Em parte incerta – Gillian Flynn

16SINOPSE: Uma manhã de verão no Missouri. Nick e Amy celebram o 5º aniversário de casamento. Enquanto se fazem reservas e embrulham presentes, a bela Amy desaparece. E quando Nick começa a ler o diário da mulher, descobre coisas verdadeiramente inesperadas…
Com a pressão da polícia e dos media, Nick começa a desenrolar um rol de mentiras, falsidades e comportamentos pouco adequados. Ele está evasivo, é verdade, e amargo – mas será mesmo um assassino?
Entretanto, todos os casais da cidade já se perguntam, se conhecem de facto a pessoa que amam. Nick, apoiado pela gémea Margo, assegura que é inocente. A questão é que, se não foi ele, onde está a sua mulher? E o que estaria dentro daquela caixa de prata escondida atrás do armário de Amy?

Com uma escrita incisiva e a sua habitual perspicácia psicológica, Gillian Flynn dá vida a um thriller rápido e muito negro que confirma o seu estatuto de uma das melhores escritoras do género.

OPINIÃO: Hum… este livro é muito ambicioso.

O crime perfeito!

A impossibilidade de encontrar falhas, as pistas pensadas e cobertas atempadamente, o cérebro que nunca para de pensar…

É, sem dúvida alguma, um excelente livro! Tem um enredo muito bem construído, angustiante, enervante e que propõe uma leitura compulsiva. É uma leitura que não nos abandona, mesmo depois de fechar o livro. Dá medo! Quero pensar que não existem pessoas assim, com estas capacidades cognitivas e obcecadas.

Como poderá alguém com estas qualidades não se igualar a Deus? Como é que se sossega aquele ser humano que pode tudo?! Não, desenganem-se, não há poderes sobrenaturais, nem nenhuma peripécia científica de radiotividade que transmite forças e etc… Nada disso! É tudo muito humano! É pura astúcia, paciência, inteligência, minúcia e, sobretudo, crueldade.

A linguagem surpreendeu-me., é do mais intimista que pode haver. Primeira pessoa, sem pudor, sem filtro. Como se tivéssemos dentro da cabeça deles e víssemos tudo o que eles querem e não querem pensar. Somos confundidos com a própria confusão dos personagens, mas, há que dar o mérito à autora que não permite que façamos juízos precipitados através daquilo que nos é dado. Cada linha do texto é pensada e escrutinada para não indicar nada do que virá de seguida.

É, sem dúvida, dos melhores enredos que já li e mal posso esperar por ver o filme e dar vida à minha imaginação.

Contudo, ficou em falta a história do pai de Nick. Foram criados momentos que auguravam algum desenvolvimento e fiquei dececionada.

O pior foi o final… Muito fraco. Peço desculpa, mas se criamos personagens difíceis, temos de saber lidar com elas e nunca as deixar superar-nos. Pareceu-me que nem Flynn soube o que fazer depois de tanto enlace e pormenor…O beco era tão sem saída que nem a autora conseguiu destruir a barreira.

Tinha tudo para ser receber as 5*…

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