A bibliotecária de Auschwitz – Antonio G. Iturbe

24SINOPSE: Auschwitz-Birkenau, o campo do horror, infernal, o mais mortífero e implacável. E uma jovem que teima em devolver a esperança. Sobre a lama negra de Auschwitz, que tudo engole, Fredy Hirsch ergueu uma escola. Num lugar onde os livros são proibidos, a jovem Dita esconde debaixo do vestido os frágeis volumes da biblioteca pública mais pequena, recôndita e clandestina que jamais existiu. No meio do horror, Dita dá-nos uma maravilhosa lição de coragem: não se rende e nunca perde a vontade de viver nem de ler porque, mesmo naquele terrível campo de extermínio nazi, «abrir um livro é como entrar para um comboio que nos leva de férias».

OPINIÃO: Este livro mexe com as pessoas. É absolutamente impossível ficar impávido perante estes retratos que, apesar de se revestirem de verdade, já se transformaram numa espécie de subgénero literário.

Uns dizem: “chega de livros sobre o holocausto, já percebemos que os alemães agiram muito mal e que os judeus sofreram!”

Não! Não se trata dos alemães serem os lobos e os judeus os cordeiros, trata-se do mundo ser intolerante com as diferenças. Trata-se de haver pessoas que não aceitam alguém pela sua religião, cor, enfim… diferenças, repito.

Trata-se de os países ganharem voz como ditadores e agirem como titãs sobre os outros. Trata-se da guerra e do tombo dos inocentes… Não está isso na ordem do dia, outra vez? Não começam as guerras por algum lado? Não se iniciam estes panoramas com a conversão de falecidos a números e no alheamento dos demais: “Hoje morreram x sírios! Passas-me a salada, por favor?” Não será possível que há 70 anos atrás se tivesse dito o mesmo: “Parece que o Fuhrer enviou mais uns quantos judeus para os campos. Dizem que este fumo que sai de lá é porque os queimam. Passa-me a salada, por favor?”

É preciso refletir nestas realidades e extraí-las do papel, das histórias e encará-las como uma realidade não tão longínqua que se pode repercutir nos anos vindouros.

E sobre os livros? Não se pode falar d”A bibliotecária de Auschwitz” sem mencionar os livros. Se seguem este blogue é porque gostam de livros. Se gostam de livros, conhecem a sensação de paz que o alheamento num bom enredo nos traz. Se se viciaram nessa sensação de viajar para outros mundos, imaginem o valor que essas viagens têm quando a realidade é completamente insuportável!

É um livro para ler,para saborear, para pensar, para refletir e comentar. Não deixem de o fazer.

Recomendo.

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