Deusa – Josephine Angelini

24.1SINOPSE: Após libertar por acidente os deuses do seu cativeiro no Olimpo, Helena tem de encontrar uma forma de os voltar a aprisionar, sem dar origem a uma guerra devastadora. Mas os deuses estão zangados.
Para piorar a situação, o Oráculo revela que um tirano diabólico se esconde no seu seio e que fomenta a discórdia entre o grupo outrora sólido de amigos.
Uma conclusão convincente de Josephine Angelini da trilogia Predestinados magistralmente tecida, em que uma deusa se deve elevar acima de tudo e de todos para mudar um destino que foi escrito nas estrelas.

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OPINIÃO: Hoje em dia, ver uma trilogia ser publicada até ao último volume é uma raridade. Logo, em primeiro lugar, quero agradecer à Planeta por ter tido respeito para com os seus leitores e ter terminado aquilo que começou e que tanto prazer me deu ler.

Adoro mitologia grega. Adoro quando os autores brincam com aqueles deuses malucos e depravados e ainda mais quando os inserem nos dias de hoje, num século em que o autoritarismo e o capricho dos deuses dá vontade de rir. Levemos então com a sua fúria, consequência da desobediência dos terrenos.

Este volume encerra a relação tumultuosa de Helena e Lucas, encaminha o destino de Oríon. Há mortes de protagonistas. (Peço desculpa, mas um bom final tem de ter a morte de algum personagem querido) O melhor, sem dúvida, a presença dos três grandes: Zeus, Posídon e Hades. A caracterização está soberba. A personalidade que é atribuída a cada um e as atitudes que tomam estão muito bem pensadas e conseguidas. Especialmente Zeus e o seu grande ego.

Nem tudo é flores e o Happy ending and Live happily ever after não existe em pleno. Termina, sim, mas também deixa umas pontinhas muito finas à qual a autora se poderá agarrar um dia para escrever mais sobre esta gente.

Aprende-se tanto com estes livrinhos. A mitologia grega faz parte da cultura mundial e parece ter adubo. Quanto mais se escreve sobre o tema, mais interessante fica. A ideia, mesmo simples, fica logo com uma certa luz ao se acrescentar o fatalismo, a tragédia grega.

Mais feliz me deixa olhar para a estante e ver os três livrinhos alinhados, tão bem concebidos também fisicamente, preparados para as gerações vindouras. É uma coleção para guardar.

Em suma, “Deusa” vem encerrar em pleno uma trilogia onde o amor é complicado, o destino tem tentáculos firmes e pegajosos e o futuro nunca deixará de ser incerto.

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