PASSATEMPO “Uma Educação” de Tara Westover

Está a decorrer um passatempo com o apoio da Bertrand Editora na página de Facebook do blogue. A Bertrand disponibilizou um exemplar do livro de Tara Westover, “Uma Educação”.

Tara Westover - newsday

Quando um percurso de transformação pode ser um percurso de traição

«Uma Educação» é a história apaixonante de uma mulher que se reinventa. Mas é também uma história pungente de laços de família e de dor quando esses laços são cortados. Tara Westover dá forma, a partir da sua experiência singular, a uma narrativa que vai ao cerne do que é a educação e do que ela nos pode oferecer

«Uma Educação», de Tara Westover, foi uma das leituras obrigatórias de verão de Barack Obama, um livro que relata de forma extraordinária as memórias da autora que cresceu numa zona rural do Idaho, nos Estados Unidos, segundo os costumes Mormon. «’Uma Educação’, de Tara Westover, é um livro de memórias notável de uma jovem criada numa família sobrevivencialista em Idaho que se esforça para estudar enquanto ainda demonstra grande compreensão e amor pelo mundo que deixa para trás», declara o antigo Presidente via Facebook, ao revelar as suas escolhas de leituras estivais.

Até aos nove anos de idade, Tara Westover não teve uma certidão de nascimento. Não tinha tão pouco qualquer tipo de registo médico. Não andou na escola, tal como os seus seis irmãos. A única ambição a que poderia aspirar era a de trabalhar no ferro-velho que o seu pai geria a partir da propriedade familiar. Com o passar do tempo, o pai foi ficando ainda mais radical, mas também a convivência com um dos irmãos torna-se particularmente problemática quando começa a ser insultada e a sofrer abusos físicos.

«Uma Educação» são as memórias da jornada de uma jovem  – Tara Westover – que consegue mudar o curso do seu destino graças à sua sede de conhecimento. Um desejo que a leva até Cambridge, onde estudou Filosofia e mais tarde doutorou-se em História deixando para trás a família e a realidade que sempre conhecera. Numa entrevista recente, Tara Westover revela que não fala com o pai e com vários dos seus irmãos desde 2014, mantendo contacto ocasional com a mãe.

Algumas entrevistas internacionais à autora:

Sinopse:

Tara Westover cresceu a preparar-se para o Fim dos Tempos, para ver o Sol escurecer e a Lua pingar, como que de sangue. Passava o verão a conservar pêssegos e o inverno a cuidar da rotatividade das provisões de emergência da família, na esperança de que, quando o mundo dos homens falhasse, a sua família continuasse a viver. Não tinha certidão de nascimento e nunca pusera um pé na escola. Não tinha boletim médico, porque o pai não acreditava em médicos nem em hospitais. Não havia quaisquer registos da sua existência. O pai foi ficando cada vez mais radical com o passar do tempo, e o seu irmão, mais violento. Aos dezasseis anos, Tara decidiu educar-se a si própria. A sua sede de conhecimento haveria de a levar das montanhas do Idaho até outros continentes, a cruzar os mares e os céus, acabando em Cambridge e Harvard. Só então se perguntou se tinha ido demasiado longe. Se ainda podia voltar a casa. Uma Educação é a história apaixonante de uma mulher que se reinventa. Mas é também uma história pungente de laços de família e de dor quando esses laços são cortados. Com o engenho dos grandes escritores, Tara Westover dá forma, a partir da sua experiência singular, a uma narrativa que vai ao cerne do que é a educação e do que ela nos pode oferecer: a perspetiva de ver a vida com outros olhos e a vontade de mudarmos.

Sobre a autora:

Tara Westover é uma autora americana que vive no Reino Unido. Nascida no Idaho, filha de um pai que se opunha à educação pública, nunca frequentou a escola. Passou os dias a trabalhar no ferro-velho do pai ou a cozinhar para a mãe, uma herdeira e parteira autodidata. Tinha dezassete anos quando entrou numa sala de aulas pela primeira vez, e esse foi um ambiente que desde logo a atraiu. Licenciou-se pelo Trinity College, em Cambridge, em 2009, e no ano seguinte foi profes-sora convidada pela Universidade de Harvard. Mais tarde, regressou a Cambridge, onde, em 2014, se doutorou em História.

 

Sobre o livro:

Género: Literatura / Memórias e Testemunhos| Tradução: Cláudia Brito | Formato: 15 x 23,5 cm | N.º de páginas: 384 | PVP:

17,70 | ISBN: 9789722533799 | Data de publicação: 28 de setembro de 2018

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Tenta a tua sorte AQUI!

