Atypical – Netflix

Sabem aquelas séries que simplesmente nos caem bem?

Aquelas histórias que nos fazem rir, zangar e emocionar na mesma medida?

Além disso, ainda aprendemos umas coisinhas!

Vejam o meu comentário AQUI!

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Maniac – Netflix

6469fc32-resenha-maniac-netflix-resumo-critica-3Em setembro, a Netflix lançou a minissérie Maniac.

Parece que as opiniões divergem de 8 para 80. Eu cá fiquei-me pelo 8…

Podem conferir a minha opinião AQUI!

E por aí? O que acharam?

IT – A coisa… em Portugal

Depois do sucesso alcançado pelo filme IT em 2017, Portugal apostou finalmente na publicação da obra de culto de Stephen King.

Como sabem, o filme de 2017 é um remake do telefilme que aterrorizou crianças e adolescentes (e adultos, apesar de estes não admitirem eheh) em 1990.

Foi na década de 90 que o palhaço assassino ganhou lugar cativo e de destaque dentro do género. O Pennywise dos esgotos, com o seu balão vermelho e com as suas promessas de que ajudaria as criancinhas a flutuar, acabou por se tornar num clássico do terror, de mãos dadas com outros ícones como Freddy Krueger e Jason.

Contudo, apesar de o livro ter sido publicado por mais de 40 países na altura, Portugal apenas recebe a história desta aventura arrepiante nada mais, nada menos, do que 32 anos depois da publicação original (1986), pela editora que detém os direitos de publicação do Mestre no nosso país: a Bertrand Editora.image

O livro estará à venda a partir do dia 12 de outubro, dividido em dois volumes. (O original tem mais de 1300 páginas)

SINOPSE

O clássico de King sobre sete adultos que regressam ao lugar onde cresceram para enfrentar um pesadelo que todos eles lá viveram… algo maléfico e sem nome: a Coisa.
Bem-vindos a Derry, no Maine. Uma cidade vulgar: familiar, ordeira e, na maior parte das vezes, um bom sítio para viver.
Mas há um grupo de crianças que sabe que há algo de tremendamente errado com Derry. É nos esgotos da cidade que a Coisa se esconde, à espreita, à espera… e às vezes sobe ao solo, tomando a forma de todos os pesadelos, do maior medo que se encerra dentro de cada um de nós.O tempo passa, as crianças crescem e esquecem. Mas a promessa que fizeram há vinte e oito anos exige-lhes que voltem à cidade da infância para enfrentarem o mal que se agita bem no fundo da memória de todos e emerge agora, uma vez mais, trazendo novamente o pesadelo e o terror ao presente.

Primeiras páginas AQUI.

Podem ler AQUI a minha opinião.

Podem adquiri-lo AQUI.

You can float too! eheh

 

Confiram o booktrailer:

O medo – C.L. Taylor

41197689SINOPSE: Quando Ben, o novo namorado de Louise, a tenta levar numa viagem-surpresa a França, ela entra em pânico, sai do carro e foge. Ben não entende. Não pode entender, porque não sabe o que aconteceu a Louise da última vez que um namorado a levou pelo canal da Mancha. Ela tinha 14 anos. Mike tinha 31. E o que aconteceu deixou marcas em Louise para sempre.

Hoje com 32 anos, Louise nunca conseguiu ter uma relação estável. Guarda o seu segredo inconfessável dentro do peito e, por isso, ninguém a conhece verdadeiramente. Depois do que aconteceu com Ben, decide fugir do mundo e isolar-se. Abandona Londres, deixa os amigos e começa a procurar um novo emprego perto da casa onde cresceu, que agora lhe pertence.

Ao instalar-se, descobre que Mike, agora com 49 anos, ainda vive e trabalha na vila. Quando o vê a beijar uma rapariga de 13 anos, Louise decide que já chega.

Está na altura de Mike sentir o medo com que Lou vive desde aquela viagem.

