Vida roubada – Adam Johnson… por Andreia Silva

20763351SINOPSE: Vencedor do prémio Pulitzer 2013: Uma saga de amor, esperança e redenção no país mais fechado do mundo.

Vida Roubada segue a vida de Pak Jun Do, um jovem no país com a ditadura mais sombria do mundo: a Coreia do Norte.

Jun Do é o filho atormentado de uma cantora misteriosa e de um pai dominante que gere um orfanato. É nesse orfanato que tem as suas primeiras experiências de poder, escolhendo os órfãos que comem primeiro e os que são enviados para trabalhos forçados. Reconhecido pela sua lealdade, Jun Do inicia a ascensão na hierarquia do Estado e envereda por uma estrada da qual não terá retorno. Considerando-se “um cidadão humilde da maior nação do mundo”, Jun Do torna-se raptor profissional e terá de resistir à violência arbitrária dos seus líderes para poder sobreviver. Mas é então que, levado ao limite, ousa assumir o papel do maior rival do Querido Líder Kim Jon Il, numa tentativa de salvar a mulher que ama, a lendária atriz Sun Moon.

Em parte thriller, em parte história de amor, Vida Roubada é um retrato cruel de uma Coreia do Norte dominada pela fome, corrupção e violência. Mas onde, estranhamente, também encontramos beleza e amor.
–saidadeemergencia.com

OPINIÃO por Andreia SilvaJun Do vive no país mais fechado do mundo, tal como a capa nos diz: a Coreia do Norte.

O livro começa com a jornada dele, desde o orfanato onde vivia com o pai que o geria, até à sua ascenção ao Estado.

Sempre submisso ao líder do país, Jun Do arrisca tudo para salvar a mulher que ama.

A história tem um enredo interessante e o leitor sente-se como a intrometer-se no meio de algo que é secreto. Sentimo-nos a espiar e isso torna o livro aliciante. Gostei, especialmente, da estranheza que sentem os coeranos ao descobrir factos da cultura americana.

Contudo, não é um livro fácil. Tem uma história densa, com muitos pormenores e por não ser uma cultura com que facilmente tenhamos contato, torna-se complicado acompanhar os acontecimentos a um bom ritmo.

A promessa de uma saga de amor fica um pouco aquém das expetativas. Percebo o contexto da atmosfera envolvente mas acho que falta qualquer coisa nesse aspeto.

Na globalidade, é um livro bem escrito e muito bem pensado, mais concretamente ao nível da pesquisa política e cultural. Entendo perfeitamente o porquê do prémio atribuído, mas não fez muito o meu género e por esse motivo não me prendeu.

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