O último adeus – Lí Marta

34SINOPSE: Baseado numa história verídica, vivida entre os distritos de Viseu e Aveiro. Passamos por localidades como Tondela, Caramulo, Sernancelhe, Moimenta da Beira e Águeda. Três gerações de primogénitas vivem grandes histórias de amores inesquecíveis.

Dionora vive pobremente mas feliz com António. Até ao dia em que descobrem a doença fatal vivida nos anos cinquenta, a tuberculose. Com a morte do marido, Dionora deixa de ter forças para viver.

Luzita, a primogénita de Dionora, terá de lutar pelo primeiro amor da sua vida, um homem de classe ligeiramente superior à dela. Só que o destino salpicou-lhe a vida de negro.

Lídia, a primogénita de Luzita, vive também um grande amor. Mas fica nas suas mãos dar continuidade ao último adeus. Será que é capaz?

OPINIÃO:

Esta história tem pés, tronco e membros. Tem um prol interessante de personagens e tem climax suficiente para a construção de um bom livro.
O que não tem? Exploração suficiente em cada ponto que referi.
A autora reconta a história da vida da sua familia, confessa que acrescentou alguma ficção, mas a sua retenção em entrar a fundo nos seus personagens matou a história. Ela ter-se-á contido por respeito aos seus entes queridos e, ao agir desta forma, criou um livro bom para os mesmos, pois, o leitor anónimo pouco interesse terá em ler meias histórias, em saber apenas o lado bom dos personagens. Não é que ela não tenha incluído nada de negativo em relação a eles, mas como factos apenas, sem aprofundar.
Histórias de famílias, histórias de irmãos são super interessantes, são deliciosas de ler, pela variedade de personalidades que se pode encontrar em cada um, pelos problemas que surgem sempre, pelos desacatos típicos… Aqui, não há disso. E se há, é mencionado apenas. Todos falam de forma parecida, todos agem mais ou menos da mesma forma e os comportamentos soam mesmo artificiais.
Aguardo por um livro da autora em que não haja a desculpa da proximidade, da susceptibilidade negativa que possa criar para com os “reais”.
Pontos positivos, a tia, que se sobressaiu pela irreverência, e um momento em particular da Dionora que teve alguma surpresa e que, infelizmente, ficou por ali.
Na minha opinião, a autora tem força para criar bons romances se se deixar levar pela história, sem receio de ferir os possíveis leitores. Há que mudar os argumentos, alterar os métodos, as abordagens românticas, dar-lhes alguma particularidade. Enfatizo isto porque o romance de Dionora e da filha seguem as mesmas linhas: o café, o restaurante, as frases… Pouco envolvimento. O género pede emotividade e faltou-lhe isso.

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