Vidas Finais – as sobreviventes

36353431SINOPSE: Para sobreviver a um assassino, é preciso ter um instinto assassino.
Há dez anos, Quincy Carpenter, uma estudante universitária, foi a única sobrevivente de uma terrível chacina numa cabana onde passava o fim de semana com amigos. A partir desse momento, começou a fazer parte de um grupo ao qual ninguém queria pertencer: as Últimas Vítimas.
Desse grupo fazem também parte Lisa Milner, que perdeu nove amigas esfaqueadas na residência universitária onde vivia, e Samantha Boyd, que enfrentou um assassino no hotel onde trabalhava. As três raparigas foram as únicas sobreviventes de três hediondos massacres e sempre se mantiveram afastadas, procurando superar os seus traumas. Mas, quando Lisa aparece morta na banheira de sua casa, Samantha procura Quincy e força-a a reviver o passado, que até ali permanecera recalcado.
Quincy percebe, então, que se quiser saber o verdadeiro motivo por que Samantha a procurou e, ao mesmo tempo, afastar a polícia e os jornalistas que não a deixam em paz, terá de se lembrar do que aconteceu na cabana, naquela noite traumática.
Mas recuperar a memória pode revelar muito mais do que ela gostaria.

OPINIÃO: Os thrillers estão na moda. E eu adoro esta moda!

Vidas Finais traz-nos uma história macabra de uma realidade que, felizmente, não temos em Portugal: as final girls.

Final girls não tem uma tradução literal para a nossa língua, mas também não será difícil de explicar: quando um psicopata ataca um conjunto de pessoas, a final girl será aquela que sobrevive.

Na nossa história temos 3: Lisa, Sam e, a nossa protagonista, Quincy.

Todas sobreviveram a um predador e todas têm de viver com as memórias e com os traumas que estas acarretam. Não é fácil viver com a noção de que fomos os únicos sobreviventes de um massacre, ainda mais quando os falecidos eram entes queridos. Esta é a realidade de Quincy, que oculta as suas fraquezas, 10 anos após a fatídica noite que levou os seus amigos e que, curiosamente, a deixou sair “impune”.

Este livro transportou-me a seu bel prazer. Depois de algumas páginas, questionei-me qual era a história.

Mais algumas páginas volvidas e perguntei-me onde é que isto me iria levar.

Poucas depois, a pergunta recaía sobre o que raios se tinha passado naquela noite na cabana.

A esta dúvida juntaram-se mais umas quantas e, de repente, estava enrolada numa teia de curiosidade que só cessou quando cheguei ao derradeiro climax e tudo foi respondido.

I didn’t see that coming!

Na página onde tudo foi revelado, dei por mim a perceber finalmente o desfecho e acho que disse mesmo em voz alta: oh meu Deus, oh meu Deus!

Desconfiei de tanta gente, teci inúmeras conclusões e via as minhas suposições a serem postas de lado logo no capítulo seguinte.

Gostei muito! Adoro quando me convenço que estou diante de um enredo “fácil” e me surpreendo com rasteiras e rasteiras até cair de cabeça no que o autor prepara para o final.

No entanto, o livro é recomendado por Stephen King e isso deixava-me na retranca, porque para ele apelar a esta leitura é porque tinha algo de diferente, de bom! E tem, e é bom!

Os direitos foram adquiridos pela Universal. Em breve, muitos mais falarão desta história. Disso não tenho qualquer dúvida!

Leitura fluída, pormenores macabros, muita ansiedade e personagens credíveis, são algumas das características deste livro, que é obrigatório para os amantes de histórias intensas e que gostam de ser deixados na expectativa.

My kind of book.

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