28 dias – David Safier

19SINOPSE: David Safier arrancou sorrisos de milhões de leitores em todo o mundo com Maldito Karma. Agora leva-o ao limite da emoção com um grande romance, sobre o amor e a coragem, passada num dos episódios humanos mais esmagadores da História.
Varsóvia, 1943. Mira, uma jovem de 16 anos, sobrevive graças ao contrabando de alimentos no gueto onde os nazis aprisionaram os judeus. O seu único objectivo é o de proteger a mãe e a irmã mais nova. Quando os habitantes do gueto começam a ser deportados para os campos de concentração, Mira junta-se à Resistência.

OPINIÃO: Alguém me disse que há livros que só pelo tema que abordam já são do nosso agrado, mesmo antes de os lermos. É um pouco verdade. É certo que uma história sobre o holocausto vai tocar no nosso lado mais piedoso e emotivo, que nos vais chocar de alguma forma, mesmo que já tenhamos lido ou visto descrições de situações semelhantes.

David Safier é um nome que me inclina de imediato para a comédia. Depois do “Maldito Karma” e de “Jesus ama-me”, “28 dias” é uma autêntica surpresa!

“28 dias” é um YA. Se estão à espera de um livro totalmente sério, esqueçam. O “28 dias” contém cenas violentas, de cortar a respiração, momentos que nos deixam com a lágrima no olho, mas também contempla a mente jovem de Mira e os seus sentimentos românticos.

De início, fiquei um pouco desmotivada. A insistência na relação de Mira com o namorado e as reações mimadas dela e da irmã mais nova pareciam-me deslocadas no gueto de Varsóvia. Porém, o enredo ganha uma intensidade tal, que dei por mim a virar as páginas com vontade de conhecer a triste realidade, para muitos, pré campos de concentração.

O facto de ter explorado o gueto de Varsóvia e não Auschwitz ou outro campo de extermínio, espoletou ainda mais o meu interesse, uma vez que não são muitos os livros que retratam esta vivência carregada de dúvidas. Por esta altura, os judeus desconheciam por completo o rumo que os nazis pretendiam para eles e Safier decalca com mestria a tomada de consciência desta gente. A deterioração é gradual e tortuosa. Acreditar que existe tamanho ódio sem fundamento é mais complicado do que nos parece, a nós que estamos de fora e não somos o alvo.

Aconselho. A miúdos e graúdos, “28 dias” tem uma linguagem fácil e fluída, não se detém em descrições longas e aborrecidas, pode ser lido por todos.

Pode e deve! Nunca foi tão importante sensibilizar as pessoas para a estupidez dos crimes de ódio, desde o holocausto, como hoje.

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