Por treze razões – Jay Asher

18033269_1501554846532299_8031842047339460361_nSINOPSE: Ao regressar das aulas, Clay Jensen encontrou à porta de casa uma estranha encomenda com o seu nome escrito, mas sem remetente. Ao abri-la descobriu sete cassetes com os lados numerados de um a treze. Graças a um velho leitor de cassetes, Clay é surpreendido pela voz de Hannah Baker, uma adolescente de dezasseis anos que se suicidara duas semanas antes e por quem estivera apaixonado. Na gravação, Hannah explica os treze motivos que a levaram a pôr fim à vida. Guiado pela voz de Hannah, Clay testemunha em primeira mão o seu sofrimento e descobre que os treze motivos correspondem a treze pessoas…

OPINIÃO: À semelhança do que tem acontecido com algumas das minhas reviews cinematográficas, a análise deste livro, e da sua adaptação pela Netflix, foi publicada pela IGN Portugal (AQUI).

Harry Potter e a criança amaldiçoada – J.K. Rowling, John Tiffany&Jack Thorne

29SINOPSE: Baseada numa nova história de J.K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne, Harry Potter e a Criança Amaldiçoada– a nova peça de teatro de Jack Thorne -, cuja estreia mundial decorreu no West End, em Londres, no passado dia 30 de julho, é a primeira história oficial de Harry Potter a ser apresentada na versão teatral.

Foi sempre difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele se tornou num muito atarefado funcionário do Ministério da Magia, casado e pais de três crianças em idade escolar.
Enquanto Harry luta com um passado que se recusa a ficar para trás, o seu filho mais novo, Albus, tem de se debater com o peso de um legado que nunca desejou. Quando o passado e o presente se cruzam, pai e filho confrontam-se com uma desconfortável verdade: por vezes as trevas vêm de lugares inesperados.

OPINIÃO: Sabe a pouco… Só deixa um ligeiro gosto na ponta da língua… Quero mais, não quero que isto acabe, quero continuar a viver neste mundo.

Mal abri o livro, a nostalgia invadiu-me. A nostalgia é um sentimento misto que alberga a felicidade com cobertura de tristeza.

O facto de ter sido escrito em formato guião não ajudou a preencher o vazio. Lê-se demasiado rápido e as páginas não têm como virar num frenesim.

Ainda tentei atrasar, tentei dar-lhe tempo, mas de cada vez que o abria um punhado de folhas ficava para trás e apercebia-me de que este livro não ia ser suficiente para me satisfazer.

Não há narrativa. Não há descrições ou passagens calmas a contextualizar as emoções e a dar espaço aos leitores para fazerem o mesmo. O segredo é fechar o livro e tentarmos produzir mentalmente o que lá não consta.

Quanto à história, Harry tem 40 anos e 3 filhos, tal como podemos assistir no final do 7volume.

Albus, o filho do meio, não é como o irmão James no que toca a popularidade. Além disso, Albus calha nos Slytherin e tem como melhor amigo o filho único de Draco Malfoy.

Albus quer, a todo o custo, ser digno de ser filho de quem é, mas, como qualquer filho que desconhece os medos e terrores da juventude dos pais, acaba por não se aperceber que há mais do Harry na sua luta constante por aceitação do que na popularidade dos irmãos.

Albus e Scorpius Malfoy (miúdo maravilhoso) procuram uma aventura que traz para o presente acontecimentos do quinto ano em Hogwarts de Harry: o torneio dos 3 feiticeiros. Lembram-se?

Foi uma delícia voltar lá com estes descendentes. Quantos de nós já relemos os livros e quisemos alterar certos momentos para ver o que acontecia?

É exatamente disso que este livro trata, do chamado efeito borboleta e do perigo que acarreta alterar o passado.

Também conhecemos um novo vilão e reencontramos o grande Senhor das Trevas, cujo nome já é pronunciado (lol).

O enredo tinha pés para andar, além do que o teatro trouxe com este guião. Há espaço para novas peripécias e só tenho pena que a autora não esteja interessada em voltar a dar voz a esta gente tão especial.

Vou manter a esperança. Afinal, o mesmo foi dito no passado e recebemos agora esta lufada de ar fresco com este 8 volume.

Vá lá, J.K…. até ao 10… para ficar num número mais completo…

Entre o agora e o nunca – J.A. Redmerski

3SINOPSE: Camryn Bennett decide, com a impetuosidade dos seus 20 anos, abandonar um quotidiano previsível e aventurar-se numa viagem sem destino em busca de si própria. Entra num autocarro de longo curso e deixa-se ir ao sabor do momento. É então que conhece a pessoa que irá mudar para sempre a sua vida – Andrew Parish, um jovem que vive a vida intensamente. O espírito livre e aventuroso de Andrew exerce sobre Camryn um poderoso fascínio e, pouco a pouco, vai quebrando as suas defesas, libertando-a das convenções que a impedem de viver plenamente o presente e expondo os seus desejos mais secretos. Sensual e inspirador, este romance fala-nos do amor, da paixão, do erotismo… e da coragem de vivermos até ao limite sem nos trairmos a nós próprios.

OPINIÃO: Aclamado, muito vendido, imensas estrelas no Goodreads… Odeio ler livros com demasiada expetativa! É que se calha de não me agradar, fico mesmo aborrecida.

