Mulheres da noite – Sara Blaedel… por Andreia Silva

40055440SINOPSE: Ninguém sabe exatamente quem é a mulher que aparece degolada numa das zonas mais mal frequentadas de Copenhaga. Quando a inspetora Louise Rick chega ao local, rapidamente percebe que se trata de uma prostituta. Na Dinamarca, no entanto, a prostituição é legal e não anda de mãos dadas com o crime. Quem estará, então, por detrás desta morte? Isso é o que a imprensa quer saber, e o caso torna-se rapidamente mediático.

Quando Louise recebe um telefonema da sua amiga jornalista Camilla Lind, pensa que ela quer informações acerca do crime. Mas o que Camilla lhe quer contar é que encontrou um bebé embrulhado numa toalha, no interior da igreja que frequenta. E o bebé não tinha um dos dedos do pé.

Estarão ambos os casos relacionados? Conseguirá Louise resolvê-los aos dois? E será que o que está a acontecer em Copenhaga tem ramificações ainda maiores?

OPINIÃO: Uma mulher que ninguém identifica aparece degolada num bairro não muito bem frequentado na cidade de Copenhaga. Louise Rick é destacada para investigar o caso e descobrir qual o crime por detrás desta morte. A amiga de Louise, Camilla, encontra um bebé numa igreja. Estará tudo relacionado?

Antes de mais, a sinopse. Sei que esta não avalia a qualidade do livro nem da história, mas há um facto contado na contracapa que só acontece na página 200. Não será informação a mais? Podia ter sido dada a oportunidade ao leitor de descobrir o facto por ele mesmo.

Eu gostei da história e da forma como foi desenvolvida, mas não acho que esteja escrita da melhor forma para puxar o leitor. Há todo o mistério em redor da mulher degolada, o que é pouco misterioso em comparação com o caso do bebé que apareceu na igreja, que é ligeiramente arrastado de forma a que o enredo continue a decorrer.

Não acho que a personagem principal, a inspetora, seja muito cativante. Não demostra grande vivacidade, nem profissionalmente nem a nível pessoal. Pode ser que a exploração da sua personalidade esteja, provavelmente, nos livros anteriores, mas neste é como se ela fosse um humano maquinizado a resolver casos. Digamos que a senti fria no decorrer da investigação o que não facilitou a empatia.

Gostei mais da Camila e da ânsia dela na busca pela verdade. Pode ser devido ao facto de ela ser jornalista e da forma como consegue passar as emoções.

Do meio para a frente a história melhora significativamente, mas acho o final um tanto ou quanto previsível e, de certo modo, mal resolvido. Dá a entender que ficam pontas soltas apesar de não me parecer ser essa a intenção da autora.

Na globalidade é um bom livro, com um bom mistério para entreter.

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