 

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Passatempos de Natal 2018

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O Natal é uma época para dar e receber. Este ano, o nosso cantinho está a abrir os cordões à bolsa para oferecer o máximo de livros possível!

Então, começamos com uma iniciativa que consistia em arrecadar 100 gostos nesta publicação:

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A cada 20 gostos foi lançado um passatempo. Aqui estão eles, cliquem na imagem e toca a participar:

1.

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Até 12 de dezembro

Vencedor:

 

2.

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Até 13 de dezembro

Vencedor:

 

3.

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Até 14 de dezembro

Vencedor:

 

4.

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Até 16 de dezembro

Vencedor:

 

5.

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Até 18 de dezembro

Vencedor:

 

Mas não acabou por aqui. De seguida, foi feita uma outra proposta:

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A iniciativa começou com 2942 gostos na página.

Hum?

2952.

Tara Westover - teaser 1

Apoio da Bertrand Editora

Até 24 de dezembro

Vencedor:

 

(Em atualização)

 

 

 

 

 

 

 

A bailarina de Auschwitz – Edith Eger… por Andreia Silva

41581285SINOPSE: Um livro poderoso e comovente que nos leva numa viagem universal de redenção e cura.

Edith Eger tinha 16 anos quando foi enviada para Auschwitz. Naquele campo de concentração suportou experiências inimagináveis, incluindo ser forçada a dançar para o infame Joseph Mengele. Durante os meses seguintes, a resiliência da jovem ajudou muitos a sobreviver. Quando o campo foi finalmente libertado pelas tropas americanas, Edith foi retirada de uma pilha de corpos moribundos.

Em A Bailarina de Auschwitz, Edith Eger partilha a sua experiência do Holocausto e as histórias extraordinárias das pessoas que ajudou desde essa altura. Atualmente, ela é uma psicóloga reconhecida internacionalmente e os seus pacientes incluem mulheres vítimas de abusos e soldados com síndrome de stresse pós-traumático. Edith Eger explica como a mente de muitos de nós se tornou numa prisão e mostra como a liberdade é possível quando nos confrontamos com o nosso sofrimento.

A Bailarina de Auschwitz é um livro transformador, um exame profundo do espírito humano e da nossa capacidade de cura.

OPINIÃO: Neste livro, Edith Eger conta-nos na primeira pessoa os horrores que viveu quando foi enviada para Auschwitz. Através de um relato muito verdadeiro e muito cru, é-nos relatado o máximo da crueldade humana e aquilo que fica dentro de uma pessoa que sofreu o que Edith sofreu.

Não pode haver uma verdadeira opinião a este livro porque, infelizmente, tudo o que aparece nele (até aquilo que nem em pesadelos poderíamos imaginar), infelizmente, foi a mais verdadeira e pura das realidades.

Este livro faz-nos sentir que estamos numa sala, com um café quente nas mãos, a ouvir a própria Edith a falar. É uma leitura que não parece leitura e que, sem se dar por isso, passa a voar.

O livro encontra-se dividido em quatro partes bem distintas umas das outras, em ordem cronológica: o antes, o durante e o depois. Sabemos logo de início que não vamos ter um relato apenas do que aconteceu durante a guerra. Sabemos que Edith escolheu uma profissão que pudesse ajudar as pessoas e isso torna este relato diferente, porque nos mostra o que todos nos perguntamos: Se sobrevivermos, como viveremos com certas memórias?

Como qualquer livro sobre o Holocausto (especialmente este, que nos é narrado de forma tão pessoal e íntima), gera sentimentos de raiva para com os responsáveis destas barbaridades. Mas, em simultâneo, despertam momentos de esperança e, principalmente, a relativização dos problemas quotidianos.

É, ao mesmo tempo, uma narrativa e uma consulta de psicologia. Porque, através das suas palavras, Edith faz-nos olhar para dentro de cada um de nós e descobrir sentimentos e emoções que se escondem. Passamos a encarar a a vida, e até os nossos problemas, com outros olhos.

É um livro mesmo muito bom. Recomendo!

A sereia de Brighton – Dorothy Koomson

41707768SINOPSE: As adolescentes Nell e Jude descobrem o corpo de uma jovem na praia e, quando ninguém o reclama, a vítima passa a ser conhecida como A Sereia de Brighton. Três semanas mais tarde, Jude desaparece e Nell, ainda chocada com os acontecimentos na praia, fica completamente desamparada.

