Inverno de sombras – L.C. Lavado

17709520SINOPSE: “Todos ficam sujos de sangue e há sempre alguém que morre.”
Este é o lema de Danton.

Filho de dois poderosos feiticeiros, inimigos de séculos, a existência de Danton é apenas mais um golpe de guerra entre os pais.
Criado e aperfeiçoado por Amauri e Goulart, é temido por todos, incluindo os próprios.

Em Lisboa, uma misteriosa Caixa detém um poder que a família Santa-Bárbara guarda há gerações.
Isadora é a última descendente de uma linhagem de Paladinos, herdeira solitária de um império cultural e um legado que desconhece. Ela e o tio, Garrett, são tudo o que resta para proteger este grande segredo.

Mas Danton está decidido que é chegada a hora do poder da Caixa lhe pertencer, e as vidas dos Santa-Bárbara vão alterar-se para sempre.

Feitiçaria, magia, segredos e uma história de amor inesquecível, percorrem alguns dos lugares mais conhecidos de Lisboa e a zona mais sinistra de Paris.
O passado colide com o presente e tudo acontece… mas não como todos esperam.

Pela escritora revelação da fantasia urbana portuguesa.
Uma história cativante que vai fazer as delícias dos leitores mais exigentes.

OPINIÃO: 2º livro que leio da Liliana.

De fonte segura, fui informada de que esta história é muito acarinhada pela autora.

Ora bem, vamos lá conversar um pouco sobre este mundo…

O espaço. Liliana preocupa-se em explorar o ambiente que rodeia os personagens. Somos levados a locais históricos de Lisboa e à rotina dos próprios lisboetas. Isadora e Andrea passeiam pelas ruas, vão a lojas, tomam cafés e param para lanchar, tal como qualquer pessoa. É sob este panorama tão “normal” que o sobrenatural emerge. Na minha opinião, acho que o início prende-se por tempo a mais. Sabemos que há um mundo paralelo a desenvolver-se, é-nos apresentado em simultâneo, mas demoram a cruzar-se e quando se cruzam, não há o boom esperado.

No entanto, depois disto, a coisa anda bem rápido, as páginas voam e o interesse aumenta e aumenta. Gosto do Danton (apesar de achar que ele tem muita garganta) e do seu impasse em se deixar envolver.As duas fações de feiticeiros também são cativantes e a forma como as cortes funcionam faz lembrar as histórias de fadas. Adoro!

A Liliana tem uma particularidade que eu admiro e que também aposto muito nas minhas histórias: os twists. Ainda recordo o momento em que o “Inverso” me deixou do avesso. O “Inverno de Sombras”, sendo um livro bem maior, tem mais destas reviravoltas. Contudo, faço aqui dois reparos: Os twists demoraram a dar caras e não me surpreenderam completamente. Acho que o arrastar do suspense levou a que acabasse por desconfiar…

E já me estou a alongar em demasia. Não gosto de opiniões muito longas, porque senão vocês não as lêem até ao fim. =P

Síntese?

Um bom enredo central – bem construído e com interesse, sem cair em clichés.

Enredos secundários a ressaltar a cada capítulo, sem se intrometerem demasiado com o central. Porém, a trabalharem para prender o leitor.

Personagens bem construídas, com particularidades próprias. – Isto é mais difícil de cumprir do que parece! Ler uma história e perceber que todos os intervenientes têm a mesma voz é um bom motivo para fechar o livro.

Denota-se trabalho e esforço em conceber uma boa história. Mas, diz-nos a verdade, Liliana… Estão aqui 30% de trabalho e 70% de talento, não é? 😉

A falha: o pacing lento.

Venham mais obras e ajudem esta autora a ter o destaque que merece.

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