A culpa é das estrelas – John Green

15SINOPSE: Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita.

PERSPICAZ, ARROJADO, IRREVERENTE E CRU, A Culpa é das Estrelas é a obra mais ambiciosa e comovente que o premiado autor John Green nos apresentou até hoje, explorando de maneira brilhante a aventura divertida, empolgante e trágica que é estar-se vivo e apaixonado.

OPINIÃO: Não é o enredo que é rebuscado e/ou complexo. Não é uma história original ou sequer, num todo, credível, uma vez que o próprio autor confessa no final que inventou a medicação que a Hazel toma. Então? O que é que torna este livro tão especial que todos gostam? Uma resposta: os personagens.

Augustus é absolutamente hilariante e estar na cabeça da sarcástica e irónica Hazel é uma delícia. Veja-se que estamos diante de adolescentes doentes, que lidam com variados efeitos colaterais de se padecer de cancro. Variados porque não são apenas físicos, porque são esses que nos saltam logo à ideia: as idas ao médico, os exames, picadas e aquele odor desinfetado  dos hospitais entranhado no nariz. Refiro-me ao movimento de piedade em torno deles. Os olhares, as cedências, os últimos desejos, são peripécias que os nossos protagonistas exploram com muito humor, um humor muito negro e irónico, que cai mesmo muito bem.

Depois, aquela reviravolta que me revirou o estômago e me deixou de olhos marejados. Sem muitos dramas e exageros, as descrições são palpáveis, os sentimentos complexos — como realmente o são— e a dor que “exige ser sentida”.

Tal como está implícito nas entrelinhas, cada leitor fará a sua leitura desta obra com a sua própria vivência sobre o tema a pesar-lhe nos ombros. Não se impõem interpretações e há um fecho, sem o ser na realidade. Tal como a própria vida que fecha capítulos e abre outros, buscando no anterior algo que transformará a pessoa num ser diferente. Nem melhor, nem pior, apenas diferente.

John Green passou a figurar no topo dos meus autores a seguir e já me vejo a perseguir a bibliografia dele. Porque há escritores com talento, com um dedo especial para se distinguirem dos demais em determinado aspeto. Green é um criador de pessoas e uma voz jovem e sincera da própria raça humana.

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s