Enquanto dormes – Alberto Marini

22587843SINOPSE: Enquanto dorme
Tudo pode acontecer…

Cillian, porteiro de um edifício de Nova Iorque, sente prazer em prejudicar as pessoas que o rodeiam. Ele conhece a fundo todos os inquilinos do prédio. Controla as suas idas e vindas, estuda-os, descobre os seus pontos fracos, os seus segredos.

Clara, a condómina do 5.º B, é a sua próxima vítima, e ele não parará enquanto não conseguir destruir-lhe a vida. Todas as manhãs, Cillian faz um jogo consigo próprio a que chama «roleta russa»: coloca a sua vida no abismo, procurando um motivo para viver mais um dia. Incapaz de ser feliz, o seu único conforto é impedir que os outros o sejam.

Clara é a sua antítese: uma mulher feliz, em paz, que reage com um sorriso a tudo o que a vida lhe oferece. A sua indestrutível vitalidade transtorna Cillian, que levará o seu jogo ao extremo. Um jogo que se revelará mais complexo do que alguma vez podia imaginar.

OPINIÃO: Impossível ler este livro e não sentir uma vontade constante de esmurrar com violência o protagonista.

Ei! Calma! É suposto que ele nos leve a esses sentimentos mais agressivos. O protagonista é o mau da fita, e ele é um ser tão desprezível que não cabe a hipótese de simpatizar, ter pena, seja o que for por este homenzinho!

É cobarde, vive nas sombras, desliza como uma cobra venenosa e fuça como um rato na vida das pessoas mascarado de idiota que não parte um prato.

Qual o objetivo de vida dele: trazer infelicidade a todos que lhe rodeiam.

Ele é infeliz e nada o faz feliz, a não ser a infelicidade dos outros. Tudo o que ele arquiteta leva tempo e paciência. Não é adepto da violência e constrange-se com sangue. Se alguém sorri demais ou encara a vida com otimismo, o alarme dele toca e, uma vez na sua mira, a pessoa verá o seu mundo virado do avesso.

Que idiota!

Apetece intervir a toda a hora.

Cilian não olha a quem ou a o quê. Todos são potenciais alvos da sua mesquinhice e malvadez. Desde intercetar as cartas de um idoso solitário, a roubar um cão a uma idosa, incentivar um tetraplégico ao suicídio, esconder-se debaixo da cama de Clara, …

Todos os dias, Cilian testa a sua vontade de viver, colocando-se a um pé da morte.

Afinal, o que motiva cada um de nós a acordar de manhã e enfrentar o mundo?

É um livro que se fecha várias vezes para respirar. Não por conter cenas chocantes, tristes ou violentas, mas para restabelecermos a calma.

Relembra-se que esta história foi originalmente concebida para o grande ecrã.

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