Marina – Carlos Ruiz Zafón

15SINOPSE:  Marina, tal como a obra que consagrou Zafón, é um romance mágico de memórias, escrito numa prosa ora poética ora irónica, assente numa mistura de géneros literários (entre o romance de aventuras e os contos góticos) e onde o passado e o presente se fundem de forma inigualável. Classificado pela crítica como «macabro e fantástico e simultaneamente arrebatador», Marina propõe ao leitor uma reflexão continuada sobre os mistérios da condição humana através do relato alternado de três histórias de amor e morte. Ambientada na cidade de Barcelona, a história decorre entre Setembro de 1979 e Maio de 1980 e depois em 1995 quando Óscar, o protagonista, recorda a força arrebatadora do primeiro amor e as aventuras com Marina, recupera as anotações do seu diário pessoal e revisita os locais da sua juventude.

«Marina disse-me uma vez que apenas recordamos o que nunca aconteceu. Passaria uma eternidade antes que compreendesse aquelas palavras. Mas mais vale começar pelo princípio, que neste caso é o fim.»

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OPINIÃO: Este foi o meu livro de estreia com Zafón. Estou familiarizada com a crítica que afirma que este não é a melhor obra dele. Contudo, o autor afirma que este livro é o seu favorito. Este livro traz-lhe nostalgia. Este livro representa aquilo a que ele jamais poderá voltar, à inocência e ingenuidade da juventude.

Marina é exatamente isso: a juventude e a imaginação; a aventura e o risco.

A casualidade cruza Óscar com Marina. A experiência leva-nos a crer de que quão mais novos somos, mais facilidade temos em criar amizades. A empatia surge logo entre os jovens, apesar do jeito ríspido e gozão de Marina quase subjugar a timidez de Óscar.

Este enredo conta com duas histórias. Uma é a aventura deles, a busca pela dama de negro que os levará a locais sombrios da mente humana.

Neste ponto, apesar das cenas de terror serem clichés, conseguem fazer surtir o efeito desejado. São arrepiantes e deixa-nos naquele estado de adrenalina ao seguirmos os protagonistas em fuga.

É este o momento de fantasia do livro, aquele momento que passamos a duvidar da veracidade das ações e consideramos a possibilidade de tudo não passar da imaginação deles. Esta dúvida persiste e existe pela forma ténue como o terror entra na realidade. Não há sobrecarga e imposição de criaturas. É tudo construído de forma a penetrar lentamente no psicológico do leitor.

A segunda história é contada nas entrelinhas e, dependendo do leitor, é possível antever o desfecho. A resolução é, provavelmente, o momento mais emotivo de todo o livro, mas que, na minha opinião, se estendeu demasiado, quebrando um pouco o sentimento de piedade.

É também possível que se feche este livro e se diga: “Marina…” com uma sensação de perda pelo que não foi contado por palavras.

O melhor de Zafón? A escrita.

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