OPINIÃO: Este é o segundo livro que leio de C. L. Taylor e tenho a certeza de que não será o último. Lembro-me de ficar agarrada às páginas de “Desaparecido” , de a história fluir dentro de mim com uma naturalidade desconcertante. Na altura, atribuí-lhe, sem qualquer reticência, as cinco estrelas. E hoje, tendo em conta a memória vívida que guardo da leitura prazerosa que foi, sei que lhe dava a mesma cotação.

“O Medo” tem uma história intrigante e, apesar de não ter conquistado a ribalta, que ainda pertence ao “Desaparecido”, foi uma leitura interessante e que me deixou de curiosa, com vontade de ler mais, muitas vezes. Fui transportada para um rol de acontecimentos difíceis de engolir, uma vez que estamos perante um enredo que explora uma relação entre um adulto e uma adolescente.

O tema é complexo. Sabemos que as pessoas têm o horrível hábito de tecer opiniões extremamente desagradáveis nestas situações em que uma adolescente se envolve com um homem adulto. Há aquela tendência de apontar o dedo à adolescente e dizer que ela não é assim tão inocente quanto isso. Apesar de poderem existir situações dessas, eu acredito que só quem passa por elas é que sabe realmente o tamanho de trauma que carrega.

Independentemente de haver consentimento (inicial ou posterior), está em causa a vida de uma menor. Para quem não sabe, a pedofilia enquadra-se nos crimes contra a autodeterminação sexual. É justo a sociedade considerar que uma miúda (ou rapaz) de treze ou catorze anos (já não estou a falar de crianças porque isso é simplesmente monstruoso) não tem a capacidade suficiente para tomar a decisão de se entregar sexualmente a um adulto.

O código penal português diz o seguinte:

Artigo 173.º
Actos sexuais com adolescentes

1 – Quem, sendo maior, praticar ato sexual de relevo com menor entre 14 e 16 anos, ou levar a que ele seja praticado por este com outrem, abusando da sua inexperiência, é punido com pena de prisão até 2 anos.
2 – Se o ato sexual de relevo consistir em cópula, coito oral, coito anal ou introdução vaginal ou anal de partes do corpo ou objetos, o agente é punido com pena de prisão até 3 anos.
3 – A tentativa é punível.

A nossa lei refere-se à inexperiência, exatamente o que foi explorado neste livro. Está em causa a autodeterminação sexual desta(s) menina(s).

Em “O Medo” somos guiados pela protagonista, Lou. Desde logo percebemos que há qualquer coisa nesta mulher adulta que não está bem. Lou não consegue manter relacionamentos, tem dificuldades em se entregar às pessoas, em criar laços fortes com alguém, sejam estes amorosos ou de amizade. Lou carrega um peso sobre ela que nunca resolveu. E este remonta ao início da sua adolescência.

A história de como Lou se envolveu com Mike é contada em capítulos intercalados. O presente e passado misturam-se com mestria, manipulando a nossa opinião até ao desfecho. O que é certo é que ficamos sempre na expetativa ao encerrar de cada capítulo.

Caminhamos por esta relação ao ritmo que ela foi evoluindo e vamos pensando: “O que é que aconteceu, afinal?”

O que traumatizou realmente Lou surge finalmente, mas não em catadupa. As ações são subtis e o entendimento tardio, tal como eu acredito que deve acontecer na vida real numa situação deste género. O que existe ali vai-se quebrando e deixando mazelas, através de olhares, gestos e, por fim, ações. As palavras não estão em sintonia com o que  se está a viver, porque são elas que servem para manipular. Chega a um ponto em que só sobra isso e já não surte efeito desejado, já não apaziguam. O que era, supostamente, amor, dá lugar ao medo.

O leitor debate-se com o que vai sentindo Lou ao longo de todo o livro. Nem ela sabe. A sua cabeça foi confundida, a sua existência foi testada ao limite. O que ela acreditava tão piamente caiu por terra e o que aconteceu de bom é agora negro e impossível de gerir. Ela tinha 14 anos… Hoje é uma mulher adulta, mas o redemoinho de emoções está lá. A isto se chama um trauma. Mike impediu que Lou se autodetermina-se sexualmente e agora Lou sofre com isso.

