9 de novembro – Colleen Hoover… por Andreia Silva

31925705SINOPSE: O dia 9 de novembro

No último dia de Fallon em Los Angeles, a sua vida cruza-se com a de Ben e os dois apaixonam-se perdidamente. A química que os une é tão forte e incontrolável que, apesar de Fallon estar a caminho de Nova Iorque, os dois prometem encontrar-se novamente.

Os reencontros

Durante cinco anos, sempre no dia 9 de novembro, Fallon e Ben encontram-se para construírem a sua história de amor, entre as várias relações e atribulações das suas vidas separadas. Apesar de só estarem juntos uma vez por ano, os dois envolvem-se cada vez mais e partilham um amor pleno de entrega, paixão e intensidade, capaz de os transformar e de sarar cicatrizes profundas.

Cinco anos depois

Fallon descobre que Ben carregou um enorme segredo durante cinco anos. O choque e a desilusão tomam conta do coração da jovem, devastada com a possibilidade de tudo ter sido uma farsa.

Estarão os dois preparados para aceitar que as histórias de amor nem sempre têm um final feliz? Ou será Fallon capaz de perdoar o homem que ama?

O passado, o presente e o futuro cruzam-se num livro arrebatador e envolvente.

OPINIÃO: O destino de Fallon cruza-se com o de Ben, num dia com demasiados significados negativos para ambos. Há uma conexão rápida, mas intensa, que os leva a que durante cinco anos, no dia 9 de novembro, eles se reencontrem. O amor que vai crescendo entre eles tornará a revelação dos segredos muito mais dolorosa e inesperada.

Não sei se haverá uma opinião a este livro que faça justiça àquilo que ele representa. Há livros que nos tocam, que nos levam a sentir palpitações e que nos marcam. Depois de ler este livro, senti-me intensamente afetada.

Esta história pode parecer extremamente banal, porque parece que sabemos de antemão como se vai desenrolar e o qual será o final do enredo. E sabemos, até certo ponto. Mas a forma como a autora consegue com a sua escrita nos apegar à vida dos personagens, faz com que queiramos estar ao lado deles para os consolar ou para nos alegrarmos com eles.

A forma como a Fallon está construída torna-a um personagem memorável. É quase palpável a dor física e psicológica que ela enfrenta. Chega a ser cruel imaginarmos as descrições daquelas aflições e maleitas.

Senti falta apenas de algum enquadramento à medida que cada ano passava. Algo que nos permitisse entender o ponto em que os dois estavam em termos emocionais. Mas entendo… Entendo que a autora quis encerrar a história dos dois numa bolha e que, portanto, sendo o mundo quem estava a mais, não teria direito a tempo de antena.

É uma excelente história e é um livro demasiado bom para não ser lido e relido mais do que uma vez.

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O coração de Simon contra o mundo – Becky Albertalli… por Andreia Silva

image.jpgSINOPSE: Simon Spier tem 16 anos e os únicos momentos em que se sente ele próprio são vividos atrás do computador.

Quando Simon se esquece de desligar a sessão no computador da escola e os seus emails pessoais ficam expostos a um dos colegas, este ameaça revelar os seus segredos diante de toda a escola.

Simon vê-se, assim, obrigado a enfrentar as suas emoções e a assumir quem verdadeiramente é perante o mundo inteiro.

OPINIÃO: Simon Spier tem 16 anos e um mundo dentro de uma caixa de email. Quando a ansiedade não o deixa esperar até chegar a casa, Simon abre o email no computador da escola. Esquecendo-se de encerrar a sessão, o seu segredo é exposto. Simon prepara-se para viver o dilema da sua vida.

Becky Albertalli já me habituou a isto (apesar de, na teoria, este livro se passar antes do outro que li antes, dando para ler os dois individualmente): histórias frescas, leves, mas ao mesmo tempo intensa. É impossível não ficarmos a refletir depois da leitura.

Simon é uma daquelas personagens que não precisaria de mais nenhuma a acompanhá-lo nesta história. É de tal forma completo nas suas acções e nos seus pensamentos que acaba por tornar o livro marcante por si só.

