As gémeas do gelo -S.K.Tremayne

26636230SINOPSE: EU SOU A KIRSTIE
EU SOU A LYDIA
EU SOU CONFIANTE E ANIMADA
EU SOU PENSATIVA E SOSSEGADA
EU ESTOU VIVA
EU ESTOU MORTA
QUAL DELAS SOU?

Lydia e Kirstie tinham 6 anos e eram gémeas idênticas. Quando Lydia morre acidentalmente na queda de uma varanda, os pais mudam-se para uma pequena ilha escocesa, na esperança de reconstruírem, com a filha que lhes resta, as suas vidas dilaceradas.
Mas um ano depois, a gémea sobrevivente acusa os pais de terem cometido um erro e afirma que quem caiu da varanda foi Kirstie e não ela.
Na noite em que uma tempestade assola a ilha e deixa mãe e filha isoladas, elas dão por si a serem torturadas pelo passado e por visões inexplicáveis, que quase as levam à loucura. O que terá acontecido realmente naquele fatídico dia em que uma das gémeas morreu?

OPINIÃO: Histórias sobre gémeos são sempre misteriosas. Ninguém consegue verdadeiramente entender o vínculo que os une. Se juntarmos a esta relação tão peculiar um enredo de mortes e crises de identidade, temos em mãos uma leitura curiosa e viciante.

A história começa logo com um valente murro no estômago. Como consegue uma mãe lidar com a morte de uma filha? Como pode um casamento sobreviver a um atentado destes?

A opção que este casal faz não é a que eu faria, mas é inteiramente compreensível: a família muda-se para o único lugar que podem. Enfatizo que este lugar não é bem uma escolha entre muitas, porque, sinceramente, não me parece que alguém que enfrenta um luto e quer começar de novo escolheria um lugar tão remoto. Mas, ei!, há gente para tudo!

O que acontece?

Ora bem, o enredo tem roça muito ao de leve (mesmo leve) com o sobrenatural. Contudo, até que ponto não é este o meio da gémea lidar com a morte da irmã, fingindo que ela está ali, com ela?

Repararam que eu disse gémea e não o nome dela? Pois é, isto deu-me um valente nó ao longo da leitura. Afinal, quem morreu, quem está viva?

Lê-se bastante bem e acaba por ter um final manifestamente satisfatório, mas que, à semelhança de outros autores de thrillers e de terror, deixa ao leitor a reflexão do que terá realmente acontecido, deixando-nos envoltos num véu que roça duas realidades: a racional e aquela outra que nunca gostamos de acreditar que existe realmente.

Os plots intercalam-se entre o casal, deixando-nos percecionar duas perspetivas da mesma dor, da mesma realidade. No entanto, entende-se que a morte da gémea pode esconder mais qualquer coisa, um segredo maior que pode destruir um dos nossos personagens.

Será que conseguem desvendar os desfecho antes da reviravolta final?

Os indícios estão plantados, é só uma questão de estar atento e não acreditar em tudo que uma mente conturbada pode magicar.

 

 

 

 

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