After – Anna Todd

25320840.jpgSINOPSE: Tessa Young é uma jovem reservada e estável que sai de casa da mãe, uma mulher autoritária e preconceituosa, para iniciar os seus estudos na universidade, separando-se pela primeira vez do namorado de sempre, Noah, um rapaz doce e amoroso. Logo no primeiro dia, conhece a sua companheira de quarto, Steph, e os amigos desta, entre os quais Hardin, um inglês insolente, cheio de tatuagens e piercings. Rápida e inesperadamente, Tessa e Hardin iniciam uma relação intensa mas atribulada, pois ele é um bad boy que só arranja problemas. Tessa tem de tomar uma séria e dolorosa decisão: será que faz sentido trocar Noah por Hardin, desiludindo a sua superprotetora mãe e sabendo que a sua vida nunca mais será a mesma? A menos que… poderá ser por amor?

OPINIÃO: De onde vêm estas 5 estrelas?

Ok. Em primeiro lugar, como posso não atribuir este rating a um livro que só me deixou dormir 5 horas por noite, por 3 vezes consecutivas?

Sendo o objetivo primeiro da leitura o entretenimento, o alheamento do mundo real (o que eu acredito que o seja), este livro cumpriu a sua tarefa.

Depois, li algumas reviews e percebi que muita gente torce o nariz ao enredo por causa da relação pouco saudável destes jovens. Sim, é uma relação de gato e rato. E depois? Não existem?

Ah, porque não são exemplo. Ok. Se estou a procurar que me eduquem, vou até à igreja. Aliás, é um fator positivo que tem de ser atribuído à autora: não tece juízos de valor acerca da relação deles. Uma vez que a narrativa decorre na voz de Tess, somos levados única e exclusivamente pelos seus sentimentos contraditórios em relação a Hardin e à forma como este a faz sentir. Queridos leitores, a partir daí, teçam as suas próprias conclusões, porque a história está a ser contada como ela é, de acordo com as personalidades destes personagens. Quem escreve sabe que quem manda na narrativa são os personagens. O autor não consegue moldar a história a seu bel prazer, porque a determinada altura, as criaturas ganham vida própria e exigem que o enredo se construa de certa forma. É quase como se fosse possível ouvi-los a dizer: “achas mesmo que eu faria tal coisa? Acreditas mesmo que eu reagiria assim?” Aqui, senti essa liberdade, essa entrega aos desígnios que estas personagens querem seguir porque é mais forte do que eles, porque é quem eles são. No entanto, houve aqui algumas atitudes moralistas que extravasaram do Hardin que nos foi sendo apresentado. Como se, de repente, surgisse um alerta “educação”, “não podemos dizer que este rapaz fuma ou consome drogas. Temos de ensinar os jovens que isto é mau!” Em compensação, outros aspetos destrutivos são explorados. Aqui torci o nariz; ou é ou não é.

Adiante, o livro é muito viciante. Como as personalidades das personagens são inconstantes, sabemos, à partida, que alguma coisa ali vai levar a que eles descarrilem. É um “bate e foge”, seguido de um “anda cá, por favor”. Não há lugar a violência física, mas o psicológico é levado ao limite! Lembrei-me daquela música do Eminem com a Rhianna “Baby, please come back. Our relationship is not that crazy as it seems”. Eles acreditam nisso porque o que sentem é muito forte. As emoções dominam-nos e a teoria do que está certo (que é muito linda!) fica abafada pelas desculpas que arranjam para embelezar o todo de um relacionamento carregado de drama e de picos.

O livro tem imensas (muitas mesmo!) cenas de sexo. Custa-me a dizer que After é um YA puro, pelo conteúdo sexual que lhe é intrínseco. Mais do que amor, conforto (que são os tais sentimentos saudáveis das relações), o que estes 2 vivem é a pura paixão e isso sente-se com grande força em todos os diálogos, em todas as cenas em que se deixam levar por ela.

Se há clichês? Sim, há. Algumas características do Hardin fazem lembrar outros personagens da literatura, pensando, está claro no Edward Cullen do Twilight. Mas o Hardin é mais tempestuoso, mais inseguro, muito humano no que diz respeito aos seus comportamentos erráticos. Porém, Tessa não é a menina perfeitinha. Nas entrelinhas conseguimos perceber que ela também tem dificuldades em se relacionar saudavelmente com alguém. E voltando à música do Eminem/Rhianna: “That’s what happens when a tornado meets a volcano”.

O grande ponto forte é, sem qualquer dúvida, os diálogos. Faço a vénia à autora pela naturalidade com que eles deslizam pelas páginas e os nossos olhos correm pelas linhas despertando emoções. Cheguei a rir-me muitas vezes e a dizer em voz alta (às 4 horas da manhã!): “Este gajo é o MAIOR! Que lata descomunal!”

Estou apaixonada por este livro e só há um único motivo pelo qual não vou já mergulhar no segundo volume… pois… não o tenho ainda!

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