No entanto, havendo outros personagens, as relações entre eles estão muito bem construídas. Ficamos a torcer por cada um deles, com a sensação de que somos um bocadinho amigos deles também.

Claro que temos sempre partes que são clichés,  mas não seria um jovem adulto se não as tivesse. Mas não é isso que sempre procuramos num livro deste género? Aquela sensação de ainda pertencermos a um grupo de amigos com os seus segredos, as dúvidas e as incertezas. E este livro dá-nos essa sensação.

Todo o romance gira à volta dos emails e do Simon. Há mistério suficiente para deixar o leitor intrigado ao longo das páginas. O final acabou por me surpreender.

É um livro muito bom que pode (e deve!) ser lido por todos.

 

Análise do filme… por Andreia Ferreira:

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Os altos e baixos do meu coração – Becky Albertalli… por Andreia Silva

40030330SINOPSE: Aos 17 anos, Molly sabe tudo o que há para saber sobre o amor não correspondido. É que a jovem já se apaixonou 27 vezes, mas sempre em segredo. E por mais que a irmã gémea, Cassie, lhe diga para ter juízo, Molly tem sempre cuidado. É melhor ter cuidado do que sofrer.

Quando Cassie se apaixona, a sua nova relação traz um novo círculo de amigos. Dele faz parte Will, que é engraçado, namoradeiro e um excelente candidato a primeiro namorado da Molly.

Mas há um problema: o colega de Molly, Reid, um cromo e fã incondicional de Tolkien, por quem ela jamais se apaixonaria… certo?

Uma história divertida e comovente sobre primeiros amores e a importância de sermos fiéis a nós mesmos.

OPINIÃO: Molly chega a esta livro com um currículo de 27 paixões, zero namoros, zero beijos e 27 não tentativas. Ela pensa que será melhor não se aproximar para não sofrer. A irmã gémea apaixona-se por uma rapariga, que tem um melhor amigo. E seria mesmo fixe se as gémeas se apaixonassem por melhores amigos. Só que Molly aprende que nunca, mas nunca, se manda no coração.

Já tinha lido este livro em inglês, na altura em que foi lançado, e tive exatamente a mesma sensação da altura (cheguei mesmo a sentir alguns dejá vus): é uma história que parece parva por parecer ser igual a todas as outras escritas e por se parecer com muitas vidas de muitos adolescentes espalhados por este mundo fora. É parecida, mas a forma como a autora a aborda é que a torna diferente e especial.

Estas páginas são dotadas de uma escrita leve, bem humorada, inteligente e muito convidativa à reflexão. No meio de algumas parvoíces e de pensamentos banais, a autora mostra-nos que a adolescência não é fácil e que, de certo modo, é ela que nos obriga a olhar para dentro de nós mesmos e a valorizar aquilo que somos e aquilo que fazemos.

Leva o leitor a voltar atrás no tempo (a não ser que já lá esteja). Eu recuei um pouco no tempo e senti aquele turbilhão de sentimentos, tão típico desta idade. E gostei mesmo desta viagem.

É uma história simples, mas ao mesmo tempo cheia de complexidades. Além de, com muita subtileza, somos chamados à atenção para questões como o bullying ou a homofobia. É um livro que se denomina como sendo para jovens. Não concordo. É para todos!

Chama-me pelo teu nome – André Aciman… por Andreia Silva

40516744.jpgSINOPSE: Chama-me pelo Teu Nome é um romance arrebatador sobre o desejo e a experiência da atração. Uma das grandes histórias de amor do nosso tempo, narrada de forma inteligente e imprevisível.

Na idílica Riviera italiana nasce um romance intenso entre um rapaz de dezassete anos e o convidado dos pais, um estudante universitário que irá passar com eles umas semanas no verão.

Divididos entre o receio das consequências e o fascínio que não conseguem esconder, avançam e recuam movidos pela curiosidade, o desejo, a obsessão e o medo, até se deixarem levar por uma paixão arrebatadora e descobrirem uma intimidade rara que temem nunca mais encontrar.

