O diabo do rio – Patricia Briggs

S7INOPSE: Bem-vindo ao mundo de Patricia Briggs, um lugar onde bruxas, vampiros, lobisomens e seres feéricos vivem lado a lado com os humanos. Só uma mulher invulgar como Mercy Thompson poderia sentir-se em casa num lugar assim. A mecânica Mercy Thompson sempre soube que havia algo de diferente em si, e não era apenas a sua paixão por carros. Mercy é uma metamorfa, um talento que herdou do seu falecido pai. Mas a jovem também consegue ver fantasmas, tornando-a parte de uma espécie ainda mais rara, os caminhantes. E se nunca antes recebera a visita do fantasma do seu pai, tudo vai mudar na sua lua-de-mel com Adam, um lobo Alfa.

Entretanto, algo terrível esconde-se nas profundezas do rio Columbia, causando vítimas inocentes. Quando Mercy conhece finalmente outros caminhantes, terá que aceitar a sua herança paterna e exorcizar o mundo da lenda conhecida como o Diabo do Rio… Qual será o preço a pagar? A sua vida? A de Adam? Ou o seu casamento?

Saída de Emergência

OPINIÃO: No outro dia dei por mim com saudades da Sookie. Afinal, foram uns bons aninhos a ler a saga “Sangue Fresco”.

Acontece-me, frequentemente, sentir a falta de certas personagens como se fossem pessoas reais. Não vos acontece?

Uma vez que a saga “Sangue Fresco” findou e reler livros, com tanto por ler, não faz o meu género, decidi pegar naquela heroína que mais se aproxima da de Charlaine Harris.

Devo dizer que cada vez me apaixono mais pelas aventuras da mecânica Mercy e este volume foi uma enorme surpresa.

Estamos habituados a seguir Mercy e o bando nalguma confusão com fadas, ou com vampiros. Aqui, o passado de Mercy surge para a confundir, as suas origens são descobertas e conhecemos um grupo muito poderoso que a coloca numa situação impossível.

Um tipo diferente de monstro, antigo e esfomeado, alicia os humanos para o fundo do rio. Agora, pedem a Mercy que o enfrente.

Confesso que me senti um pouco claustrofóbica com as cenas aquáticas. Também senti em Mercy, mais do que nunca, a sua humanidade, o seu medo, a sua indecisão e o seu egoísmo, despoletado  pelo instinto de sobrevivência que há em todos os seres vivos.

É esta particularidade que me agrada nestas personagens femininas, a sua capacidade de errar, de sentir medo, de não serem totalmente boas. Há uma cena em particular neste volume em que Mercy teme pela vida de Adam e ameaça descontrolar-se, mesmo sabendo que o agressor não tem culpa do que fez. Este descontrolo originado pela dor dos que amamos é humano e real. Não há aquele entendimento superior que certas personagens têm, de refletir sempre antes de agir, de controlar os instintos mais primitivos, de estarem sempre no caminho do que é mais correto. Não há perfeição em Mercy e é isso que a torna tão carismática.

“O diabo do rio” é um volume importante da coleção, contendo muita informação que trará, decerto, reviravoltas nos seguintes. Principalmente, no que toca à forma de Mercy encarar a sua própria existência.

Espero que esta série seja traduzida na sua totalidade. Não merece ser interrompida pela metade.

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