A bela americana – Jess Walter

6SINOPSE: Pasquale é um italiano sonhador. Tem 20 anos, vive numa aldeia costeira no mar da Ligúria, é dono do hotel local. Está na praia no dia em que uma inesperada hóspede chega de barco. É uma americana alta, frágil, de uma beleza aparentemente banal. Vai caminhando hesitante pelo cais, aproxima-se, até que se vira e o olha de frente. E o seu rosto, visto no ângulo certo, é o rosto perfeito. E o momento, aquele momento – perceberá Pasquale mais tarde -, vai durar uma vida inteira. Desde a primeira página, percebemos que A Bela Americana é um romance invulgar. Porque nos dá a ler um diário perdido, de cortar o coração. Porque nos fala de um músico vergado ao álcool e desesperado por se reencontrar. Porque nos revela um Richard Burton torturado pelo amor de Elisabeth Taylor nas filmagens de Cleópatra. E porque todas essas personagens, tão imperfeitas, tão impossivelmente românticas, estão misteriosamente ligadas umas às outras. E todas elas existem apenas porque, um dia, a bela americana desapareceu sem deixar rasto. E porque um italiano sonhador, passado meio século, cruzou o Atlântico na esperança de a reencontrar. Jess Walter assina aqui o seu melhor romance até à data. Traduzido em 28 países, A Bela Americana foi incluído na selecção de Melhores Livros do Ano.

OPINIÃO: É possível conhecer um país, passear pelas suas paisagens sem lá ir? Ok. Há quem fale no google maps, mas eu ainda acho que pelos livros se vai ainda mais longe. Este livro, em particular, é, antes de mais, uma alegoria a Itália e às suas belas ilhas. O espírito do povo mais rústico, mais simples. O calor, os mares de água morna… Um ambiente que pede romance, pede história, pede conflitos entre amantes; segredos que atormentam durante anos, paixões que alimentam a velhice.

Este livro ensinou-me alguns factos sobre o cinema antigo e conheci alguns pormenores sobre a vida de atores de quem pouco ouvi falar, mas que se tornaram lendas para a sétima arte. É certo que o main plot é ficção, no entanto não deixamos de estar em contato com o que de realmente aconteceu a essas pessoas.

Há uma bela mulher, um italiano e um ator. Temos um sonho de uma jovem, uma paixão de verão e expetativas frustadas. Encontramos, no futuro, um rapaz problemático, um velho que quer reencontrar uma parte de si perdida, uma mulher cuja ambição a faz duvidar do que sente e um escritor que procura a fama e dinheiro.

Duas épocas, dois proles de personagens, histórias conexas e outras a interligarem-se.

Não foi uma leitura que me marcou ou sequer me agradou por aí além. Contudo, lê-se bem, tem as suas qualidades e entretém.

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