Ilusão Perfeita – Jodi Picoult

2SINOPSEUma mulher acorda num cemitério ferida e a sangrar, completamente amnésica. Não sabe quem é nem o que faz ali. É socorrida por um polícia que acabara de chegar a Los Angeles. Alguns dias mais tarde, é apanhada de surpresa ao ser finalmente identificada pelo marido, nada mais, nada menos do que Alex Rivers, o famoso actor de Hollywood. Cassie fica deslumbrada pelo conto de fadas que está a viver. Mas nem tudo parece correcto e algo obscuro e perturbador se esconde por detrás daquela fachada de glamour. E é só quando a sua memória começa gradualmente a regressar que a sua vida de cenário perfeito se desmorona e Cassie enfrenta a necessidade de fazer escolhas que nunca sonhou ter de fazer.

OPINIÃO: Há nomes que mal são pronunciados levam muitos leitores a sorrir.

Muitos são os que, ao lerem uma boa opinião acerca destes autores, encolhem os ombros e pensam: “já sabia que ias gostar.”

Jodi Picoult é assim.

Metade dos leitores que conheço já leram todos (ou quase) os livros desta fantástica autora e não me apercebi de ninguém que tenha ficado indiferente às histórias dela.

Picoult não se limita a escrever, ela penetra nas suas personagens e esmiuça-lhes as emoções, os sentimentos, as atitudes, de tal forma que cremos estar perante pessoas reais.

Este é o terceiro livro que leio da autora e foi, sem dúvida, o pior.

Ao contrário do “19 minutos”(AQUI), que se debruça sobre o bullying e os atos fatais que daí podem advir, e do “Tudo por amor”(AQUI), que me revolveu as entranhas ao tratar do abuso sexual de menores, “Ilusão Perfeita” tentou incidir sobre a violência doméstica, mas ficando-se apenas por contar uma história de amor.

A violência doméstica é um tema sensível e muito, mas muito, duro. A leviandade com que a protagonista lida com o marido não permite que sintamos grande compaixão ou, até mesmo, aproximação para com o sofrimento dela.

Depois, o enredo vai-se desviando para um outro secundário, centrando-se noutro tema que teria conteúdo para ter um livro só para si: ser um descendente híbrido numa comunidade indígena.

Fiquei triste por Picoult não ter conseguido escrever algo BOM sobre a violência doméstica, por ter lido um livro dela e me ter levado a pensar: “isto nem parece dela!”

Se quiserem sofrer com um relato duro sobre este tema, aconselho o livro “O fim do silêncio”(AQUI).

Como é óbvio, apesar de inferior aos anteriores, “Ilusão Perfeita” não é um mau livro, apenas não consegue estar à altura de outros da autora.

Leiam Picoult, vale muito a pena!

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