A criança de fogo – S. K. Tremayne

30SINOPSE: Quando Rachel se casa com David, tudo parece encaixar-se. Ao mudar-se de uma vida de mãe solteira para a bela mansão Carnhallow na Cornualha, ela ganha riqueza, amor e até um irmão para a sua filha, Millie. É então que o seu enteado, Jamie, faz uma previsão assustadora, e a vida perfeita de Rachel começa a desmoronar-se. Assombrada pelo fantasma da falecida mulher de David, a mãe de Jamie, e à medida que suspeita que a morte daquela não tenha sido suicídio, Rachel começa a temer que as palavras do enteado se tornem realidade: «Irás morrer no Natal»

OPINIÃO: Isto é um thriller, não de deixem enganar pela sinopse e pelo próprio enredo fantasmagórico.

Quem leu o livro “As gémeas do gelo” saberá ao que me refiro, quando digo que o autor gosta de nos fintar com o terror ao longo das suas histórias.

Ao estilo deste título anterior, também “A criança de fogo” tem lugar num local isolado e icónicO da velha Inglaterra. Desta vez, os nossos personagens têm em mãos um passado gigantesco de uma linhagem poderosa que oprimiu e explorou o povo durante séculos. Na atualidade, a bela e “mal-humorada” Carnhallow ergue-se imponente sobre as falésias, olhando para as minas e para o sangue que elas lembram, fruto da ganância e a ambição dos antepassados de David.

David é viúvo e tem um filho, Jamie. Dezoito meses após a morte de Nina, David volta a casar. Rachel esforça-se para caber naquela família quebrada e, sobretudo, para conseguir não se sentir perdida e pequena dentro de Carnhallow, onde as paredes parecem sussurrar e os mortos parecem querer falar mais alto do que os vivos.

O autor dedica-se imenso por dar a conhecer aos leitores a história do local e as descrições constantes que faz da casa, das minas, das falésias, do mato e do mar,  permitem que visualizemos a beleza sinistra do cenário.

A história em si é tensa e de difícil. A loucura é tão palpável que dá medo. Ela envereda com vagar nos personagens e damos por nós a recear que um dia ela nos toque da mesma forma.

Torci o nariz um bocadinho com o final porque me fez lembrar os desfechos “hollywoodescos”. No entanto, entendo-o e acredito que irão satisfazer uma larga fatia de leitores.

Adoraria ler algo do autor que fosse realmente sobrenatural, que penetrasse de facto para o lado sombrio e irreal, tal é a mestria com que ele constrói as passagens mais negras e profundas.

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