Divergente – Veronica Roth

9SINOPSE: Na Chicago distópica de Beatrice Prior, a sociedade está dividida em cinco fações, cada uma delas destinada a cultivar uma virtude específica: Cândidos (a sinceridade), Abnegados (o altruísmo), Intrépidos (a coragem), Cordiais (a amizade) e Eruditos (a inteligência). Numa cerimónia anual, todos os jovens de 16 anos devem decidir a fação a que irão pertencer para o resto das suas vidas. Para Beatrice, a escolha é entre ficar com a sua família… e ser quem realmente é. A sua decisão irá surpreender todos, inclusive a própria jovem.

Durante o competitivo processo de iniciação que se segue, Beatrice decide mudar o nome para Tris e procura descobrir quem são os seus verdadeiros amigos, ao mesmo tempo que se enamora por um rapaz misterioso, que umas vezes a fascina e outras a enfurece. No entanto, Tris também tem um segredo, que nunca contou a ninguém porque poderia colocar a sua vida em perigo. Quando descobre um conflito que ameaça devastar a aparentemente perfeita sociedade em que vive, percebe que o seu segredo pode ser a chave para salvar aqueles que ama… ou acabar por destruí-la.

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OPINIÃO: “Divergente”… tanta euforia em torno desta história…

Mas quem faz a euforia? Serão realmente os fãs, ou é tudo uma questão de marketing?

O marketing ajuda, sem dúvida, mas o que, na minha opinião, tem sido uma grande rampa de lançamento para muitos livros é a publicidade do Goodreads.

Cada vez mais, os leitores deixam-se levar pelas boas cotações de outros leitores na escolha das suas leituras. O goodreads é um gigante boca-a-boca. E todos sabemos que essa é, sem dúvida, a melhor publicidade possível.

Sem título Há uma coisa de que discordo tanto, mas tanto, que cada vez que ouço me dá um nervoso miudinho. Odeio solenemente que se comparem obras só porque utilizam a mesma premissa. Deste livro, cheguei a ouvir: “um “Jogos da fome wannabe“. Mas… é… que… não… tem… nada… haver!!

Os “Jogos da fome” e o “Divergente” são romances distópicos, assim como o “Destinos Interrompidos”, “Sob o céu que não existe” e “Desaparecidos”. Qual é a grande diferença entre os primeiros e os últimos? A adaptação cinematográfica. Os “Jogos da fome” caiu na graça porque foi o primeiro romance distópico com destaque no grande ecrã, mas isso não inferioriza os restantes, que conseguem atingir o mesmo nível e/ou superar a trilogia de Suzanne Collins.

Focando o “Divergente”.

O que há de melhor nestes romances são as regras que ditam a sociedade. Os métodos levados a cabo para conseguir sobreviver ao Apocalipse, a estrutura que inventaram para evitar serem consumidos novamente por aquilo que levou ao fim da sociedade como nós conhecemos.

Por vezes, o motivo é de origem natural, ou seja, catástrofes da natureza. No caso de o “Divergente” foi a guerra. Culpa-se o instinto humano, a mistura de emoções que movimenta o ser humano para atitudes espontâneas, imprevisíveis e, muitas das vezes, destrutivas.

Para controlar os sentimentos humanos, criam-se as chamadas fações.

Aos 17 anos os jovens têm de optar por uma fação e viver segundo as suas regras. Note-se que estas regras não são apenas de oridem prática, mas também psicológica. O individuo tem de pensar conforme a fação e viver para ela: “A fação antes da família”.

Normalmente, isto não é complicado de se fazer. Há um teste que ajuda a ditar a vocação. Porém, como é que se sentirá alguém que descobre que não pertence a nenhuma fação em específico, alguém que é “Divergente”. Sentir-se-á assustada, decerto, pois estamos a falar da forma como atua o mundo inteiro e de repente ela não se adequa. Sentir-se-á deslocada em qualquer sitio para onde vá, porque não conseguirá abraçar de corpo e alma a fação, uma vez que pertence também a outras.

Juntemos a isso o aviso de que se souberem que ela é diferente, a matam. O medo passa a pânico.

Esta é a base que constrói a nossa protagonista, Tris, e o motivo que a fará mover-se será a sobrevivência.

O livro também conta com um daqueles “heróis” mal humorados, com passados penosos e extremamente apelativos para o público feminino. “Quatro” é uma personagem interessante que se conhece lentamente.

Quanto ao conflito, qualquer ditadura tende a entrar em extremismos. Apesar de esta ordem das fações estar instaurada com base no consentimento unânime, nada impede de que não surjam invejas e sobretudo desconfianças. O perigo parte da inteligência e os mais fracos são os primeiros a cair. Se a inteligência possuir a força, quem os deterá? Ora, quem for dotado das duas características.

“Divergente” é um bom livro e dá muito em que pensar. Conquistou o público por ter um enredo interessante, um prol de personagens carismáticas e, sobretudo, boas cenas de ação que estimulam emoções como a adrenalina e o medo.

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