Passados 25 anos, Nell vive atormentada pelo passado, abandonando o emprego para descobrir a verdadeira identidade da jovem assassinada – e o que aconteceu à amiga naquele verão inesquecível.

Quanto mais perto fica da verdade, maior é o perigo. Alguém parece estar a seguir cada passo de Nell, que já não sabe em quem confiar.

Da autora bestseller de a filha da minha melhor amiga, chega-nos uma intrigante história sobre irmãs, segredos e crime.

OPINIÃO: Dorothy Koomson é autora de 13 livros, todos publicados em Portugal.

A autora britânica é adorada pelos leitores portugueses e todos os seus livros são bestsellers.

Então, face a isto, só tenho a dizer: Shame on me… A Sereia de Brighton, o mais recente livro, foi a minha estreia no mundo de Koomson.

Uma vez que esta foi a minha primeira experiência com a autora, não tenho bagagem para explorar o que de novo este livro traz. Ao que parece, Dorothy Koomson alterou o seu registo, tendo arriscado em aventurar-se no thriller com A Sereia de Brighton.

No entanto, posso comentar positivamente esta leitura dentro do género em que se insere, sem que tenha enveredado nesta história com expetativas de maior, a não ser pelo próprio nome da autora que já é sonante por si só.

A Sereia de Brighton narra a história de Nell a partir do momento em que a sua vida mudou. Nell e a sua amiga, Jude, encontram um cadáver na praia. Ninguém reivindica o corpo e a pobre mulher assassinada fica conhecida como a sereia de Brighton. Trata-se de uma Jane Doe, o que provoca em Nell uma ânsia em descobrir a identidade dela. Esta demanda acompanha-a até à vida adulta, não se conformando que existam pessoas cuja morte possa ser tão insignificante que não seja sentida. Para Nell, encontrar os familiares da sereia de Brighton, e de outros cadáveres que surgem posteriormente nos mesmos meios, é mais do que uma vontade, é uma obsessão.

Confesso que não simpatizei com Nell. É uma personagem bem construída, com uma personalidade muito vincada. É teimosa, um pouco fria nas suas relações e aparenta ser dona da sua independência. Contudo, Nell está tão carregada de issues que acaba por acreditar na própria máscara que tece para os outros. O que me desgostou na protagonista prende-se com uma característica bastante comum neste tipo de personagem: a suposta coragem de que logram, mas que acaba por se mostrar inconsequente. É deveras enervante quando as ações são movidas por impulsos, porque acabamos por ter um plot, e posteriormente um climax, construído com base na estupidez. Por vezes, parece-me que a necessidade de se construírem personagens femininas fortes, faz delas palermas que não param para pensar e avaliar as suas limitações, sobretudo físicas. Não é a primeira vez que me deparo com este tipo (porque começa mesmo a ser um tipo de personagem), e continua a parecer-me forçado e imposto por uma cultura que quer, a todo o custo, criar a mulher invencível.

Adiante. A par de Nell, vamos acompanhando a vida aparentemente pacata da sua irmã mais nova, Macy. É esta a personagem que espicaça a curiosidade e que motiva a leitura a avançar a bom ritmo. Macy sabe qualquer coisa que guarda para si há demasiados anos. É uma informação que mexe com ela, que a moldou. Macy tornou-se uma mulher que balança a sua força de mãe guerreira com outra que a fragiliza. O segredo consome-a com culpa. Macy sabe que a sua exposição teria dado à vida da irmã, Nell, um rumo diferente do que aquela tomou. Juntando a isto outros acontecimentos mais pessoais, Macy colocou-se à mercê de uma condição de autodefesa que o seu cérebro exteriorizou na forma de transtorno obsessivo compulsivo. A irmã mais nova de Nell é uma personagem mais complexa, mais interessante do que a nossa protagonista. No entanto, perto do final, Macy tem uma reação que destoa da mulher que foi sendo construída ao longo do livro. O seu desfecho poderia ter tido outra relevância, penso que o merecia.

Os sentimentos de Nell falam alto ao longo de todo o enredo. O tempo que lhes é concedido não deixa margem para que não aceitemos que é intencional que nos debrucemos sobre eles. Porém, a forma como Nell lida com o que sente não me permitiu aproximar-me muito das relações que são travadas no campo romântico. Em suma, Nell não foi uma personagem que tivesse conseguido transmitir-me emoções, ao contrário da sua irmã, Macy.

