Não sou um serial killer – Dan Wells

13501676SINOPSE: John Wayne Cleaver é um rapaz perigoso – muito perigoso. E passou a vida a tentar não cumprir o seu potencial.

É bem-comportado, calado, tímido e reservado, mas incapaz de sentir empatia e de compreender as pessoas que o rodeiam. Prefere conviver com os mortos; o seu trabalho (e passatempo favorito) é embalsamar cadáveres na casa mortuária que pertence à família. Além disso,
partilha o nome com um famoso serial killer e tem uma obsessão quase incontrolável por psicopatas e assassinos em série. Sob estas circunstâncias, parece que o seu destino está traçado.

Contudo, Cleaver tem consciência das suas invulgares características, e quer a todo o custo impedir-se a si mesmo de matar. Para tal, criou um conjunto de regras muito precisas: tenta cultivar apenas pensamentos positivos pelas pessoas que o rodeiam (até pelo bully do
liceu), evita criar laços ou interessar-se por elas (tem apenas um amigo da sua idade) e, sobretudo, tenta a todo o custo manter-se afastado do fogo (que gosta de atear), dos animais (que gosta de dissecar) e de locais e vítimas de crimes. As suas regras vão ser postas à prova quando é encontrado um corpo terrivelmente mutilado – e depois um segundo, e um terceiro.

Será que na sua pacata vila existe uma criatura ainda mais perigosa do que John Wayne Cleaver?

OPINIÃO: Este livro foi uma proposta do Clube de Leitura de Braga. Confesso que se não o fosse, muito dificilmente teria pegado nele.

Foi uma leitura muito estranha.

Primeiro, o título induz a thriller; segundo, a capa induz a juvenil; terceiro, a sinopse induz a YA.

As primeiras impressões levaram-me a crer que estava diante de uma luta de um adolescente contra si mesmo. John sofre de transtorno de personalidade antissocial, que é o distúrbio associado à psicopatia.

Um psicopata não é, por regra, um assassino; este distúrbio caracteriza-se pela ausência de empatia. O ser humano que padece deste problema não será capaz de se ligar aos outros seres vivos. No entanto, isso não significa que terá obrigatoriamente de matar!

John sofre por causa disso e confesso que as descrições que são feitas ao que lhe vai na alma me tocaram.

Até aqui, tudo bem! Estava mesmo embrenhada na mente confusa, jovem e aflita de John. O antagonista era o “monstro” que habitava dentro dele e que ele se esforçava por manter em clausura.

O enredo vinha a explorar, também na primeira metade, os serial killers famosos, as atividades de uma funerária e, com isto, eu sentia que estava a aprender alguma coisa, que estava a ser um leitura que tanto me entretinha, que me tocava de alguma forma e que me cultivava por algum lado.

Até que a coisa dá uma tremenda cambalhota e entramos num livro de terror, ao estilo “Arrepios”…

What, what, what??? I didn’t see that coming e estragou tudo!

Terminei-o por descargo de consciência e porque gostava do protagonista, do seu psicólogo, da sua família e do seu “monstro” pessoal.

O autor é ousado, cruel, minucioso na exploração que faz das emoções, mas perdeu-se. Não percebi qual era o objetivo, mas não resultou.

Não consigo indicar um público para este livro, porque é cru, mexe com um tema mórbido, mas insere um terror tão fraco, tão infantil, tão sem jeito que até dá pena…

Não tenho em vista adquirir ou ler o resto da série para breve…

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