A filha da floresta – Juliet Marillier

25SINOPSE: Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era Lei e a magia uma força da natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, e dos seus seis irmãos.

O domínio Sevenwaters é um lugar remoto, estranho, guardado e preservado por homens silenciosos e Criaturas Encantadas que deslizam pelos bosques vestidos de cinzento e mantêm as armas afiadas. O maior perigo para este idílio vem de dentro: Lady Oonagh, uma feiticeira, que casou com o pai de Sorcha, senhor de Sevenwaters. Frustrada por conseguir encantar todos menos a enteada, Oonagh lança um poderoso feitiço sobre os irmãos da rapariga, que só Sorcha poderá conseguir quebrar. Porém, a meio da pesada tarefa de libertar os irmãos, Sorcha é raptada por um grupo de salteadores, e ver-se-á dividida entre o dever de salvar a vida dos irmãos e um amor cada vez maior, proibido, pelo senhor da guerra que a capturou.

bertrand

OPINIÃO: Absolutamente mágico!

Há livros que arrastam atrás de si uma legião de fãs. A cada geração novos fãs surgem, maravilhados com mundos criados com tamanho dom. Entendo e manifesto a mesma opinião em relação à beleza de Sevenwaters.

Quem não leu ainda, não sabe o que está a perder. Um misto de magia, amor, sofrimento, determinação e, sobretudo, provação. Personagens que são pessoas, com personalidades distintas, traços que as caracterizam.

Há alguns anos, foi-me oferecido um livro que na altura achei demasiado grosso e com uma capa muito estranha, feia. Afinal, eu só tinha cerca de 13 anos e andava ainda em volta dos Harry Potters e da coleção “profissão: adolescente”. A minha tia sabia da minha inclinação para o fantástico e quando escolheu aquele livro, baseou-se no título “A filha da profecia” e na própria capa (aquela que eu não achava nada bonita) que mostrava uma jovem sob uma pedra a ser acariciada pelo vento.

Ora, demorou um pouco até lhe pegar. No entanto, assim que lhe peguei… bem, não vou trazer nenhuma novidade. O problema é que alguma confusão que senti na leitura fez-me pesquisar acerca do mesmo. Acabei por descobrir que estava a ler o terceiro volume de uma trilogia. Procurei o primeiro em vão. Não havia livraria que dispusesse de um mero exemplar para que eu pudesse conhecer os antecedentes daquela história. Optei por adquirir o que dispunha, o segundo volume, “O filho das sombras”. Se gostei do terceiro, o segundo fez-me cair de amores. Porém, nunca mais surgiu a oportunidade de ler o primeiro volume. Até recentemente.

O primeiro volume é viciante. Tem algo que os outros não têm. Tem uma provação que nos revolta até ao último momento. Tem um amor tão forte que nada se equipara. Refiro-me a um amor fraternal, a um carinho que só pode provir dos laços familiares.

Sorcha é, sem dúvida, uma das protagonistas mais marcantes da literatura.

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