Como parar o tempo – Matt Haig … por Andreia Silva

36375275SINOPSE: «Tal como basta apenas um instante para se morrer, também basta apenas um instante para se viver. Fecha-se simplesmente os olhos e deixa-se que todos os receios fúteis se esvaiam.» 

O meu nome é Tom Hazard. Pareço ter 40 anos, mas não se deixe iludir, sou muito mais velho do que isso. Séculos mais velho. E este é o meu perigoso segredo. Fui contemporâneo de Shakespeare, vivi em Paris nos loucos anos 20, cruzei os mares de uma ponta a outra. Eternamente a fugir do meu passado e à procura daquilo que me foi roubado. Mas sem identidade ou raízes, a vida eterna pode tornar-se um vazio.

Numa tentativa de voltar à normalidade, arranjei trabalho como professor de História. (Quem melhor para relatar o passado do que alguém que o viveu realmente?) Talvez desta forma consiga perder o medo de viver. A única regra para pessoas como eu é nunca se apaixonarem.
Infelizmente, descobri isto tarde demais.

Escrito com alma e coração, Como Parar o Tempo celebra aquilo que nos torna humanos e ensina-nos uma verdade universal: a vida deve ser vivida sem medos.

OPINIÃO: Tom Hazard nasceu há mais de 400 anos e não tem o aspeto de uma múmia, mas o de um homem comum de 40 anos. Não viaja no tempo, “simplesmente” envelhece mais devagar.

Quanto tenta, por uma vez, ter uma vida normal, apaixona-se. E essa era a única regra que ele não podia quebrar…
A premissa de haver um personagem que não morre não é original (existem dezenas de vampiros e lobisomens por essa literatura fora), mas nunca me tinha deparado com este tipo de condição. E o livro começou, logo por aí, a despertar a minha atenção.
A história é contada com saltos temporais e espaciais. Viajamos de Londres, para Paris, para Austrália, do século XVIII, para o século XX, e também para a tualidade.

É assim que conhecemos e entendemos a personalidade atual do Tom e todas as suas angústias por ter vivido tanto.
À medida de que ele vai vivendo, partilha ideias sobre a humanidade e o que significa ser um ser humano. Coloca-nos a refletir e a perceber o quão somos efémeros e, na realidade, muito pequeninos. Tem uma linguagem extremamente filosófica e introspetiva. De tal forma, que é quase palpável a dor e o sofrimento de tantos anos acumulados.

É um livro muito bom, que nos mostra que o tempo é, de facto, muito relativo!

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