Alguém que me explique que piada tem uma mocinha sair de casa, encontrar mocinho e passar o resto do livro praticamente a viajar de carro? Chega a um ponto em que o desfecho se torna previsível e é aqui que tudo se torna mesmo mau: plim! Cor de rosa para os românticos. God! Que coisinha mais sem jeito!

O que o safa é a qualidade dos diálogos, que são interessantes, de leitura entusiástica… Até se tornarem repetitivos e sem conteúdo, porque a própria história não tem conteúdo!

Foi mesmo uma reviravolta desagradável, porque eu estava a gostar! Li as primeiras páginas com interesse e estava desejosa de ver o twist, o percalço, a doorway with no return… Cadê? Quando cheguei a meio e a coisa não avançava no sentido de me dar qualquer surpresa, amuei. Até o mocinho perdeu piada (dar-lhe voz não foi boa ideia, tornou-o lamechas e afemeninado).

Que desilusão… Fico-me por aqui. O próximo volume não entra nas minhas leituras futuras.

A delicadeza – David Foenkinos

1SINOPSE: Nathalie e François podiam ser personagens de um conto de fadas. Desde que se conheceram, a sua relação irradia uma felicidade sem mácula. Mas não estamos perante o clássico girl meets boy. O que David Foenkinos nos oferece neste romance que explora o lado mais lúdico da ficção é uma análise séria, inteligente e bem-humorada do comportamento amoroso, capaz de nos fazer apaixonar pelos dois protagonistas e de nos envolver profundamente no seu drama humano.

Críticas de imprensa
«Foenkinos conseguiu realizar uma missão impossível: fazer sorrir e refletir com um romance de amor. Os seus diálogos, como as situações que descreve, são suculentos…e delicados. Um livro que se deve ler e oferecer.»
Le Fígaro

«O único romance selecionado para todos os prémios da rentrée literária (Médicis, Renaudot, Femina, Interallié e Goncourt).»
La Tribune

OPINIÃO: Que delicadeza… que história tão delicada… que personagens tão… delicados! Que seca!

Não entendo o cinema francês, pelo que parece, o mesmo se passa com a literatura!

Ok, reconheço que não sou uma criatura muito romântica. Porém, acredito que isso me torna mais exigente neste género! Há, inevitavelmente, livros que me cativam pelo amor que emanam, que me fazem torcer pelo casal e que me apertam o coração quando a imprevisibilidade lhes bate à porta. Este livro é simplesmente fraco!

Começa bem, no sentido em que promete uma certa emotividade (e consegue). Os primeiros acontecimentos permitem alguma entrega do leitor ao que Nathalie está a sentir. Depois, enrola… Enrola e embrulha e perde o interesse. Assim que a nova personagem entra em ação, já não tenho qualquer afeição por Nathalie. Gosto dele, são engraçados os seus pensamentos, até que se torna patético.

O fim. Teve um fim? Ok. Ele cai do céu e o mundo é cor de rosa e o tempo para e nunca mais há de correr outra vez porque “o resto do mundo não interessa”. What a cliché!!!

Definitivamente, não foi livro para mim.

A mulher silenciosa – A.S.A. Harrison

23SINOPSE: Jodi Brett e Todd Gilbert vivem juntos há vinte e dois anos, num confortável apartamento em Chicago com vista para o lago. Os dias decorrem numa tranquilidade aparente, à medida que a sua relação se vai lentamente consumindo. Até ao dia em que Jodi fica a saber que Todd tem um relacionamento sério com a filha de um dos seus melhores amigos, Natasha Kovacs. Em estado de negação, Jodi não reage quando Todd lhe diz que vai casar com Natasha ou quando a avisa de que ela terá de abandonar o apartamento onde vivem. Mas este será, para Jodi, um ponto de viragem sem regresso possível. Um romance avassalador, misto de comédia de costumes e thriller psicológico, que nos revela o lado negro do casamento e até onde uma mulher é capaz de ir quando já nada mais tem a perder.

OPINIÃO: Nem sei o que dizer deste livro!

Reconheço-lhe algum interesse, uma temática que merece ser explorada, mas… não sei!

Temos uma protagonista que é díficil de gostar se atendermos aos pormenores: Há 22 anos que vive com Todd e não quer casar, apesar de ele já lhe ter feito inúmeros pedidos; não tem um trabalho “a sério”, dando algumas consultas em casa; tem gostos extremamente caros, dispensando uma quantia enorme de dinheiro em artigos de alta qualidade; sabe que o marido a trai, mas finge não ver… Façam as contas, que mulher é esta? Quando Todd encontra uma pessoa que, hum, digamos, não é tão “silenciosa”, acaba por se apaixonar e deixar Jodi sem nada. Então? Não foi ela que não quis compromisso?

Não sei! Esta história deixou-me confusa. Talvez devido à passividade dela face ao caos que se avizinha dela a cada minuto. Talvez por eu ser uma pessoa tempestiva, a explodir emoções, me sinta intimidada com uma mulher assim, tão… tão controlada? Será que lhe podemos chamar controlo?

Leiam e vejam por vocês mesmos o que tento explicar.

Quanto à escrita, é lenta pelos extensos parágrafos e escassos diálogos. Podia ser mais interessante se tivesse enveredado por um pacing mais rápido, uma vez que o género acaba por o exigir.