A hora do vampiro – Stephen King

26SINOPSE: Ben Mears, um escritor de sucesso, regressa ao Lote de Jerusalém (também conhecido como Lote de ‘Salém), no Maine, para escrever um livro acerca da casa que o assombra desde criança. Ao chegar à sua cidade natal, depara-se com um cenário de pesadelo: a cidade, isolada, está infestada de vampiros, que espalham o caos e a morte. na esperança de conseguir travá-los, Ben Mears consegue reunir um pequeno grupo de pessoas para combater o Mal que invadiu a cidade.

OPINIÃO:

É um pouco difícil ordenar as leituras que queremos fazer deste autor, se pretendemos uma ordem cronológica. Na verdade, Stephen King tem uma extensão de livros publicados que me baralhou. Ao que parece, algumas das publicações são, de facto, romances, outras são antologias de contos e ainda há disponível essays, como será o caso do famoso On Writing. Então, para me orientar, criei duas listas: uma corresponde aos romances, ordenados por ano de publicação, a segunda lista ordena as antologias de contos.
Segundo problema: nem todos os livros estão publicados em Portugal! *what a shame*
Terceiro problema: arranjar alguns dos livros que estão cá publicados, mas cuja publicação é de tal modo antiga que só em segunda mão ou em alfarrabistas.
Fui forçada, assim, a dar às minhas leituras uma ordem aleatória, que respeitará unicamente à disponibilidade dos exemplares.
Contudo, Carrie (o primeiro romance do autor) foi a minha estreia há uns bons anos. Foi com agrado que constatei que Salem’s lot já vivia nas minhas estantes com o nome A hora do vampiro. Nem foi preciso pensar duas vezes; entreguei-me a esta cidade pequena com um elevado olhar crítico, de que já não me consigo libertar.
Se Carrie não me fascinou, por assentar a vilania do enredo num motivo tão juvenil e, a meu ver, fraco, A hora do vampiro possui um vilão à bela da moda antiga: asqueroso, tenebroso, imparável e puramente cruel.
Depois de uma moda, que virou tendência, onde os vampiros são belos, muito agradáveis à vista e, sobretudo, dotados de alguma (nalguns casos, muita) humanidade, é com prazer que recupero o nervoso miudinho que esta criatura me despertava na infância. E, sem dúvida, uma exploração à premissa “original”(?) deixada por Bram Stoker.
O que me foi provado, por Stephen King, com este livro?
Os clichés ainda funcionam: as batidas na janela a altas horas da noite; castelos degradados que parecem convidar aquela curiosidade que se diz que mata a entrar; as caves húmidas e sombrias; a não aceitação da existência do sobrenatural, mesmo quando os factos só podem apontar para tal. Tudo isto ainda funciona, ainda provoca pele de galinha em pleno século XXI, quando se parece acreditar que os meios que conduzem ao medo estão banalizados.
Ok, King, não serás considerado o mestre do terror à toa. Depois deste, faço-te uma vénia e elevo-te ao estatuto de meu “tutor”. Não só pela tua inacreditável capacidade de seres cruel, irónico, sarcástico e metódico nos momentos certos, mas por seres um verdadeiro profiler.
Stephen King não cria personagens, cria pessoas! Nunca vi nenhum autor a atribuir tão verossímeis traços de personalidade a um tão vasto prol de personagens. Até os secundários, até aqueles que surgem apenas para preencher o espaço, são dotados das suas características unas como indivíduos.
A hora do vampiro é uma história de vampiros à moda antiga, que respeita as características da criatura, concebidas por Stoker na sua obra clássica Dracula (aqui não há vampiros que brilhem ao sol). A parte menos bem conseguida foi a romântica. O casal não me despertou qualquer tipo de empatia. O auge está na incapacidade de travar à proliferação do vírus.

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