Aleph – José Luís Borges

9789897220715SINOPSE: O Aleph é um livro de histórias curtas de Jorge Luis Borges, publicado em 1949 e contendo, entre outros, o conto que dá nome ao livro. O escritor aborda vários pontos paradoxais como a imortalidade, a identidade, o duplo, a eternidade, o tempo, a soberba, a condição humana e suas crenças, com um alto grau de criatividade e escrita superior, com elevadíssimo grau cultural, submetendo o leitor a um intrincado labirinto de ideias e reflexões.

OPINIÃO: O que retirei de cada conto:

O imortal

A imortalidade é inércia e não é desejável. Os humanos são especiais porque morrem, mas os animais são imortais porque não se apercebem de que a morte existe e não a temem.

What?

Ora, discordo deste ponto, os animais, ao contrário dos homens, não cessam de viver num estado constante de sobrevivência e instinto, o que, a meu ver, está muito ligado com a percepção da existência, surpresa e inevitabilidade da morte.

De resto, são 9487473828299 referências a tudo e mais alguma coisa, sem aprofundar nada de nada. Tipo, só para dar uma ideia de que é culto, e letrado, e tal… *sigh

O morto

Deste, percebi que havia uma ruiva.

Os teólogos

O que é isto? Referências gregas e romanas umas atrás das outras?
Desisto! Que livro mais nojento, que coisa mais intragável!!!!

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A guerra dos mundos – H.G. Wells

a guerra dos mundosSINOPSE: ‘Então, bruscamente, os relâmpagos brancos do Raio da Morte aproximaram-se de mim. As casas desabavam como se, se dissolvessem ao seu contacto, e dardejavam chamas; as árvores incendiavam-se com um rugido. O Raio varria o curso do reboque, lambendo as pessoas que corriam, e desceu até à água a menos de cinquenta metros de distancia do local onde eu me encontrava. Rastejou sobre o rio em direcção a Shepperton e a água na sua esteira erguia-se numa chicotada fervente, coroada de vapor. Voltei-me para a margem.
Tenho uma vaga memória do pé de um marciano, pisando o terreno a uns vinte metros da minha cabeça. Recordo-me também de um longo momento de suspense e, depois, dos quatro marcianos que transportavam entre eles os restos do seu companheiro, ora claros, ora indistintos, através de um véu de fumo, recuando interminavelmente pela vasta extensão do rio e dos prados. E, depois, muito lentamente, compreendi que tinha escapado por milagre.’
‘A Guerra dos Mundos’, de H.G.Wells, é não só uma das obras fundadoras da moderna ficção cientifica (juntamente com alguns outros livros do mesmo autor, e com quase todos os romances de Jules Vernes), como foi ainda o romance que Orson Welles utilizou para a genial criação radiofónica que lançou o pânico nos EUA, com multidões inteiras a convencerem-se de que os marcianos tinham de facto chagado á Terra.
Este livro pode ler-se como uma fantasia: a história de uma guerra com um final, ao menos temporariamente, feliz. Ou pode pensar-se no contexto em que foi escrita (1898), numa altura em que o mundo ocidental pressentia que uma boa parte do que tinha sempre tido como imutável e seguro estava de facto a chegar ao fim. Em qualquer caso, e seja qual for a perspectiva do leitor, A Guerra dos Mundos não deixará de ser por todos considerada como uma narrativa verdadeiramente apaixonante.

OPINIÃO:

Um livro, sem dúvida, muito à frente tendo em conta o tempo em que foi escrito. Facilmente se visualiza este caos na atualidade. Aliás, não estamos nós a ser bombardeados com distopias, apocalipses zombie e afins? Seja qual for o motivo que espoleta o caos, o resultado é semelhante: verifica-se o retorno ao estado natureza, à anarquia, ao auge da lei do mais forte.
Talvez por isso este livro não me tenha conquistado. Não posso dizer que é mais do mesmo, porque o mesmo é que veio depois dele, mas, infelizmente, sinto-me calejada deste género e sobretudo porque “A guerra dos mundos” é muito básico. Não explora convenientemente os personagens, a prioridade está na descrição e imagino o impacto que terá tido aquando a sua publicação. O autor é o rei da descrição. Não há ponta que lhe falhe e pormenor que escape.
Voltando ao enredo, estou familiarizada, mais pela história do cinema, da explosão científica dos inícios do século xx. Vilões mecânicos e gigantescos eram, quiçá, assustadores e misteriosos para as gentes da época. Explosões, tiros verdes, armas de destruição massiva… Cai-me no rídiculo… Hoje, aponto essas escolhas aos americanos, que adoram “fazer barulho”. O século XXI está a regressar ao nível anterior do “mecânico” e já não se contenta apenas com a imagem. Procuramos o bicho que habita na alma humana e a morte ganha novamente um significado diferente, mais profundo. Daí eu não me sentir minimamente inclinada por este clássico, porque é muito superficial, bélico, tem ação a mais, sentimento e emotividade de menos.
Contudo, para finalizar, pareceu-me perceber que este livro terá tido alguma responsabilidade sobre alguns momentos da mediatica série “Walking Dead”. Há alguns pormenores recentes da série que estão visivelmente expostos aqui. Se assim o foi, é de louvar. Prova um trabalho de pesquisa com qualidade.

