As casas desabavam como se, se dissolvessem ao seu contacto, e dardejavam chamas; as árvores incendiavam-se com um rugido. O Raio varria o curso do reboque, lambendo as pessoas que corriam, e desceu até à água a menos de cinquenta metros de distancia do local onde eu me encontrava. Rastejou sobre o rio em direcção a Shepperton e a água na sua esteira erguia-se numa chicotada fervente, coroada de vapor. Voltei-me para a margem.
Tenho uma vaga memória do pé de um marciano, pisando o terreno a uns vinte metros da minha cabeça. Recordo-me também de um longo momento de suspense e, depois, dos quatro marcianos que transportavam entre eles os restos do seu companheiro, ora claros, ora indistintos, através de um véu de fumo, recuando interminavelmente pela vasta extensão do rio e dos prados. E, depois, muito lentamente, compreendi que tinha escapado por milagre.’
‘A Guerra dos Mundos’, de H.G.Wells, é não só uma das obras fundadoras da moderna ficção cientifica (juntamente com alguns outros livros do mesmo autor, e com quase todos os romances de Jules Vernes), como foi ainda o romance que Orson Welles utilizou para a genial criação radiofónica que lançou o pânico nos EUA, com multidões inteiras a convencerem-se de que os marcianos tinham de facto chagado á Terra.
Este livro pode ler-se como uma fantasia: a história de uma guerra com um final, ao menos temporariamente, feliz. Ou pode pensar-se no contexto em que foi escrita (1898), numa altura em que o mundo ocidental pressentia que uma boa parte do que tinha sempre tido como imutável e seguro estava de facto a chegar ao fim. Em qualquer caso, e seja qual for a perspectiva do leitor, A Guerra dos Mundos não deixará de ser por todos considerada como uma narrativa verdadeiramente apaixonante.

OPINIÃO:

Um livro, sem dúvida, muito à frente tendo em conta o tempo em que foi escrito. Facilmente se visualiza este caos na atualidade. Aliás, não estamos nós a ser bombardeados com distopias, apocalipses zombie e afins? Seja qual for o motivo que espoleta o caos, o resultado é semelhante: verifica-se o retorno ao estado natureza, à anarquia, ao auge da lei do mais forte.
Talvez por isso este livro não me tenha conquistado. Não posso dizer que é mais do mesmo, porque o mesmo é que veio depois dele, mas, infelizmente, sinto-me calejada deste género e sobretudo porque “A guerra dos mundos” é muito básico. Não explora convenientemente os personagens, a prioridade está na descrição e imagino o impacto que terá tido aquando a sua publicação. O autor é o rei da descrição. Não há ponta que lhe falhe e pormenor que escape.
Voltando ao enredo, estou familiarizada, mais pela história do cinema, da explosão científica dos inícios do século xx. Vilões mecânicos e gigantescos eram, quiçá, assustadores e misteriosos para as gentes da época. Explosões, tiros verdes, armas de destruição massiva… Cai-me no rídiculo… Hoje, aponto essas escolhas aos americanos, que adoram “fazer barulho”. O século XXI está a regressar ao nível anterior do “mecânico” e já não se contenta apenas com a imagem. Procuramos o bicho que habita na alma humana e a morte ganha novamente um significado diferente, mais profundo. Daí eu não me sentir minimamente inclinada por este clássico, porque é muito superficial, bélico, tem ação a mais, sentimento e emotividade de menos.
Contudo, para finalizar, pareceu-me perceber que este livro terá tido alguma responsabilidade sobre alguns momentos da mediatica série “Walking Dead”. Há alguns pormenores recentes da série que estão visivelmente expostos aqui. Se assim o foi, é de louvar. Prova um trabalho de pesquisa com qualidade.

O último adeus – Lí Marta

34SINOPSE: Baseado numa história verídica, vivida entre os distritos de Viseu e Aveiro. Passamos por localidades como Tondela, Caramulo, Sernancelhe, Moimenta da Beira e Águeda. Três gerações de primogénitas vivem grandes histórias de amores inesquecíveis.

Dionora vive pobremente mas feliz com António. Até ao dia em que descobrem a doença fatal vivida nos anos cinquenta, a tuberculose. Com a morte do marido, Dionora deixa de ter forças para viver.

Luzita, a primogénita de Dionora, terá de lutar pelo primeiro amor da sua vida, um homem de classe ligeiramente superior à dela. Só que o destino salpicou-lhe a vida de negro.

Lídia, a primogénita de Luzita, vive também um grande amor. Mas fica nas suas mãos dar continuidade ao último adeus. Será que é capaz?

