Insurgente – Veronica Roth

10SINOPSE: A tua escolha pode transformar-te – ou destruir-te. Mas qualquer escolha implica consequências, e à medida que as várias fações começam a insurgir-se, Tris Prior precisa de continuar a lutar pelos que ama – e por ela própria.
O dia da iniciação de Tris devia ter sido marcado pela celebração com a fação escolhida. No entanto, o dia termina da pior forma possível. À medida que o conflito entre as diferentes fações e as ideologias de cada uma se agita, a guerra parece ser inevitável. Escolher é cada vez mais incontornável… e fatal.
Transformada pelas próprias decisões mas ainda assombrada pela dor e pela culpa, Tris terá de aceitar em pleno o seu estatuto de Divergente, mesmo que não compreenda completamente o que poderá vir a perder.
A muito esperada continuação da saga Divergente volta a impressionar os fãs, com um enredo pleno de reviravoltas, romance e desilusões amorosas, e uma maravilhosa reflexão sobre a natureza humana.

images

OPINIÃO: Depois do “Divergente” vem o “Insurgente”.

Este livro foi lido imediatamente após o terminar a leitura do primeiro volume. Não sei se foi por esse motivo, mas já não teve o mesmo sabor.

Parece que, uma vez que não o fez durante o primeiro volume, a autora decide explorar as outras fações: os cordiais e os cândidos. Contudo, o tempo que os protagonistas passam lá, sem fazer praticamente nada, é demasiado extenso e corta a fluidez da narrativa. Habituada a um enredo carregado de ação e acontecimentos, “Insurgente” é como uma queda abrupta “que não mata, mas aleija”.

Foi uma leitura prazerosa, mas com mais pausas do que a primeira e, apesar de desenvolver muito lentamente, trouxe algumas boas surpresas perto do final. Outras revelações foram um pouco previsíveis.

Penso que falta a esta trilogia mais ousadia de inserir passagens mais cruéis e violentas. O género distópico está caracteriza-se pela luta pela sobrevivência e esta está irremediavelmente ligada à violência.

A nossa protagonista descambou. Ora, tão forte e destemida no primeiro volume para agora entrar numa espécie de síndrome traumático. Traumas que paralizam e tornam as pessoas incapazes de se defender não funcionam nestes enredos. Essas pessoas morrem, porque estão fragilizadas, ou, então, tornam-se empecilhos. Só resta dizer que Tris teve uma sorte dos diabos neste volume.

Era suposto haver aqui uma zanga monumental que esfriou demasiado rápido. Foi estranho ver a mudança de comportamento de um capítulo para o outro e sem ficar quaisquer ressentimentos.

Quatro esteve mais apagado neste volume, talvez porque Tris andava mais preocupada com outras coisas.

O final traz reviravolta, o que me deixa feliz. Sinceramente, acho que este mundo de Roth não tinha muito mais para explorar, à falta de espaço de que esta sociedade dispõe e ao nível do vilão, que é fraquinho.

Venha o Convergente, venha lá esse final!

Gosto quando se escreve uma história com princípio, meio e fim. Ando um bocado cansada daquelas série que ninguém lhes consegue ver a cauda.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s