O livro tem um enredo atual a desenrolar-se. Porém, foi nos aspetos emocionais que me foquei mais, porque acho que é aqui que a autora brilha: na sua capacidade de nos obrigar a pensar nas coisas, de nos fintar as certezas.

Mas aqui não há culpa de ambos os lados. Aqui, (quem tenha 2 dedos de testa) é impossível não saber quem é o verdadeiro vilão.

Ao contrário de “Desaparecido”, “O Medo” tem o seu vilão vincado desde o início: Mike. Nunca, nem por um segundo, foi possível ver este homem com bons olhos. A sua personalidade, as suas linhas de diálogo, as suas ações, o seu jeito dengoso e agressivo apontam imediatamente para alguém que não merece qualquer simpatia.

Mike não tem um plot próprio. Tudo o que vamos sabendo sobre ele é através das suas vítimas. Nenhuma delas tem credibilidade para o embelezar aos nossos olhos e isso ajudou a prever o final. Tendo em conta o que fui achando dele, não consegui surpreender-me com a derradeira revelação.

É um livro bom, de rápida leitura e com um tema pertinente. Não é o melhor da autora, mas é suficientemente bom para ganhar lugar cativo na minha estante ao lado dos “irmãos”.

9 de novembro – Colleen Hoover… por Andreia Silva

31925705SINOPSE: O dia 9 de novembro

No último dia de Fallon em Los Angeles, a sua vida cruza-se com a de Ben e os dois apaixonam-se perdidamente. A química que os une é tão forte e incontrolável que, apesar de Fallon estar a caminho de Nova Iorque, os dois prometem encontrar-se novamente.

Os reencontros

Durante cinco anos, sempre no dia 9 de novembro, Fallon e Ben encontram-se para construírem a sua história de amor, entre as várias relações e atribulações das suas vidas separadas. Apesar de só estarem juntos uma vez por ano, os dois envolvem-se cada vez mais e partilham um amor pleno de entrega, paixão e intensidade, capaz de os transformar e de sarar cicatrizes profundas.

Cinco anos depois

Fallon descobre que Ben carregou um enorme segredo durante cinco anos. O choque e a desilusão tomam conta do coração da jovem, devastada com a possibilidade de tudo ter sido uma farsa.

Estarão os dois preparados para aceitar que as histórias de amor nem sempre têm um final feliz? Ou será Fallon capaz de perdoar o homem que ama?

O passado, o presente e o futuro cruzam-se num livro arrebatador e envolvente.

OPINIÃO: O destino de Fallon cruza-se com o de Ben, num dia com demasiados significados negativos para ambos. Há uma conexão rápida, mas intensa, que os leva a que durante cinco anos, no dia 9 de novembro, eles se reencontrem. O amor que vai crescendo entre eles tornará a revelação dos segredos muito mais dolorosa e inesperada.

Não sei se haverá uma opinião a este livro que faça justiça àquilo que ele representa. Há livros que nos tocam, que nos levam a sentir palpitações e que nos marcam. Depois de ler este livro, senti-me intensamente afetada.

Esta história pode parecer extremamente banal, porque parece que sabemos de antemão como se vai desenrolar e o qual será o final do enredo. E sabemos, até certo ponto. Mas a forma como a autora consegue com a sua escrita nos apegar à vida dos personagens, faz com que queiramos estar ao lado deles para os consolar ou para nos alegrarmos com eles.

A forma como a Fallon está construída torna-a um personagem memorável. É quase palpável a dor física e psicológica que ela enfrenta. Chega a ser cruel imaginarmos as descrições daquelas aflições e maleitas.

Senti falta apenas de algum enquadramento à medida que cada ano passava. Algo que nos permitisse entender o ponto em que os dois estavam em termos emocionais. Mas entendo… Entendo que a autora quis encerrar a história dos dois numa bolha e que, portanto, sendo o mundo quem estava a mais, não teria direito a tempo de antena.

É uma excelente história e é um livro demasiado bom para não ser lido e relido mais do que uma vez.