A rainha no palácio das correntes de ar – Stieg Larsson

6751710SINOPSE: Lisbeth Salander sobreviveu aos ferimentos de que foi vítima, mas não tem razões para sorrir: o seu estado de saúde inspira cuidados e terá de permanecer várias semanas no hospital, completamente impossibilitada de se movimentar e agir. As acusações que recaem sobre ela levaram a polícia a mantê-la incontactável. Lisbeth sente-se sitiada e, como se isto não bastasse, vê-se ainda confrontada com outro problema: o pai, que a odeia e que ela feriu à machadada, encontra-se no mesmo hospital com ferimentos menos graves e intenções mais maquiavélicas… Entretanto, mantêm-se as movimentações secretas de alguns elementos da Säpo, a polícia de segurança sueca. Para se manter incógnita, esta gente que actua na sombra está determinada a eliminar todos os que se atravessam no seu caminho. Mas nem tudo podia ser mau: Lisbeth pode contar com Mikael Blomkvist que, para a ilibar, prepara um artigo sobre a conspiração que visa silenciá-la para sempre. E Mikael Blomkvist também não está sozinho nesta cruzada: Dragan Armanskij, o inspector Bublanski, Anika Gianini, entre outros, unem esforços para que se faça justiça. E Erika Berger? Será que Mikael pode contar com a sua ajuda, agora que também ela está a ser ameaçada? E quem é Rosa Figuerola, a bela mulher que seduz Mikael Blomkvist?

OPINIÃO: E parece que voltamos aos erros do primeiro livro… Cerca de 40 páginas de informação, conteúdos técnicos, nomes e mais nomes.

O terceiro volume não coloca um ponto final à história, mas é o último livro que o autor escreveu antes de falecer. Não se sente um desfecho completo, porém há um ciclo que se cumpre e não ficamos insatisfeitos se ficarmos por aqui, se não quisermos ler o seguinte, que já não é pela mão de Stieg Larsson.

Quanto ao enredo, já desconfiavamos da conspiração por detrás da detenção juvenil de Lisbeth. Não é propriamente uma novidade que a hacker aborreceu homens perigosos e influentes. Uma vez que o silêncio dela não parece estar a venda e o raio da rapariga tem 7 vidas, o sistema terá de atuar.

Neste ponto, o poder judicial é o único que lhe pode valer e confesso que a ação da irmã de Michael me agradou e contribuiu para me interessar por este volume, mais fraquinho que os anteriores.

Fiquei feliz por, finalmente, Lisbeth ser confrontada com a sua personalidade e que alguém conseguisse furar aquele ego que também irritava e que só a afundava mais em segredos e consequentemente em injustiças. Ninguém consegue viver sozinho!

O quarto livro não é uma prioridade. Sinto que, aos poucos, esta serie foi perdendo a emotividade, o suspense que caracterizou o primeiro volume, centrando-se em expor corrupções governamentais. O índole político é bom, mas sem as batalhas interiores dos personagens e outros assuntos mais pessoais, parece que estou a ler artigos técnicos ou a estudar.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s