O príncipe da neblina – Carlos Ruiz Zafón

12785927SINOPSE: O primeiro livro da trilogia Neblina.

Um diabólico príncipe que tem a capacidade de conceder e realizar qualquer desejo… a um preço muito elevado.
O novo lar dos Carver, numa remota aldeia da costa sul inglesa, está rodeado de mistério. Respira-se e sente-se a presença do espírito de Jacob, o filho dos antigos donos, que morreu afogado.
As estranhas circunstâncias dessa morte só se começam a perceber à medida que os jovens Max, a irmã Alicia e o amigo Roland vão descobrindo factos muito perturbadores sobre uma misteriosa personagem de seu nome… o Príncipe da Neblina.

OPINIÃO: Este livro não é suficiente para saborear o autor. Não chega à magnificência de “A sombra do vento”, mas, ATENÇÃO, não deixa de ser uma boa leitura. Apenas advirto para que não julguem Zafón com base neste volume. É que, ouvi dizer (vocês não adoram frases que começam assim? Dá um certo ar de intimidade, não dá? 😉 ) que este foi o primeiro trabalho dele e ninguém pode ser julgado pela sua primeira experiência no mundo da escrita. Já sei que há quem discorde comigo e bláblá, mas aqui mando eu e eu acredito que assim seja.

“O príncipe da neblina” explora uma figura enigmática que coleta favores. O preço a pagar por eles, bem, será alto demais. Não nos é de todo um tema desconhecido ou possuidor de uma enorme originalidade, mas é interessante ver como é explorado o medo e a predestinação. Aqui reconhece-se que o autor tem uma veia para o terror e só tenho pena que, na atualidade, ele não se incline a escrever um livro inteiramente sobre o género.

Quanto aos problemas que possui, só encontro uma que me desmoralizou, que se inclina para o “convenience plot”. Ora, há aqui uma passagem forçada que se torna pouco credível, mas que traz a oportunidade para que se desenrole toda a ação. Não sou obcecada por estruturas e não ando constantemente à procura destes pormenores para apontar, muito pelo contrário! Porém, aqui fica difícil não ser confrontado com perguntas, tais como:

“Quem é que faz isso?”

“Tanto tempo fora?”

No entanto, entretém e é uma leitura bem mais descontraída do que as obras primas que daqui advieram. Give it a try and see for yourself! 😉

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