OPINIÃO: Na Riviera italiana, durante o verão, nasce um romance entre Elio, um jovem de dezassete anos, e Oliver, um estudante universitário que passa umas semanas com os pais de Elio. Com o medo e o desejo em guerra, os dois tentam entender o sentimento que nasceu ali, travando batalhas a cada olhar trocado.

“Chama-me pelo teu nome” é um livro intemporal. Poderá ser lido daqui a muitos anos e, ainda assim, impactar quem o lê. Dotado de uma escrita poética e algo floreada, carregada de metáforas e descrições, faz com que o leitor queira guardar esta leitura num lugar especial.

Mesmo que o leitor não se identifique com os personagens, ou mesmo com a própria história, é impossível não se deixar embrenhar nas emoções e nos sentimentos que estas duas pessoas sentem e partilham. A forma como esta relação é descrita extravasa as páginas, chegando a nós.

É um livro bastante gráfico no que diz respeito a descrições do foro sexual, não sendo no entanto um livro erótico, até porque não me parece que seria essa a ideia do autor ao descrever essas passagens. É coerente com a história por esta estar escrita e descrita de uma forma bastante crua, sem grandes enrolamentos.

É um livro que se lê muito bem. A escrita está muito bem trabalhada e ao mesmo tempo fluída, facilitando que não se dê pelas páginas a passar. Gostei do enredo em si, porque nos mostra como o amor pode aparecer no sítio mais improvável e que nem todas as histórias de amor são iguais. Mostra-nos outros pontos de vista de uma história de amor sem retirar todo o encanto e todo o sentimentalismo que estas podem acarretar.

A ilha dos segredos – Nadia Marks… por Andreia Silva

40660796.jpgSINOPSE: Muitas vezes, a vida corre ao contrário do planeado. Anna sabe-o melhor do que ninguém. Por isso, a viagem até à ilha onde estão as suas raízes promete dar-lhe a força de que tanto precisa. Na Grécia, Anna irá enfrentar a história desconhecida da sua família e descobrir mistérios enterrados há mais de cinquenta anos.

Nessa ilha paradisíaca do mar Egeu e à sombra dos limoeiros da casa de família, Anna irá confrontar-se com segredos dolorosos, histórias antigas e sensações adormecidas.

A Ilha dos Segredos é um romance sobre como o passado, o afeto pelos outros e a liberdade podem curar as feridas mais profundas.

«O grego antigo tem quatro palavras distintas para amor: agápe, eros, philía e storgé. Poderá afinal existir uma?»

OPINIÃO: Depois da vida de Anna mudar radicalmente, especialmente quando o marido lhe diz que está apaixonado por outra mulher, decide regressar às origens com o pai. Origens essas que ficam localizadas numa ilha grega, rodeada de mar, calor e segredos de família. Mas desta última, Anna não fazia a mínima ideia.

Confesso que no início a história não me estava a agradar muito, isto porque me parecia demasiado simples. Acontecia tudo demasiado rápido sem grande emotividade. Parecia que a autora queria despachar o enredo em poucas palavras.

Mais para a frente, abrandou e já consegui desfrutar mais. Gostei da história do pai de Anna e os motivos por detrás dos tais segredos na família. No entanto, continuei a não me sentir dentro do enredo.

A forma como a autora escreve e descreve os sentimentos e emoções não permitiu que me sentisse na pele dos personagens. Não me senti na Grécia. Falta profundidade na escrita e uma história deste género, com alternâncias entre passado e presente e segredos escondidos, merece que o leitor se embrenhe no meio, sem se achar como um mero espetador.

É um bom livro para entreter, mas acho que teria muito mais potencial se fosse mais explorado e se tivesse o enredo mais densifcado. No entanto, é uma leitura ideal para férias ou para quem procura relaxar.

Mesmo que não me tenha sentido verdadeiramente na Grécia, deu para imaginar praias com águas tranquilas, sol brilhante e, principalmente, pão com azeitonas!