O filho das sombras – Juliet Marillier

30SINOPSE: As florestas de Sevenwaters lançaram o seu feitiço sobre Liadan, a filha de Sorcha, que herdou os talentos da mãe para curar e penetrar no mundo espiritual. Os espíritos da floresta avisam-na de que, para que as ilhas sagradas sejam reconquistadas aos Bretões, Liadan deverá permanecer em Sevenwaters.

A Irlanda está agora em guerra, e as suas costas são assoladas por atacantes. Entre os inimigos há um que se destaca: o Homem Pintado, que granjeou uma reputação terrível de mercenário feroz e astuto, e que espalha o terror por onde quer que passe.

Ao regressar a casa, Liadan é capturada pelo Homem Pintado. Porém, este acaba por se revelar bem diferente da lenda, e apesar da antiga profecia que a obrigava a permanecer em Sevenwaters, a jovem sente-se atraída por ele. Mas poderá ela viver o seu amor sem que a maldição recaia sobre Sevenwaters?

OPINIÃO: Reeleitura.

Lembro-me do quão amei este livro na minha pré-adolescência…

A imagem do homem pintado ficou-me gravada na memória até aos dias de hoje e não foi com surpresa que me apercebi de que o tempo não tinha apagado muito do conteúdo que reti dessa altura.

Porém, esta reeleitura foi feito sob a sombra da leitura (pela bela da very first time) do primeiro volume “A filha da floresta”. Logo, apesar de “O filho das sombras” ser um excelente livro, que merece ser lido e relido e atravessar gerações, não consegue superar ou igualar-se à beleza do primeiro. A filha da floresta tem uma história muito inquietante, que suscita uma variedade de sentimentos no leitor que este segundo volume não conseguiu alcançar. Terá a ver com a protagonista, quiçá! Sorcha é deveras envolvente e carismática. Liadan, por sua vez, apesar de herdar características da mãe, estas não a definem e jamais entenderá o suplício pelo qual a mãe passou. Liadan é demasiado dona de si mesma, tendo em conta o espaço temporal e físico em que vive. Ela tem uma faceta moralista que se torna irritante, principalmente no que toca à irmã, que é mais frágil, mais movida pelo coração e, logo, mais facilmente derrubável pelas circunstâncias menos agradáveis da vida.

O desfecho tem um climax interessante que só me foi possível entender nesta segunda leitura, porque já tinha “A filha da floresta” na bagagem. Por isso, apesar de eles poderem ser lidos e apreciados separadamente e sem ordem, não o façam. Se puderem, leiam pela ordem e outras surpresas estarão reservadas.

Para guardar para sempre!

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