OPINIÃO:

Esta história tem pés, tronco e membros. Tem um prol interessante de personagens e tem climax suficiente para a construção de um bom livro.
O que não tem? Exploração suficiente em cada ponto que referi.
A autora reconta a história da vida da sua familia, confessa que acrescentou alguma ficção, mas a sua retenção em entrar a fundo nos seus personagens matou a história. Ela ter-se-á contido por respeito aos seus entes queridos e, ao agir desta forma, criou um livro bom para os mesmos, pois, o leitor anónimo pouco interesse terá em ler meias histórias, em saber apenas o lado bom dos personagens. Não é que ela não tenha incluído nada de negativo em relação a eles, mas como factos apenas, sem aprofundar.
Histórias de famílias, histórias de irmãos são super interessantes, são deliciosas de ler, pela variedade de personalidades que se pode encontrar em cada um, pelos problemas que surgem sempre, pelos desacatos típicos… Aqui, não há disso. E se há, é mencionado apenas. Todos falam de forma parecida, todos agem mais ou menos da mesma forma e os comportamentos soam mesmo artificiais.
Aguardo por um livro da autora em que não haja a desculpa da proximidade, da susceptibilidade negativa que possa criar para com os “reais”.
Pontos positivos, a tia, que se sobressaiu pela irreverência, e um momento em particular da Dionora que teve alguma surpresa e que, infelizmente, ficou por ali.
Na minha opinião, a autora tem força para criar bons romances se se deixar levar pela história, sem receio de ferir os possíveis leitores. Há que mudar os argumentos, alterar os métodos, as abordagens românticas, dar-lhes alguma particularidade. Enfatizo isto porque o romance de Dionora e da filha seguem as mesmas linhas: o café, o restaurante, as frases… Pouco envolvimento. O género pede emotividade e faltou-lhe isso.

Horror em Amityville – Jay Anson

29SINOPSE: A obra descreve as assustadoras experiências paranormais que George Lutz e sua família teriam vivenciado numa casa mal assombrada na Avenida Ocean 112, em Amityville, Nova Iorque, EUA. O livro obteve estrondoso sucesso, foi traduzido em vários idiomas e foi tema de alguns filmes cinematográficos. O incidente teria atraido famosos parapsicólogos, sensitivos e caçadores de fantasmas, alguns dos quais confirmaram a presença de ?energias malígnas? no local.

Segundo o autor, o livro descreve acontecimentos verídicos. Tudo teria começado em 13 de novembro de 1974 quando seis moradores da casa foram friamente assassinados enquanto dormiam. Ronald DeFeo Jr. de 23 anos, matou a tiros o pai Ronald DeFeo, a mãe Louise Brigante-DeFeo, os dois irm!ãos Marc e John e as duas irmãs Dawn Theresa e Allison Louise. O assassino, que cumpre pena, teria sido mentalmente impelido a cometer o crime por forças ?sobrenaturais?, provavelmente oriundas de ?um velho cemitério indígena sobre o qual foi construído o imóvel?.

Jay Anson escreveu que a família Lutz ficou apenas 28 dias na moradia porque não suportou mais a violência dos constantes fenômenos. Portas foram arrancadas, móveis se arrastavam, uma estranha substância verde escorria do teto, nuvens de insetos atacavam as crianças e vozes demoníacas soavam pelos cômodos. As forças do mal teriam até expulsado um padre que tentou exorcizá-las.

OPINIÃO: Foi a primeira vez que consegui ler um livro inteiro em ebook.

Ok, também este livro é bastante pequeno, mas já li livros bem mais pequenos que demoraram séculos a acabar!

Esta história é tida como verdadeira. É tida como baseada em factos reais. Aliás, o relato é-nos dado pelo jornalista que seguiu o caso e ficou intrigado com as lacunas existentes nas explicações racionais do abandono desta família do seu lar. Não houve racionalidade no abandono flagrante de uma mansão e de todo o seu recheio. Não existe justificação para tal, principalmente quando estamos a falar de uma família com três crianças pequenas a seu cargo!

Depois de esburacar mais um pouco o caso, o que se descobriu foram relatos idênticos, sob perspetivas diferentes.

Afinal, o que habita naquela casa de Amityville?

Sou suspeita, adoro histórias de fantasmas e demónios e coisa e tal.

Porém, o que acontece com este livro é o mesmo que sinto quando me ponho a ver aqueles programas de contato com o além, a limitação dos factos. Há um momento em que o ser humano deixa de perceber o que acontece, sente medo e foge. Fica, assim, o relato incompleto.

Criam-se especulações, mas nunca qualquer objetividade. Não é como numa história de ficção, em que o autor nos dá a conhecer a origem, o objetivo e o desfecho do enredo. Aqui, isso não existe. Apenas somos convidados a reviver os dias de “terror” que a família passou naquela casa e tentar, também nós (leitores), tirar as ilações do que poderá estar ali e com que objetivo.

Em geral, gostei, porque dá mesmo aquele calafrio.

BTW, o filme está mais trabalhado. A sétima arte preencheu as lacunas à sua maneira sensacionalista (que nós, amantes do terror, adoramos) e alterou algumas partes que poderiam não funcionar tão bem no grande ecrã, caindo, talvez, no ridículo. Refiro-me ao amigo imaginário que, no livro, é descrito como sendo um porco. No filme, é uma criança.

Leiam. Não perdem nada. O ebook é grátis, está disponível para download em imensos sites brasileiros. É pequeno e dá para entreter.