As sombras de Leonardo Da Vinci – Christian Gálvez… por Andreia Silva

39080980SINOPSE: Século XVI. Os conflitos pelo poder nos Estados Italianos crescem ao mesmo tempo que as artes prosperam. A Igreja e famílias como os Médici e os Sforza detêm o domínio do território e das riquezas. Savonarola ganha seguidores. Verrocchio, Botticelli, Miguel Ângelo e Rafael são artistas respeitados.
Florença é casa dos Médici e berço desta ebulição cultural. O criativo e genial Leonardo da Vinci finalmente começa a criar nome, tem o seu próprio ateliê e clientes e liberdade para desenvolver a sua arte e as suas invenções. Mas uma acusação anónima de sodomia obriga-o a abandonar os seus planos e a cidade das artes.
Invejas e medos, ignorância e corrupção, sofrimento e perseguição. Quando Leonardo percebe que nada do que parece ser é e que os inimigos podem estar em qualquer lugar, debate-se entre a vontade de triunfar e o desejo de vingança, entre o homem pecador e o génio inventivo, entre o passado e o futuro.

Este é um romance histórico com uma extensa pesquisa por trás, em que as descrições e os grandes nomes da época criam o ambiente perfeito para conhecermos melhor o homem por trás de toda a genialidade.

OPINIÃO: Em pleno Renascimento, no meio de uma Florença que respira arte, temos o nascimento de um artista que como qualquer génio tem adoradores, mas também muitos inimigos. Quando Leonardo Da Vinci é acusado de sodomia e sofre na pele o ódio das pessoas, muda-se, numa tentativa de continuar com as suas criações. Contudo, acompanha-o o desejo de vingança, que está enraizado dentro de si.

Neste romance histórico ficou bem patente, desde o início, a intensa e aprofundada investigação documental que o autor fez para a construção deste enredo. Desde as datas, aos locais onde cada cena é descrita e, principalmente, não há como não notar de que todos os personagens estão muito bem contextualizados. Estes dão à história uma grande credibilidade e criam o cenário ideal à volta do enredo.

Confesso que gostei mais do início e do fim do que propriamente do meio do livro. A história do Da Vinci é de facto, interessante.

Gostei especialmente de conhecer o crescimento pessoal de alguém que não foi apenas um pintor, mas que se dedicou ao conhecimento em geral porque tinha uma grande sede de saber. De conhecer como este homem pensou nas suas maiores e mais conhecidas obras e de como as arquitetou de forma a ainda hoje serem apreciadas.

Pelo meio, a história arrastou-se porque a narrativa de capítulo a capítulo era redundante. Há lugar muitas analepses, que saltam do presente para passado de forma constante.

Na globalidade, é um livro bom. No entanto, dentro do género não é dos meus favoritos.

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