A viúva – Fiona Barton… por Andreia Silva

A-ViúvaSINOPSE: A Mulher
A existência de Jean Taylor era de uma banalidade abençoada. Uma boa casa, um bom marido. Glen era tudo o que sempre desejara na vida: o seu Príncipe Encantado. Até que tudo mudou.
O Marido
Os jornais inventaram um novo nome para Glen: monstro, era o que gritavam e lhe chamavam. Jean estava casada com um homem acusado de algo impossível de imaginar. E à medida que os anos foram passando sem qualquer sinal da menina que alegadamente raptara, a vida de ambos foi sendo escrutinada nas primeiras páginas dos jornais.
A Viúva
Agora, Glen está morto e pela primeira vez Jean está só, livre para contar a sua versão da história. Jean Taylor prepara-se para nos contar o que sabe.

OPINIÃO: Jean Taylor é a viúva deste livro. Viúva de Glen Taylor, um homem acusado de assassinar uma menina dada como desaparecida.

Agora, Glen morreu e Jean coloca-se à frente dos holofotes e dos microfones para contar a versão de quem esteve ao lado de um acusado de homicídio.

Este policial, onde já se conhece o crime todo e, à partida, o principal culpado do mesmo, foi construído debaixo do olho de uma jornalista. Ao contrário do que estou habituada a encontrar – relatos de detetives e polícias – este livro traz-nos perspetivas novas sobre as investigações policiais. Nota-se uma descrição dos factos mais objetiva e não tanto de especulações.

Apesar das constantes analapses, entre o antes da morte de Glen e o depois, entre a acusação e a versão dos factos por parte da viúva, e os diferentes pontos de vista entre mãe, Jean, a jornalista e outros intervenientes,  o livro não perde o fio à sua meada. Tem um enredo relativamente contínuo o que faz com que o leitor não se perca, nem perca o entusiasmo pela história.

Durante toda a leitura, senti que estava a gostar da história, mas que me estava ali a faltar qualquer peça para conseguir captar qual teria sido a intenção da autora ao escrever daquela forma. Sentia-me quase como se fosse uma “desvendadora de enigmas”.

Na realidade, até o perceber (ao enigma) o livro não me tinha prendido. Mas nos capítulos finais isso tudo mudou. As descobertas, ou melhor, as revelações apanharam-me desprevenida e foram tão bem escondidas que até a boca abri.

Este final fez valer a pena quaisquer momentos mais parados (que se podem contar com os dedos de uma mão) e transformou uma história quase desvendada em algo muito, muito inesperado.

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