Carbono alterado – Richard Morgan… por Andreia Silva

38495149SINOPSE: Uma mistura violenta e frenética de William Gibson, cinema japonês, policial negro e “Blade Runner”. No século XXV é difícil morrer para sempre. Os humanos têm um stack implantado nos corpos onde a sua consciência é armazenada, podendo fazer download para um novo corpo sempre que necessário. Quando o multimilionário Laurens Bancroft contrata Takeshi Kovacs para descobrir quem assassinou o seu último corpo, o caso parece bicudo: a polícia diz que foi suicídio, Bancroft tem a certeza que não. A consciência de Kovacs, cujo último corpo acabara de ter uma morte violenta, é inserida no corpo de um polícia para investigar o caso. E, para o resolver, Kovacs terá de destruir inimigos do passado e lidar com a atracção por Kristin Ortega, a mulher que amava o corpo onde ele agora se encontra. Num mundo onde a tecnologia oferece o que a religião apenas promete, onde os interrogatórios em realidade virtual significam que se pode ser torturado até à morte e depois recomeçar de novo, e onde existe um mercado negro de corpos, Kovacs sabe que a última bala que lhe desfez o peito é apenas o começo dos seus problemas…

OPINIÃO: No século XXV, a noção de morrer é mudar de corpo. A consciências é armazenada e colocada em espera para ocupar um novo recetáculo.

Laurens Bancroft contrata Takeshi Kovacs, que ocupa um corpo novo para investigar a morte daquele. Laurens diz que foi assassinado, mas a polícia está convencida de que se tratou de suicídio.

A ideia do livro é muito interessante. Faz-nos pensar numa espécie de reencarnação, ainda que diferente daquela que os cristãos proclamam, e se a sociedade evoluirá neste sentido.

No entanto, apesar da ideia ser criativa e de incentivar o leitor a ler, a querer saber mais, a querer descobrir o desenrolar dos acontecimentos, o livro é demasiado mastigado e faz com que se perca o interesse. A investigação de Kovacs fica muitas vezes perdida no meio de enredos secundários, que não sendo relevantes afastam o leitor.

Este tipo de enredo, de pura ficção científica, não é para qualquer leitor. Falando especificamente deste livro, a abundância dos conceitos técnicos e a descrição da sociedade tal como o autor a imaginou não permite que a leitura seja fluída.

Para os amantes deste género literário, acredito que será um livro que agradará sobremaneira, até porque tem uma coisa boa: permite ao leitor alienar-se na totalidade do espaço e do tempo em que se encontra.

A mim não me cativou o suficiente para ter gostado do livro na sua totalidade.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s