Elmet – Fiona Mozley… por Andreia Silva

39723579.jpgSINOPSE: Daniel está a ir para Norte e procura alguém. A vida simples que levava com a irmã Cathy e o pai desapareceu; tornou-se ameaçadora e sinistra. Viviam os três à margem da sociedade, numa casa que o pai construíra no bosque, caçando e procurando comida. O pai dissera-lhes que a pequena casa em Elmet era deles, mas afinal isso não era verdade. E alguns homens daquela terra, gananciosos e vorazes, começaram a vigiá-los de perto.

Esta é uma história sobre família, amor e violência; uma análise dura e implacável à sociedade contemporânea, ao indivíduo e à realidade, aos conceitos de classe e às discrepâncias entre quem somos e quem somos capazes de ser.

OPINIÃO: Daniel vive com o pai e com a irmã, Cathy, numa casa construída pelo pai no meio do bosque. Recolhem e a caçam aquilo de que precisam para sobreviver da natureza. Mas, de repente, a segurança desta família acaba e a vida torna-se demasiado ameaçadora.
Fiona Mozley tem uma capacidade descritiva elevadíssima que nos transporta para um meio rural, onde o leitor consegue realmente sentir o cheiro das árvores acabadas de cortar ou ouvir o som das raposas. Todas essas descrições dão ao livro o toque sombrio que toda a história pede.
Elmet foi o último reino Celta em Inglaterra e senti que esta história não se podia passar em mais nenhum lado.
O fulcral deste livro e a mensagem que a autora quis transmitir com esta história penso ter sido o amor entre pais e filhos. A forma como o Daniel (e não só, mas principalmente este personagem) idolatra o pai e o descreve como sendo alguém quase invencível, mostra-nos que apesar de toda a violência que se cria à volta das pessoas, haverá nos filhos aquela crença no progenitor de que este os protegerá sempre.
Este “Elmet” não é um livro que incite o leitor a lê-lo de uma vez só. Além de ter partes mais paradas, não tem uma linha de acontecimentos que o tornem propriamente viciante. É um bom livro, muitíssimo bem escrito, mas que não agradará a todos. Eu gostei da história, mas confesso que não mexeu comigo. Falta qualquer coisa no final para algumas coisas fazerem realmente sentido. Senti-o apressado e, por esse motivo, não me encheu as medidas.

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