Um-dó-li-tá – M.J.Arlidge

23388794SINOPSE: DOIS REFÉNS. UMA BALA. UMA DECISÃO TERRÍVEL. SACRIFICARIA A SUA VIDA PELA DE OUTRA PESSOA?

Uma jovem rapariga surge dos bosques após sobreviver a um rapto aterrador. Cada mórbido pormenor da sua história é verdadeiro, apesar de incrível. Dias mais tarde é descoberta outra vítima que sobreviveu a um rapto semelhante.

As investigações conduzem a um padrão: há alguém a raptar pares de pessoas que depois são encarcerados e confrontados com uma escolha terrível: matar para sobreviver, ou ser morto.

À medida que mais situações vão surgindo, a detetive encarregada deste caso, Helen Grace, percebe que a chave para capturar este monstro imparável está nos sobreviventes. Mas a não ser que descubra rapidamente o assassino, mais inocentes irão morrer?

Um jogo perigoso e mortal num romance de estreia arrebatador e de arrasar os nervos, que lembra filmes como Saw, Enigma Mortal e A Conspiração da Aranha.

OPINIÃO: Esta história fica na cabeça.

Não por ter uma premissa original, uma vez que já assistimos à “escolha” nos filmes “Saw”, mas pelas descrições tão reais que só um bom escritor consegue oferecer.

Além disso, qual é o coração que não palpita ao imaginar-se nestas situações?

O assassino deste livro é cruel porque não se importa. O monstro desta história é paciente, uma característica que consegue deixar-nos com os nervos em franja.

Juro que ainda visualizo aquela ferida infetada…

Adiante…

Não sou fã de policiais. Acredito que haja uma diferença gigante entre thrillers com e sem polícias, sendo eu mais adepta dos segundos.

No entanto, esta história não se debruça (muito) sobre questões técnicas e sobre os procedimentos das autoridades, deixando imenso espaço para que possamos conhecer as personagens no seu lado mais humano e menos profissional.

Fica avisado, desde já, o leitor mais sensível que estão presentes imagens chocantes e de difícil degustação, de trago azedo e resoluções que nos deixam a pensar e que tornam as personagens ainda mais cinzentas.

Este é o primeiro volume de uma série que irei manter na minha estante.

Apenas faço um reparo à tradução do título. O livro deveria chamar-se “Pim, pam, pum” e não “Um-dó-li-tá”. A lengalenga do “Pim pam pum” é bem mais cruel e, por isso, tem uma  semelhança muito maior com a lengalenga que deu o título ao original: “Eeny, meeny, miny, moe”.

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