Uma noite em Lisboa – Erich Maria Remarque

29245744SINOPSE: A Alemanha Nazi ocupava grande parte da Europa. Terra de todos e de ninguém devido ao jogo duplo de Salazar, Lisboa foi durante toda a guerra um território neutro. Num cenário de guerra e perseguição, tornou-se o paraíso à beira-mar plantado. Para além da sua beleza natural e da paz, foi uma das poucas portas de saída para os que desejavam uma oportunidade para construir uma nova vida do outro lado do Atlântico.
Depois… uma noite em Lisboa, quando um refugiado olha cobiçosamente para um transatlântico, um homem aproxima-se dele com dois bilhetes de embarque e uma história para contar. É uma história perturbante de coragem e traição, risco e morte. Onde o preço do amor vai para além do imaginável, e o legado do mal é infinito. À medida que a noite evolui, os dois homens e a própria cidade criam um laço que vai durar o resto das suas vidas…

OPINIÃO: Um clássico da literatura e, como tal, um livro introspetivo que nos leva a embarcar numa teia de sentimentos e de pequenas conquistas num mundo de elites.

Habituados estamos à temática que explora a segunda grande guerra e ainda chocados ficamos ao conhecer, uma e outra vez (por vozes diferentes), a injustiça dos que padeceram diretamente da ideologia nazi, tal doença que deflagrou pela mente do mundo.

O povo quando tem medo é perigoso. Sabemos disto e tememos o caos por esse mesmo motivo. O instinto leva-nos a descobrirmos o que de pior temos em nós.

Onde fica o amor? Será possível encontrar paixões, quando se tem de espreitar sobre o ombro a cada passo dado em direção à liberdade?

Este pequeno livro traz um relato intimista de um homem que perde a esperança e outro que ainda não a deixou fugir.

Um conta a história, o outro ouve-a. Os caminhos são semelhantes, mas as pegadas que pisam nunca serão as mesmas e, por isso, nunca poderá habitar o mesmo monstro em cada um.

Tem passagens lindíssimas e descrições fantásticas de uma Europa não tão longínqua. Frases dignas de sublinhar e de interiorizar, qual a força com que persistem no tempo.

Não sei se acontece a todos, mas assusta-me que aquilo que dizemos nos dias de hoje seja uma cópia exata do que foi dito nos momentos que precederam tempos de verdadeiro horror. Entristece-me que o mundo caia nos mesmos erros, porque me leva a indagar se não seremos realmente os monstros que tendemos a nos transformar.

O final está aberto a interpretações, que é o que a vida é: um emaranhado de interpretações, em que, por vezes, uma ou outra conquista as restantes.

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