O poder – Naomi Alderman… por Andreia Silva

PoderSINOPSE: Quando as raparigas ganham o poder de causar sofrimento e morte, quais serão as consequências?
E se, um dia, as raparigas ganhassem subitamente o estranho poder de infligir dor excruciante e morte? De magoar, torturar e matar? Quando o mundo se depara com esse estranho fenómeno, a sociedade tal como a conhecemos desmorona e os papéis são invertidos. Ser mulher torna-se sinónimo de poder e força, ao passo que os homens passam a ter medo de andar na rua, sozinhos à noite.
Ao narrar as histórias de várias protagonistas, de múltiplas origens e estatutos diferentes, Naomi Alderman constrói um romance extraordinário que explora os efeitos devastadores desta reviravolta da natureza, o seu impacto na sociedade e a forma como expõe as desigualdades do mundo contemporâneo.

OPINIÃO: Num mundo diferente, as raparigas ganham o poder de infligir dor através de descargas elétricas. Este começa a manifestar-se mais ou menos a partir dos 15 anos. Assim, os homens conhecem o medo e percebem que já não têm o poder de outrora.

A premissa deste livro é muito boa e muito aliciante, especialmente para o mundo feminino. Provavelmente, sempre tivemos a curiosidade de saber como seria um mundo em que, à partida, não existissem homens nos cargos poderosos ou um mundo onde as mulheres pudessem impor regras à sociedade e não existisse nem opressão nem discriminação. E, por este motivo, desde cedo o livro me começou a empurrar para dentro dele, cativando-me com algumas das frases ditas por estas novas mulheres. Forçou-me a refletir na sociedade moderna onde nos inserimos.

A descrição da dor física que é infligida pelo simples toque das raparigas é riquíssima. Até parece que a sentimos na nossa própria pele. Isso dá toda uma credibilidade a uma história que balança, entre a alegoria e a sátira, de um mundo onde os homens podem dizer e até obrigar as mulheres a não sair, a não falar, a não olhar e a não viver, para outro onde a género até então mais fraco se eleva sobre eles.

Com o decorrer do livro a história foi perdendo algum do seu fulgor, porque este poder acabou por atingir as mulheres da forma mais banal: guerra. Tal e qual como atinge os homens quando os vários poderes entram em conflito. Leva-nos a concluir que isto não é um problema de género mas sim da humanidade.

No geral, é um livro que cumpre aquilo a que se propõe, mas que não me chegou a atingir na sua totalidade.

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