Sobre o Maresia e Fortuna

Maresia e FortunaChega finalmente o meu mais recente livro. Depois de cerca de 2 anos a trabalhar no enredo (muitos cortes, apontamentos, pesquisas e algumas dores de cabeça para colmatar falhas), está pronto para ser recebido por vocês.

“Maresia e Fortuna” foi uma obra que me deu imenso prazer escrever, e espero que traga momentos muito agradáveis aos leitores que decidirem apostar nele.

As personagens são seres humanos falíveis; a história densa e (para quem já me conhece) um pouco negra.

Este livro não tem elementos sobrenaturais, é uma estreia fora da minha “área de conforto”. No entanto, digo-o, sem reservas, que fiquei satisfeita com o resultado.

Como já o disse anteriormente, relativamente aos Soberbas, as opiniões dos leitores são importantes para que os autores possam evoluir e também para lhes dar confiança para continuarem a produzir. Não se inibam, depois de ler um livro, comentem!

Chega de blábláblá, e vamos lá apresentar o Maresia e Fortuna:

Maresia e Fortuna

O amor é protagonista de uma história recheada de segredos e relações perigosas

Maresia e Fortuna, de Andreia Ferreira, é o mais recente romance publicado pela Coolbooks e está disponível a partir de hoje (em formato físico e digital), na livraria virtual Wook(AQUI), na Bertrand.pt(AQUI) e no Espaço Professor(AQUI) da Porto Editora.

Foi por amor que Eduardo nasceu e cresceu junto de Adelaide, Francisco e Simão. Por amor viu descoberta a sua verdadeira história e identidade. Foi também por amor que se moldou e revoltou a vida da pacata vila piscatória de Apúlia e dos seus habitantes.

Numa trama que vive entre o presente e o passado, as relações humanas, carregadas de mentiras, segredos e crimes, expõem os pecados da condição humana num desenlace surpreendente.

A dicotomia entre a natureza e o homem, o puro e o impuro, o mar e a floresta são elementos que fazem a história de Maresia e Fortuna.

Andreia Ferreira apresenta um romance moderno, revestido de elementos clássicos, onde o amor se confunde com a paixão e a violência das relações humanas.

SINOPSE

O que é o verdadeiro amor?

Para Eduardo, de 17 anos, é a mãe e o irmão mais velho, Simão. Este, porém, tem um segredo que o empurra para a bebida e Eduardo receia que o seu irmão se suicide, tal como o pai de ambos o fizera, dez anos antes.

Júlia acredita que passou ao lado de um grande amor. Em busca da verdade que mudará a sua vida, regressa à vila de Apúlia para reconstruir um passado de que não se consegue recordar.

O caminho desta mulher perturbada está prestes a cruzar-se com o de Eduardo, trazendo à tona segredos, paixões agressivas e remorsos intemporais, com consequências devastadoras sobre a vida da outrora pacata vila piscatória. Uma alegoria moderna de um clássico, onde os humanos se destroem sem precisarem de intervenção divina.

A AUTORA

Nascida e criada em Braga, Andreia Ferreira orgulha-se muito do seu sotaque.

Escreve nos cafés, roubando histórias ao mundo de cada um para se inspirar.

Licenciou-se em Línguas e Literaturas Europeias, tem duas pós-graduações e agora está a frequentar a licenciatura em Direito.

É casada e tem um filho.

É autora da trilogia Soberba e administra o blogue “d311nh4” desde 2010.

Desde os 11 anos, abre o correio na expectativa de ter à sua espera uma carta para Hogwarts.

O QUE SE DIZ SOBRE O LIVRO:

(EM ATUALIZAÇÃO)

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Rei Édipo – Devaneios da entidade reveladora (Regresso)

