Ninfas: Paixão Mortal – Sari Luhtanen&Mikko Oikkonen

4SINOPSE: Romance feminino intenso com uma nova abordagem, onde combina vários elementos; amor e mistério. Uma nova temática que se destaca.
Uma história de amor emocionante, onde as escolhas determinam a forma de viver a realidade.
Com uma linguagem envolvente, o livro oferece-nos vários tipos de elementos – paixão, mistério, luta pela sobrevivência, crise de identidade e duelos entre os grupos de ninfas e sátiros.

OPINIÃO: Antes de mais, vamos ver o que são “Ninfas”.

Não é que eu não o saiba ou que esteja a insinuar que os leitores também o desconhecem. Vamos apenas… clarificar o termo:

O que nos diz a Infopedia:
As Ninfas (do grego nymphé e do latim nympha ), na mitologia grega, são divindades femininas secundárias que habitam os campos, as florestas e os mares.
  • A autora conseguiu, embora de forma vaga, demonstrar esta faceta. Senti que poderia ter explorado muito mais esta característica, sobretudo, as capacidades da protagonista.
Encontram-se associadas à fertilidade, personificando a fecundidade da Natureza.
  • Aqui, a autora optou por limitar-lhes a fertilidade. As Ninfas desta história estão sujeitas um momento especial providenciado pela natureza.
(…)  tinham o poder de profetizar, de proteger, de curar e mesmo de inspirar, aparecendo muitas vezes a auxiliarem as outras divindades. 
  • Temos uma curandeira e uma lutadora. Duas personagens muito diferentes e interessantes.
Como divindades menores, as Ninfas não eram imortais mas permaneciam jovens, belas e graciosas, sendo, por isso, amadas por deuses e por homens.
  • Infelizmente, não temos deuses. Poderia ter sido um acréscimo que enriqueceria muito o enredo.
Frequentemente são descritas com vestidos leves, quase transparentes, de cabelos compridos e soltos ou entrançados.
  • Sim, não fica a dúvida de que elas são belas.
Agora, vamos focar-nos no livro:
Ninfas – Paixão Mortal conta a história de Didi, uma jovem que descobre que é diferente dos demais mortais pelo facto de ser uma viúva negra. Viúva negra é o eufemismo de: “Didi mata os homens com que tem relações sexuais”.
À partida, temos aqui uma premissa muito interessante.
Qual é o outro lado da moeda?
O facto de elas morrerem caso não se deitem com um homem na lua cheia.
Isto significa que as Ninfas são escravas do sexo e, ao mesmo tempo, assassinas por natureza.

Por outro lado, as Ninfas estão subjugadas aos sátiros desde o início dos tempos.

O que diz a Infopédia sobre este outro ser:

Divindade grega dos bosques e das montanhas, por vezes também chamado Sileno.
Este nome era-lhe dado principalmente quando atingia a velhice e ficava barrigudo, ainda mais feio e andando de burro.
  • Sileno! Este nome surge na narrativa, porém, muito distanciado do que nos é referido pela “lenda”.
Amantes do vinho, da música e da festa, faziam parte do ruidoso cortejo de Dioniso, bebendo e dançando, para além de perseguirem as ninfas e as ménades, vítimas preferidas do seu apetite sexual sempre ativo. Atrás delas ou de outras mulheres, corriam os campos desenfreadamente, sempre à procura de satisfazerem a sua sexualidade sempre insaciável.
  • A perseguição às ninfas é o main goal.
Por outro lado, estes sátiros, apesar de fãs de vinho e de sexo, parecem-me muito sofisticados e demasiado sérios no que toca à postura com que encaram a sociedade.
Achei curiosa a forma como a autora vê estas divindades, que eu irei sempre associar ao Philoctetes, o treinador de heróis. Para quem não sabe a quem me refiro, deixo aqui a foto:
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Estas fraquezas atribuídas a esta espécie de divindade são difíceis de digerir, principalmente num século em que se procura afirmar, cada vez mais, os direitos das mulheres e a igualdade de géneros. Desta forma, recomendo a que entrem na leitura de mente aberta e que tenham em conta o facto de estes seres terem necessidades, instintos diferentes dos humanos, para que não se sintam chocados com a leviandade com que o ato sexual é tratado.
Atenção: Não há cenas explícitas de sexo! Não é um livro erótico e sim uma espécie de YA, que aborda a sexualidade.
Há, no entanto, uma luta constante das Ninfas em conquistarem a sua independência face aos sátiros. Contudo, elas estão bastante conformadas com a sua natureza. Falamos, está claro de Kati e de Nadia, duas ninfas mais antigas, que procuram orientar Didi neste mundo difícil e perigoso.
Há em Kati qualquer coisa que fica a meio… Um lado mais carinhoso que não é suficiente, mas que permite criar alguma empatia com ela. Apesar do facto de eu a achar um pouco idiota por guardar tantos segredos. Mais de metade dos problemas que surgem devem-se à sua arrogância. Não a consigo ver como “astuciosa”, “prática” e “inteligente”, que é o que a narrativa nos pretende incutir.
A meu ver, o livro precisaria de mais algum preparo a nível de enredo, uma vez que há imensas situações que não batem certo.
Quanto ao público, é óbvio que se dirige aos jovens e, sobretudo, ao feminino.
Adoro mitologia grega, quem segue o blogue sabe disso e esta é a primeira vez que me deparo com uma abordagem a estas criaturas.
Foi-me dito que existe uma adaptação televisiva… vou espreitar:
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