As fadas de Edimburgo – Elizabeth May

7SINOPSE: Lady Aileana Kameron, a única filha do marquês de Douglas, estava destinada a uma vida cuidadosamente planeada em torno dos encontros sociais de Edimburgo – até ao dia em que uma fada assassina a sua mãe. Está determinada a encontrar a fada que lhe matou a mãe e, pelo caminho, vai destruindo todas aquelas que se alimentam dos humanos nas muitas ruelas escuras da cidade. O equilíbrio entre as exigências da alta sociedade e a sua guerra privada é, porém, delicado e, quando um exército de fadas ameaça destruir Edimburgo, ela tem de tomar algumas decisões. O que estará Aileana disposta a sacrificar?

OPINIÃO: Será isto o steampunk?

Fui informada de que o conceito é uma mistura agradável e natural da era vitoriana com um um toque futurista e fantasioso.

Se assim o é, é o que encontramos neste livro.

O enredo está carregado de ação, daquela que assistimos nos filmes de domingo à tarde. Com lutas e ferimentos, recuperações, sentimentos de vingança e muita determinação, a leitura dificilmente cansará e se tornará lenta.

Depois, quem é que não gosta de fadas?

Há criatura mais emblemática e imprevisível do que uma fada?

Há alguma coisa nas fadas que me inquieta, que me amedronta. São astutas e muito ligadas à tradição. O tradicionalismo da raça é uma marca que define o destino de quem se cruza com elas. É necessário um acresço de cautela quando se dirige a uma fada, porque há certas palavras que podem prendê-las a nós para a eternidade. –- Não acham assustador?!

As fadas são de ideias fixas e o espaço-tempo para elas, não significa o mesmo que para os humanos. Vivem muitos anos e além de não se regerem pela mesma moral, as fadas podem carregar demandas por gerações. É dentro desse contexto que encontramos o núcleo deste enredo. Se por um lado há uma fada com um objetivo de a ver morta, há na nossa protagonista o mesmo manifesto de vontade. Um oponente muito superior à nossa protagonista, seja em força, em inteligência…

A lembrar as adaptações que são feitas de Da vinci e os pormenores mirabolantes das obras de Júlia Verne, Aileana também possui algumas capacidades ao nível da engenharia que lhe serão mais do que úteis. Tendo em conta que magia só se combate com magia, surge um terceiro elemento neste plot: uma fada que a ajuda? Ok. Isto é estranho, vamos lá descobrir o que é que ela quer, o que é que ela ganha com isso. Sim, é este o pensamento que me persegue quando leio sobre fadas: uma constante desconfiança e apreensão.

Um livro que entretém. 😉

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