O diabo, o relojoeiro e a máquina dos sacrifícios – Michael Marshall Smith

9789898869487SINOPSE: Autor vencedor do British Fantasy Award e do Phillip K. Dick Award

Imagine, caro leitor, a oficina de um relojoeiro. Imagine ainda que esta história se passa num mundo banal e que o relojoeiro é, também ele, um homem normal… com um talento extraordinário. Até ao dia em que alguém entra na oficina com o mais invulgar dos pedidos: uma máquina para converter a maldade do mundo em energia.

Quem (pergunta-se o leitor) quererá esta bizarra extravagância? Ora, ninguém mais do que o próprio Diabo… Que, como se sabe, tem formas muito persuasivas de obter o que deseja. Passaram-se séculos, e o Diabo e a sua máquina estão a ter problemas. É então que, acidentalmente (embora se suspeite de uma certa influência maligna), a pequena e ingénua Hannah Green é arrastada para uma tenebrosa aventura maquinada pelo Diabo. Preste bem atenção, estimado leitor, pois aqui começará também a sua história, num mundo onde as aparências enganam e as coincidências não existem.

OPINIÃO: Este livro tem todos os ingredientes de uma fábula à moda antiga.

Desde logo, o título. É impossível não perceber que estamos diante de uma história de fantasia. Um título que é uma enunciação de nomes, que parece básica, mas que anuncia um leque de peripécias que os unirão numa teia. Já foram muitos os contos escritos com títulos neste formato e tenho de dizer que funcionam. Os leitores ficam curiosos sobre de que maneira se irão os nomes interligar.

A capa é absolutamente maravilhosa. Adoro, adoro! As cores, os desenhos, todo o conjunto serve para aliciar o leitor para uma história mística.

Quanto à narrativa, em primeiro lugar, o narrador comunica com o leitor. Inicia o seu discurso apelando ao seu bom senso, à sua paciência, dando-lhe uma lição acerca de como uma história deve ser feita, quais os pontos que a elevam de uma história medíocre a uma boa história.

Esta escolha da segunda pessoa, permite que a narrativa seja mais intimista. O leitor sente-se parte integrante do enredo e é como se a nossa opinião fosse, de facto, relevante para o autor.

Depois, os personagens: uma criança, um velho relojoeiro e o diabo. Simples, e ao mesmo tempo complexo. Cada um tem a sua personalidade e as suas manias. Apesar de o velho e a criança serem ambos humanos, é como estar diante de 3 espécies distintas. A forma como os diálogos foram conduzidos, permitiam perceber de imediato quem era o interlocutor.

Algumas cenas são mais cruéis, o que me remete novamente para as velhas fábulas. Gostei da ousadia nos momentos do diabo. Por mais que este seja humanizado, não deixa de ser o senhor do mal.

Quanto à história em si, não é fabulosa, mas não é má. Ideal para um público mais jovem (não muito jovem).

Existem aqueles momentos de moralidade, os ensinamentos típicos acerca da paciência, do valor da família, entre outros.

Foi uma leitura leve, que me agradou.

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