Eu, o Earl e a tal miúda – Jesse Andrews

27280459SINOPSE: O mais divertido livro sobre a morte que os jovens alguma vez vão ler.
Esta é a história criativa e comovente de Greg, um finalista do secundário cujo único objetivo é manter-se completamente anónimo e evitar quaisquer relações profundas.
Para ele, essa é a melhor estratégia de sobrevivência no verdadeiro campo de minas social que é a vida de um adolescente. Juntamente com Earl, Greg faz curtas-metragens parodiando filmes clássicos, o que os torna mais colegas de trabalho do que propriamente amigos.
Tudo corria bem até ao dia em que a mãe de Greg insiste com ele para passar algum tempo com Rachel, uma miúda da sua turma que acabou de ser diagnosticada com cancro. Lentamente, Greg descobre que um pouco de amizade não faz mal a ninguém.
Tão tocante quanto divertido, o livro de estreia de Jesse Andrews inspirou o filme aplaudido pela crítica e duplamente premiado no prestigiado Festival de Cinema de Sundance 2015. Uma história capaz de partir o coração sem roubar uma só gargalhada.

OPINIÃO: Greg diz ao leitor, ao longo de todo o livro, que este livro não presta, que é intragável. Greg sofre de excesso de modéstia. Greg diz no epílogo que este livro jamais dará lugar a um filme, porque o conteúdo do livro ainda ficaria pior se passasse para o ecrã.

Este é o Greg, que se preocupa demasiado com o que os outros pensam (palavras do Earl) e que não consegue ser ele próprio porque não sabe bem o que isso é!

Este livro tem uma escrita muito leviana e, ao mesmo tempo, uns quantos parágrafos dignos de serem sublinhados.

Ri-me e até dei por mim a mostrar a outras pessoas algumas passagens engraçadas.

Lê-se mesmo rápido porque o autor optou por expor muitos momentos em formato de guião cinematográfico.

Quanto à história, não há muito que se diga. Não aprofunda os personagens ou o próprio tema que lhe dá a cara. No entanto, Greg avisa logo que este livro não serve para aqueles que procuram enredos dramáticos, com reviravoltas emocionantes e amores a desabrochar no cerne do pesadelo que é o cancro. Não há lutas intermináveis para combater uma doença, nem lutos que duram para sempre. Este livro roça a realidade de como uma mente demasiado jovem e ainda em busca da sua maturidade se vê confrontada com a proximidade da morte numa pessoa que não se gosta assim tanto.

É divertido e não tem comparação possível com “A culpa é das estrelas”. O humor negro de John Green difere por completo da inocência destes diálogos em “Eu, o Earl e a tal miúda”.

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s