Verdade escondida – Mary Kubica

27SINOPSE: Quinn Collins acorda e não encontra a amiga com quem partilha a casa na cidade de Chicago. O quarto dela tem a cama vazia e a janela aberta, e Quinn recorda-se vagamente de ter ouvido um rangido durante a noite. Esther Vaughan desapareceu sem deixar rasto. Entre os pertences da amiga encontra uma carta enigmática, assim como outros objetos que colocam em dúvida se Esther será a pessoa que Quinn julgava ser.
Entretanto, numa pequena cidade perto de Chicago, uma rapariga misteriosa aparece num café onde um jovem chamado Alex Gallo trabalha. Alex sente-se desde logo atraído por ela, mas acaba por descobrir algo obscuro e sinistro que porá em causa os seus sentimentos.
Enquanto Quinn continua em busca de respostas para o desaparecimento de Esther, e Alex tenta saber mais sobre a rapariga desconhecida, forma-se um enredo de ilusões que ameaça esconder uma dura e chocante verdade. Quem será aquela estranha rapariga?

OPINIÃO: 3º livro que leio da autora e sei que não será o último.

Mary Kubica veio para ficar na minha estante.

Os dois volumes anteriores deixaram-me de sobreaviso, já comecei este livro sabendo que ia ser fintada ao longo da narrativa, de forma a que o final se revelasse surpreendente.

É esta a grande qualidade da autora, a sua capacidade de criar mistério e de o manter até ao fim.

Este enredo incide sobre uma relação de amizade.

Esther é dedicada e a pessoa perfeita para se dividir a casa. No entanto, a personalidade distraída da nossa protagonista não lhe permite ver que Esther é muito mais do que aparenta e que por debaixo da faceta simpática e altruísta desta há segredos que podem ser letais. Só quando Esther desaparece é que Quinn se começa a indagar quem será a sua amiga realmente.

Quinn é egoísta. Esta característica que adotou ao longo da vida irá trazer-lhe imensas dúvidas que a motivarão a prosseguir e a recuar várias vezes ao longo da sua demanda de descobrir o paradeiro da amiga.

Gostei de estar diante de uma personagem menos agradável e com defeitos. Faz-nos sentir mais próximos da realidade.

Por outro lado, Alex dá a voz ao segundo enredo que virá a cruzar-se com o primeiro.

Esta narrativa é mais lenta e custa-nos um pouco perceber a ligação que terá com a principal. Porém, há de facto um vínculo que une as conversas (à partida, corriqueiras) de Alex com aquela senhora que não sai de casa, que tem medo que o mundo a engula.

É bom e aconselho a autora.

Mary Kubica traz mistérios sem polícias, traz segredos sem investigações, conta histórias perigosas sem chatear com argumentos técnico-forenses. Kubica explora as profundezas do ser humano e as loucuras que este é capaz de cometer para amansar o monstro que vive nele.

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