A par de Macy, há outro personagem que joga bem com a mente dos leitores e que prepara, sem que demos conta, um desfecho interessante. É dono de uma história que nos confunde (intencionalmente e logo na sua primeira aparição) e que nos deixa a pensar. Aqui, sim, penso que a autora tenha pisado a sua praia (perdoem-me a referência óbvia, tendo em conta o contexto da história). Mesmo desconhecendo os livros que antecedem A Sereia de Brighton, arrisco-me a apostar que é daqui que vem a fama da autora, que é aqui que reside o seu talento: na arte de criar pessoas complexas, com características cinzentas, que praticam ações dúbias.

O final traz um desenlace interessante. Seremos confrontados com o Mal, com letra maiúscula. Aquele nível de maldade que é simples na sua execução. Este surge quando a linha de pensamento não oscila, quando não está condicionada por emoções. Tudo o que o “Mau” engendra é prático, pois há uma convicção tão fechada nas suas ideias que não sobra espaço para dúvidas emocionais ou remorsos. Por outro lado, temos a tal personagem cinzenta, que hesita, morde o lábio inferior na indecisão, que consegue ser manipulado nas suas emoções. É uma cena que tem força, mas configura-se num climax rápido, que se resolve com algum convenience plot à mistura.

No rescaldo da história são confessados alguns segredos e todas as perguntas ganham as suas respostas. O livro fecha e a história acaba, não nos deixando espaço para pensar muito no que lemos. Assim, considero A Sereia de Brighton um bom livro para entreter. É uma leitura leve, que também nos ensina algumas coisas acerca de árvores genealógicas. Nota-se que houve lugar a muita investigação, isto porque há umas quantas conversas técnicas (importantes e imprescindíveis) que me ultrapassaram completamente, por serem de áreas de que não possuo muito conhecimento. Neste campo, considero sempre estas explorações uma mais valia, porque terminamos os livros e sentimos que aprendemos sempre algo de novo. E, só por isso, já valem o nosso tempo.

Fiquei curiosa por ler os romances do género romântico e dramático da autora. Se têm algum preferido que queiram recomendar, deixem a vossa sugestão na caixa de comentários. Confesso que, uma vez que são tantos, não sei em qual investir primeiro.

 

 

 

Profunda obsessão – K.L.Slater… por Andreia Silva

41745840.jpgSINOPSE: Uma mãe dedicada
Ben é um pai viúvo que dá o seu melhor para criar os filhos pequenos com a ajuda de Judi, a sua mãe dedicada. Para Judi, nada é mais importante do que a família, e estar perto do seu filho e dos seus netos é a única coisa que lhe dá alento na vida.

Um novo membro da família
Mas Ben apaixona-se por Amber, que parece ter tudo para ser a madrasta perfeita para as crianças. Só que Judi não gosta de Amber, e está certa de que esta esconde alguma coisa. A verdade é que Amber também não gosta de Judi, e tudo fará para a afastar do seu caminho.

Uma perigosa obsessão
Tanto Judi como Amber querem Ben e as crianças só para si, e ambas acabam por revelar um comportamento perigosamente obsessivo, que poderá pôr em risco a vida de todos. Incluindo a das crianças.

«Um excelente thriller psicológico, repleto de surpresas.» — Me Loves Books

OPINIÃO: Ben é viúvo e cria os dois filhos com a ajuda indispensável de Judi, a avó mais dedicada do mundo. Porém, Amber chega à família como namorada de Ben e muda por completo toda a rotina familiar. Amber e Judi não se toleram e entram numa espiral obsessiva de ter os meninos só para si.

O livro começa de forma lenta, mas fica-se de imediato com a pulga atrás da orelha nas duas primeiras páginas. Surge logo uma expetativa que promete. Na realidade a história não é lenta, o suspense é que não nos atinge de rompante, sendo introduzido de forma subtil de forma a que somos compelidos a continuar a ler.

Não estava a entender a relação entre Judi e Amber, mas uma coisa chamou-me desde logo à atenção: a construção do ódiozinho entre as duas é tão bem feito que sentimos as faíscas entre elas nos diálogos. Aliás, chegou a um ponto em que a Amber me irritou de tal modo que agradeci o facto de ela ser apenas uma “mera” personagem.

Mas o melhor desta história estava guardado para o final. É bom que ninguém desista do livro antes de chegar ao fim. Acreditem em mim, é um desfecho que vale pelo livro inteiro! Quando menos esperava que existisse uma reviravolta, ela apareceu do nada e apanhou-me completamente de surpresa. E aí sim, tudo fez sentido.

Não é daqueles livro que nos atingem logo, mas tem ali qualquer coisa que faz com que se continue, que se leia capítulo atrás de capítulo. E tudo valerá por aquele final!