“Como é terrível o saber quando não traz vantagem possuí-lo – Este é um facto que eu bem conheço, mas havia-me esquecido.” Sófocles, Rei Édipo, vv.316-317.
    Esta magnífica frase que fala de um conhecimento que é desastroso e que havia sido esquecido, retrata em grande a obra clássica, mítica e única de o “Rei Édipo”.
    Esta é mais uma das luminosas peças da Grécia Antiga que ilustra o poder que o destino tem sobre a vida dos mortais. É precisamente a esse saber que esta sentença se refere, para quê ter conhecimento de algo que não é possível mudar?
    O destino de Édipo foi traçado para cumprir uma linha terrível à sua nascença, matar o pai e casar com mãe. No entanto como qualquer humano dotado de um ego desmedido ao tamanho do seu escasso poder, Édipo pensou que poderia alterar o rumo das palavras do mensageiro. Contudo, as linhas foram escritas “tortas” e Édipo ao fugir da casa dos pais acaba por se dirigir directamente para onde o destino deseja que este se encaminhe. Logo, esta notícia que veio do mensageiro, não foi em vão, é propositado que Édipo adquira o conhecimento destas palavras fatídicas que o farão tomar atitudes, à partida acertadas mas que o enviarão a cumprir inconscientemente o carma a si imposto.
    Este saber não trouxe felicidade para Édipo mas com os anos foi esquecido. Nessa altura o valente sabia a densidade que certas palavras podem ter na vida dos mortais, ao ter de fugir do local onde cresceu e afastar-se de quem o criou, Édipo conheceu na pele o poder que o inalcançável e as suas sentenças têm sobre os mortais. Contudo, no futuro comete o erro de querer conhecer as verdades que o demolirão. O ego retorna com o esquecimento e com a aparente finta que este pensa ter dado ao destino, até que este o arrebata sem piedade.
O drama que envolve a história de Édipo é sufocante porque o leitor conhece antes do personagem a verdade que este procura incessantemente e antecipa as acções que tamanha informação poderá despoletar.
Nesta peça reconhecemos dois tipos de conhecimentos, aquele que a sentença se refere, o indesejável que não se pode alterar e aquele que está em falta na consciência da personagem. Isto é, se Édipo conhecesse as suas origens, se soubesse que fora entregue aos pais que conhece quando era apenas um bebé, ele nunca teria ido de encontro à sua destruição.
A veracidade da frase é inquestionável quando analisado o trágico caminho que Édipo percorre, foi o saber que o destruiu juntamente com a incapacidade humana de aceitar o destino imposto, porque foi este último que o impeliu a agir erradamente.

Propósito


Uma vida sem limites
é um campo selvagem
onde crescem ervas daninhas
de força imune.
O propósito é o carreiro de pedras
que te leva às flores.
Flores estas que são sonhos
que nunca adormeceram.
Correm nas veias por vezes esquecidos…
apenas lembrados na penumbra da escuridão!
Amor, Amizade, Respeito,
carinho e afecto,
ingredientes de uma sopa de alegria próspera
que visa um final relevante e heróico…
Ser feliz!!!

Morpheu


Onde estás Morpheu?
Para me embarcares na tua viagem.
A tua ausência enfraquece o meu espírito,
abre portas a devaneios.
Pesam-me os olhos da escuridão temporária
que anseiam.
Esqueceste-te de mim e o paraíso não encontro!
Os membros pousam mas a alma desperta recria terrores e angústias numa mente exausta,
vencida, usada, penitente da inexistência do teu toque celestial que transporta para mundos inalcançaveis à realidade humana.
Toca-me Morpheu,
eleva-me à tua condição de Deus,
banha a minha alma aturdida da realidade nos teus contemplos,
nos teus braços aconchegantes.
Estás a cheagar Morpheu?
Minhas pálpebras cedem vagarosamente,
o teu sopro recai sobre os meus cabelos pausando a palpitação atribuindo-lhe um ritmo por igual.
Quente, o fogo sinto na pele!
Conforto de um deleitoso aposento que repousa a minha mortalidade.
Sou quadro agora, tela em branco onde pintarás o rosto belo das paisagens so Olimpo.
Sonhos!

Tempos….


houve tempos k em tempos se passaram,
que era feliz e antepassaram!
agora sao tempos de tempos de inseguranca que n passam…
permanecem na esperanca!
quando vira o tempo que desistirei da redondancia e m submeterei a simples lembranca?
o tempo da felicidade,
o tempo d viver,
acabar com o tempo de plantar e n colher!
o que sera de mim no futuro lunar?
nao serei quente?
irei congelar?
vou ser cautelosa,
desaprendi a amar,
fui desiludida
por quem n m resta que dar!
cada vez mais
me vejo sozinha,
sem ter em que me agarrar,
tou a cair num abismo que me poe a pensar!
se o amor e paixao
e fogo no coracao?
como penetrei eu?
nesta imensa solidao?