Horror em Amityville – Jay Anson

29SINOPSE: A obra descreve as assustadoras experiências paranormais que George Lutz e sua família teriam vivenciado numa casa mal assombrada na Avenida Ocean 112, em Amityville, Nova Iorque, EUA. O livro obteve estrondoso sucesso, foi traduzido em vários idiomas e foi tema de alguns filmes cinematográficos. O incidente teria atraido famosos parapsicólogos, sensitivos e caçadores de fantasmas, alguns dos quais confirmaram a presença de ?energias malígnas? no local.

Segundo o autor, o livro descreve acontecimentos verídicos. Tudo teria começado em 13 de novembro de 1974 quando seis moradores da casa foram friamente assassinados enquanto dormiam. Ronald DeFeo Jr. de 23 anos, matou a tiros o pai Ronald DeFeo, a mãe Louise Brigante-DeFeo, os dois irm!ãos Marc e John e as duas irmãs Dawn Theresa e Allison Louise. O assassino, que cumpre pena, teria sido mentalmente impelido a cometer o crime por forças ?sobrenaturais?, provavelmente oriundas de ?um velho cemitério indígena sobre o qual foi construído o imóvel?.

Jay Anson escreveu que a família Lutz ficou apenas 28 dias na moradia porque não suportou mais a violência dos constantes fenômenos. Portas foram arrancadas, móveis se arrastavam, uma estranha substância verde escorria do teto, nuvens de insetos atacavam as crianças e vozes demoníacas soavam pelos cômodos. As forças do mal teriam até expulsado um padre que tentou exorcizá-las.

OPINIÃO: Foi a primeira vez que consegui ler um livro inteiro em ebook.

Ok, também este livro é bastante pequeno, mas já li livros bem mais pequenos que demoraram séculos a acabar!

Esta história é tida como verdadeira. É tida como baseada em factos reais. Aliás, o relato é-nos dado pelo jornalista que seguiu o caso e ficou intrigado com as lacunas existentes nas explicações racionais do abandono desta família do seu lar. Não houve racionalidade no abandono flagrante de uma mansão e de todo o seu recheio. Não existe justificação para tal, principalmente quando estamos a falar de uma família com três crianças pequenas a seu cargo!

Depois de esburacar mais um pouco o caso, o que se descobriu foram relatos idênticos, sob perspetivas diferentes.

Afinal, o que habita naquela casa de Amityville?

Sou suspeita, adoro histórias de fantasmas e demónios e coisa e tal.

Porém, o que acontece com este livro é o mesmo que sinto quando me ponho a ver aqueles programas de contato com o além, a limitação dos factos. Há um momento em que o ser humano deixa de perceber o que acontece, sente medo e foge. Fica, assim, o relato incompleto.

Criam-se especulações, mas nunca qualquer objetividade. Não é como numa história de ficção, em que o autor nos dá a conhecer a origem, o objetivo e o desfecho do enredo. Aqui, isso não existe. Apenas somos convidados a reviver os dias de “terror” que a família passou naquela casa e tentar, também nós (leitores), tirar as ilações do que poderá estar ali e com que objetivo.

Em geral, gostei, porque dá mesmo aquele calafrio.

BTW, o filme está mais trabalhado. A sétima arte preencheu as lacunas à sua maneira sensacionalista (que nós, amantes do terror, adoramos) e alterou algumas partes que poderiam não funcionar tão bem no grande ecrã, caindo, talvez, no ridículo. Refiro-me ao amigo imaginário que, no livro, é descrito como sendo um porco. No filme, é uma criança.

Leiam. Não perdem nada. O ebook é grátis, está disponível para download em imensos sites brasileiros. É pequeno e dá para entreter.