Sombras de Morte – Susana Almeida

2SINOPSE: Num Império onde as avatares da Senhora da Sabedoria são tão respeitadas como o próprio Rei e os cavaleiros são admirados pela sua bravura e honra, a paz prospera nas terras do Império dos Homens. Aheik, um jovem cavaleiro, tem sonhos que o levam para outra era, onde o seu nome é Eogan, marido da guardiã da Estrela de Narien. A Estrela de Narien é um artefacto que se julga perdido e cujo poder não tem limites. Se de facto existir e cair nas mãos erradas, poderá até destruir o mundo. Atormentado, Aheik procura compreender significado dos sonhos. Do outro lado do Império, Étaín, uma elfo enlouquecida pelo desejo de possuir a Estrela, cria uma aliança com o povo bárbaro das Terras da Perdição. E a partir desse a guerra ameaça todo o Império, devastado por sangrentas batalhas contra um povo mata por matar e destrói por prazer. Mas Aheik não está sozinho. O destino reserva-lhe as maiores surpresas: o amor, traição a amizade… Todo o Império depende de uns poucos heróis, e Aheik tem a sua própria cruzada pessoal.

OPINIÃO: O tuga também sabe escrever fantasia. O português também consegue criar mundos épicos, com alguma magia, com múltiplos enredos e um número grande de personagens.

A autora explora uma espécie de idade média pos-apocalíptica, onde a magia passou a ser uma memória tão distante que acabou por cair no inverosímil.

A história é contada a três bocas, sendo uma o lado heróico, outra o lado da vilania e a terceira, a vertente mais religiosa, mais mística (a lembrar imenso as brumas de Avalon).

Este é o primeiro de três volumes e a título introdutório está bem conseguido. Talvez se alongue em demasia nalguns momentos que parecem servir para enfatizar o quão bom ou quão mau é o personagem. Neste aspecto, a história retoma as antigas fábulas em que a linha está bem traçada, bem vincada, e não restam dúvidas de quem podemos esperar a pior ou a melhor das atitudes.

Ao mesmo tempo, a autora descreve algumas passagens com alguma violência, o que destoa um pouco com o tom juvenil de alguns diálogos e pensamentos.

As batalhas são bem caracterizadas e há uma boa articulação com o prol de personagens que as enfrentam, sem se tornar confuso ou exaustivo.

Nota-se que há uma veia romântica, que insiste em ser plantada na história. Cria-se um segundo casal mais interessante, mas sem deixar de cair no cliché do “puxa-empurra”.

Em suma, tem conteúdo, tem potencial e tem público. Não está ao nível dos grandes nomes da fantasia épica, mas é bem capaz de entreter os amantes do género.

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s